quinta-feira, 2 de junho de 2011

Ao Pôr-do-sol...


 esse meu hoje poderia tê-lo dado as emoções. mas quanta razão me barra. me ofende. porque impulsiona não mais ser justo que emotivo? onde deveríamos estar sem pele para ter um coração encourado. posso arrancar este tamborim que com seus ventríloquos me dizem boas e falsas histórias. a minha pele quase se sufoca de não mais sentir tanta razão emotiva. meus poros se fecham ao mundo. me faz respirar por dentro. sentir meu próprio ar. porque não preciso de sinais vitais marcados para orientar meu viver, morro quando der e vivo o quanto puder. não quero latifúndios de vida, vidas e mais vidas sem que as possa viver. __ e vocês acham que seu silêncio me tumultua? será mesmo que este espaço está querendo resposta? a solução aqui não vem do óbvio, mas é digna e justa quando se empunha contra as armadas deploráveis que se apresentam com suas manjedouras e copos de leite, todos tem fome, todos tem sede. até os espinhos da rosa. entende; "eu não me ofereço diante de olhos que não querem que eu antes de tudo seja o feliz". e muitos pasmam e admiram-se. porque sei muito como o homem é covarde consigo. de como ele se entrega e envereda ao sofrimento do proibitivo. "não é preciso mais essência, já vende em frascos", e a camomila nada mais é que saquinho na água quente, ainda existe chá por estes lados pra acalmar a minha alma. dona dos devaneios... quantas falas, quantas prosas, quanta luta sofrida temos despistado de nosso serzinho não? háháhá amanhã tem mais dia, amanhã tem mais noite, e eu sigo rido da vida porque a tristeza já encontrou seu lar em um pedaço do meu coração.


encontrei um lugar onde posso selar esse pacto de humanidade que não mais mede a consequência da mente. prà quer medir aquilo que se pipoca em caras alheias. quem tem face que não se curve. que não se dobre. porque os balde de poesia nesta manhã sobe. no veio puxado a mão, desta alma enegrecida sem ver sermão, "porquê os homens não atacam", não tomam conta, não fazem deste mundo seu quintal? falem diabos, como abraçar o mundo com dois braços? ou falarei como Nietzsche "porque escrevo livros tão bons?", __ só pode ser pela recusa do mundo. os nobres serão sempre os atordoados? ou será mesmo, que quem se entreva na vida só ganha a morte. há minha alma canta entre os vales, sinto a prosa pegando as curvaturas dos montes, se deixando espraiara sobre o sereno, o vento sul agora leva as nuvens para as montanhas do homem adormecido, é lindo seu acordar pelo amare-azul transcendente, de lírio-claro e borda-cinza, sem moldura, em um céu que não sei quem criou. nada tenho contra as religiões, contra os sermões, acredito eu que tudo que tenha vindo até agora no mundo nosso resultado, "congratulations", nada foi feito em vão. seja um penico ou mimeógrafo, o homem é que não sabe mais onde enfiar a cabeça para tecer sua majestosa mente, meu coração só bate, não clama, não chama, expulsa tudo que há de velho nesse instante. "ainda revivem sim, às memórias", estas são dom humano de maior estima, é nossa gaveta, armário e amplidão dentre os escuros mentais, pode ter de tudo em cada uma dela... engraçado quando se escreve vorazmente, nem faz dois minutos que estou no raciocínio e veja o que já transladei, informação conexa-dexa-condensada partida em um por todos e todos por um.


Humberto Fonseca

2 comentários:

Karina Meireles disse...

Nossa mulambo, esse texto pegou eim...
Vamos fazer desse mundo nosso jardim com papoulas, girassois e lirios e as rosas serão bem vindas com seus espinhos.. ai aprenderemos de vez a existir por nosso proprio merito
^^

Humberto Fonseca disse...

Detonando tudo dona meireles! o que seremos de nós sem essa alma. o que será mesmo a vida sem senti-la.

xeraum!!!!!