domingo, 9 de junho de 2013

Série - Diário de Outono - Poesias - Humberto Fonseca

Diário de Outono 

 Nesses versos adiante, do qual expus formas de pensamentos íntegros, originais, intimando a cadência verbal pela vivência natural, esquecendo as amplidões da fala, sem capacidade e masetria para busar a sintetização, verossimilhanças, longe do ámbiguo (do qual tanto escrevo), fora do (neologismo) que tanto aplico, sem dessiminações e mais direto do que nunca. Como se diz aqui onde vivo; "Direto e reto a vida toda".
 É triste um poeta se auto analisar, mas como não temos nenhum editorial, tampouco uma luz que possa contextualizar as nossas ideias, chega a ser soberbo ver o próprio trabalho e críticar o mesmo, pesso sinceras desculpas, mas só escrever também sem exemplificar algumas teses sobre tantos pensamentos soltos que se tornam um tonificante da alma de quem escreve, acredito que está série esteja mais seca, enquanto a outra série "Diario de Verão", buscava mais água, apaziguar o calor, essa vem para tonificar as outras passagens, deixar impregnada os fragmentos, e fazer com que o instinto natural, esteja impresso no texto.
 
 Minha poesia, é uma dose real de sentimento, convivência, veemencia pelos sentidos, uma gratidão pela vida e cumplicidade à natureza.

 Grato pela visita, boa leitura...

 Beijos e Abraços!

 Humberto Fonseca


Numa Tarde Sem Ti
Imbituba 03/05/2013

 _ Pensei tanto...
 Pois bem, porquê não escrever?
 Saudade é um volume que manuseia-se devagar, sentindo cada estação. "Tudo é poesia sem a óbvia explicação".
 Um gozo interminável expande em minhas veia, como se uma deusa hetera, elegante, instintiva, sobrevindo em minha pele, prazer celestial, enviado por Deus; o bem estar.
 O verdadeiro amor é planta que nasce e morre no coração, não no perdão, quando daí vem, já é fruto do erro.
 _ Como sentir saudade com você tão perto?
 Não te distancies aliada de meu coração.
 "Flor do meu interior".
 Exala seus perfumes, enquanto descabido de emoções, os ventos sacodem as sensações, adversos motivos, passados próprios retornam ao futuro entoando canções de saudade, meu amor retorna, forte, viríl, na firmeza dos traços das palavras, sem sentir-se impotente mesmo distante de ti.

 Agora, onde estamos mesmo? Por onde está teu ar? _ Aparece-me sumida! Não vamos fingir viver normalmente... Quebraremos esse silêncio?

 A solidão é aguda, perfura, arranha, multila... Fura os corações! Dor insuportável! Não faremos um ao outro chorar ou sentir está malvada, ser feliz além de ser fácil e complicado, dar trabalho mas faz bem, mlehor ainda que dolorosas operções que ainda não vivemos.
 _ Não estou feliz sozinho. Não vou metir à mim mesmo. Não estou feliz sozinho. Quer que eu repita? Não estou feliz ao colecionar uma memorização de tudo que es dentro e fora  de mim.
 Pecado nobre arrastando-me ao desterro!
 Quatrocentos dias ou um, sem ti, é a mesma desgraça!
 Es amor que não cicatriza.
O Frio dos Cânticos
Imbituba 06/05/2013

Cânticos: 1;2: Beija-me com beijos de tua boca;
pois teu amor é melhor do que o vinho.

 Saudade próxima que não acaba-se, doença carnal, voz poderosa, porque fazes isto comigo, quem te dá tanta expressões, magnitudes, diva poética... Quem sou mesmo, para que ir neste lugar, para que tentar traçar caminhos, para que sonhar vivo em cruzar-te em uma dessas calçadas.
 Dor e alegria, lembro e recordo o poema de Juninho13 "Dor, Alegria Lenta"...
 Amiga de min'alma, universo lunar com todos poderes do astro rei, de luz e força, esplendor e intuição, voz prismática, timbrando calorosa em meu coração, mesmo nos sublimes ventos frios e firmes.

 Toca-me do fio de cabelo aos nós da coluna, presença espiritual verdadeira como a palavra de Deus.

