quarta-feira, 20 de março de 2013

Saudade (II)


Foto: Humberto Fonseca
 
Escrever sonetos, nunca me foi possível,
Um ser verborrágico,
Aguçado em altivez,
Rebombador de emoções.

O que estaria passando agora,
Estalas a minha mente,
Madame sedutora de minhas linhas,
Faz-me tropeçar no espaço.

Em meu futuro sem antepassado,
Os ventos carregam as dores,
Sobraram flores.

Espinhos pontudos, afiados,
No desvio, no clarão,
De uma inconsciente saudade.

                  *

 Os poetas são em geral, seres estranhos. Desse e outros planetas... Amam, mentem, discutem o impossível, se armam de paz, confusos, reais, abstratos, feito às cores daquela estação formosa que denominamos; amor.

 Fastio e fome se unem,mistérios e desvendos, claros e escuros em céus apagados, o crítico e o exato, a metamorfose e a calmaria, claridade, luz sem sentido em aplicação do sentido...

 "Eu e meu amor cruza os céus para habitar no centro de nosso universo".

 Não vale à pena olhar pra trás... Quem olha, consequentemente, fica... De trás pra frente é minha estrada longíqua.


Humberto Fonseca

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