quinta-feira, 19 de maio de 2011

Tintura

se tu pintas a cara...
porquê serás... há..
Si tu me vem porque tardar...?
É o que há...si...há...
  {e como há...}
em meu pequeno ver,
tuas cores sombreiam,
as minhas nascentes expostas...

e como não me vê finjo que não a vejo.
pois já estamos de olho um no outro,
num faiz tempo naum!
é recente a coisa...

as chaves trincadas pelo verso,
quebra as trovas que busquei no inferno...
por que, para que, o que há além dos céus.

se não me vedes o quanto olho.
sustente-se em paredes quebradas,
esquinas partidas,
bem mais do que agora,
minhas meninas sempre foram das ruas.

que algum anúnicio se faça,
como o enigma que tenho descoberto,
eu já o descobri... e o que tu fazes?

é de um todo para ti,
ou já seria de nós?

"o silêncio me emociona e faz-se criador dos sonhos",
teus delírios ainda dormem,
na minha distância.

se te usam individida,
em sinopses,
serás meu roteiro.

vedes que lustro e não dou brilho?
vedes que limpo ao invés de passar pano?
vedes que além do certo falo e faço muito bem o errado?


o pecado é nossa folha de divertimento,
e se tu não sabes, porquê te escondes?
a moralidade, e a ética, enfim...
se acaba quando imaginamos, apenas isso, imagina-aÊ!

o amor.

Humberto Fonseca

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