domingo, 17 de fevereiro de 2013

Diário de Verão - Entre o Adeus, O Breve, A Existência...



Praia do Rosa
Foto: Humberto Fonseca




Diário de Verão



Entre o adeus, e o breve, a existência...

16/02/2013

Quantos passos por ti?

_ Quando passo por ti...

Sem ti, a mim mesmo, só resta correr.

O verão está passando rápido, "veraneio vascaína", sem esquina, sou eu na praia, com saudade de "Sina", (Um Amor Puro), nunca tive as canções de meu conterrâneo tão vivas.

Calor-noite-dia. Juntos separados... Misturado aos olhares, a mesma solidão ao fim do dia me bate.

_ Quanto tempo sem amor poeta? Por onde andas tu? Teu espírito livre perdeu-se... Como vives de incerteza, violando os desejos nos dedilhados solitário.

Nada parece passar. Quanta demora na vida, esse aperto intercalado de sensações explosivas, detonando a mente, surrupiando emoções, espancando o coração.



Sua beleza de "Meu Bem Querer", te ver deitada na areia, (com as curvas do Rosa), nesse teu olhar púrpura, mesmo que de longe, satisfaz-me, me faz ganhar o dia.

_ Sem loucuras verdadeiras somos infiéis ao pensamento.

Como tem vibrado este meu coração, paixão serena, racionalmente louco, já não adianta descansar, durmo e acordo com ti. Não sei quem sou mais, toda minha dureza quebrantou-se.

"Amores se ligam,

No pequeno olhar"...

Já tentei te queimar, rasgar, arrancar de dentro de mim, só que dia após dia agiganta-se, de um grão transformou-se um colosso.

EMOTIVO,

SENTIMENTAL,

RASTEJANDO UM OLHAR!

_ Que caminho é este que andas poeta?

O sorvete,

De meu sabor,

Tem seu gosto.

_ "Flocos". Parece mel...

A composição do poema demora, o sorvete derrete, falo de um lado para outro, toco o violão, "revejo tuas curvas fixas nele", em sua malícia selvagem, (som do meu interior), rainha dos meus dias.

As vezes,

Me vejo no palco feito Djavan,

Mas lembro que sou teu fã.

Contínuo, continuo... Sendo ou não, a voz é a mesma, o coração, este; sinceramente... Bem queria. Saber o quê?

_ O desconheço!

 



Humberto Fonseca

Nenhum comentário: