Verbos Curtos - Humberto Fonsêca & MaicknucleaR

domingo, 2 de dezembro de 2012

Reflete

 O entusiasmo, é uma arma que não se pode usar a todo momento... o mundo é cruel e precisa de pessoas desacreditadas... limitadas... atrofiadas.

 Impressiono-me com a motivação dos fracos em querer atingir as possibilidades daquele que ao menos em sua mente e coração se acha "forte", pois, pode ter a riqueza que os seres estão esquecendo, o amor e a paz espiritual.

 Entre um abalo e outro é que vemos realmente qual é o nosso chão. estar de pé não será uma estética, tampouco firmar-se na areia... é preciso estar com os pés firmes e acreditar que a qualquer momento haverá uma areia movediça para querer te sugar, apressada em sugar suas forças, te encher de pânico, délirios e medos de uma possibilidade que estamos sempre dispostos...

 Lutar pela vida.
 Lutar pra viver.
 Ser o que ser,
 Por não ser,
 O que ninguem,
 Imagina quais são as linhas,
 De nosso viver.

 
 Andei queimando em labaredas alternativas, celas e cancelas fecharam e abriram-se... parti de uma tristeza que jazia para sentir os aromas imortais das forças mórbidas, lorde do desamor e inculto das culturas, alimentado de solidão, e amando interminavél-mente os caminhos...

 Posso vos dizer, sem lágrimas, de coração bruto...

 Que o prazer é algo que nunca me faltou.



Humberto Fonseca


 

Ao espaço - Asteroid Could Threaten the Earth in 2182

 Trovemos, bem antes do dia e dos debruços... vontade de fazer tudo, de tudo fazer, corpo sólido, bruto'emburrado, versejando, o algorrítimo, algo à isto ou aquilo, dar uma laminada em uma peça, pisar barro com os pés, fazer uma casa de taipa, de varas, barbantes, e muito tapa, "como é bela a casa feita a mão", barro e lama quem não tem, o corpo coberto e mudo é tártaro, coisa pregada no céu dos céus, sem luzes, apagado sem encandescer, guardados contra o tempo, embaixo da lona, e acima do víl.


Humberto Fonseca
 

A Manhã Antes Da Neblina...

 Zuniu, apahou-se o achado. era tão bonita por trás das montanhas que desceu ao asfalto. leve, maciça, cinzenta, de teperatura baixa, com cheiro e sentido de morte por quem ali pairava... meus olhos se perdiam por suas cortinas, queria dar-lhe a mão e sair em passeio, sinto-me encorpado, ancorado, sobre a imagem de José, vendido ao Égito, entregue de servo...

Humberto Fonseca