 Cântaro de meus sonhos,
 Cura-me dores,
 Fazes do simples dia,
 Antigo, puro, formidável, de paz,
 Carrega-me em teu coração,
 Flôr do meu interior.
Depois...
Imbituba 07/05/2013 
Antes era,
 Mas agora,
 Já não sei,

 Quais porquês? Quantos cadê?
 Se é que foi sem perceber, atração pode ser natural nestes tempos, sigo timidamente fiel aos meus sentimentos, audacioso, com minhas antigas novas antitudes, onde sustenho a sensibilidade bravamente.
 A vida não nos maltrata, somos nós que decidimos quando modificá-la. Ela nos é breve, pois; podemos viver o passado, futuro e presente em um só instante, quanta injúria um corpo pode carregar? Quem vai conceituar a dor em nós? Quem vai suportar em nós a dor?
Já suportei tantas, que hoje nem mais sei, nem mais sinto...
 Passos, paro no paço. Olho, intintivamente, fugidio de mim, um pouco bisonho, coroando a missão do homem que ama, o tempo, a praia, o livro, os filhos, o sol sentado em degradê no banco...
 A felicidade rendendo antes do antes. Se não for bem antes, sem ver imagens do depois, pois depois sobrará nem resto de nós dois, meu amor evolutivo, crescente, minguante, cheio... Junto de tua paz espiritual, ligando-nos sobre oes estados longíquos dessa imensidão que é a mente conectada ao coração, onde tua voz toma-me a mão, carregando ao teu seio, mediano e saliente, quente, terno, fósforo de meus lábios...
 _ Eu sonho acrordado isso tudo.

 Trabalhei tanta saudade, inúmeros desejos, que só resta correr de verdade para verdade.
 Movo-me pelo antes, pelo depois, suspeitando de uma vez por todas a existência do agora.
 A única coisa fora do eixo sou eu, nada, ninguém, culpa alguma tem, sou eu a voz do teu interior?

 Em teus olhos verei.
O Suportar!
Imbituba 08/05/2013

_ De ver-te! e não tocar-te! É muito pior que todas batalhas que ando sofrendo da vida. Dobrem-me ela se for comparar...
 Vegeto sem ti!
 O que sabemos sem terra, ar, sol, pés no chão? Amor meu, alegra-te, nossas lutas só acabam com a vitória.
 Calma amor, tu que vives em mim, calma... Nessas horas sabemos quem e como somos. _ Indefinidos, sem resposta. Não viaja na maionese pois a vida não é uma salada.
 Uma sede me toma por teu corpo inteiro, vagamente sensorial, "feito tua imagem prismática", coerente, furtiva de meus sorrisos, embebedar-se de ti é celestial, gole por gole, sentido por sentido, sentindo-te.

 Fostes um vão em meu corpo do qual agora floriu um jardim, de órquideas, ácacias, sua maria-senvergonha... Você com esse olhar minimalísta e profundo, expressa a sensualidade, cheiro fresco, suave, alimento sexual de meus desejos.

 Rajas o semblante,
 Meu iluminar...

 Mancha da alma, alva, cálida, perfumada,
 Fragância, olor, rosa'púrpura,
 Em teu olhar cintilante.
Pedaços do Mistério
Imbituba 09/05/2013

 Ao visualizar o poema, faz-se o plano de latifúndio, o poeta perde todo sentido intelectual, para ser produtor do visual, iludindo-se com o agradar, que sinceramente, é raro me induzir ao presente.

Não é a parte que me cabe aqui.

 Cinismo é uma faca de dois gumes sem fim, por todos os lados.

 Minhas dores de de literal foram-se perpendicular  nas ribeiras de outro mundo.

 Criação imaginária verdadeira, leve, feito óleo das oliveiras, somente a dor nos faz conhecer os equívocos.

 Meu instinto natural torna-se gotesco, quase nunca confuso, segue a linha do entendimento dia após dia, pleita meus abismos, sublinha os grifos, es minha aurora sublime, pois só sendo cínico para esconder e manifestar esse amor.

 Tua volúpia escalda-me, com todas tuas formas, cores, silhuetas vivas na mente, beleza de todas as ninfas, candura que só tem as meninas, deita-me em tua alcova, raspa toda minha podridão...

 Para ser o menino de teus lábios.
Positivismo
Imbituba 10/05/2013

Para que mesmo tanta confiança?
­_ Se es um tanto quanto inseguro.

 Respostas midiática, soluções impensadas, estou precisando reorganizar-se, não por onde, como...

 Essa mania rotineira pela lógica nos apresenta algo do tipo, estar vestido de calças curtas, com prazo longo, validade determinada, nos apaziguando da "insanidade corriqueira", felicidade abusiva, formato intrépido, robusta, fajuta, pausando a solução inesperada.
"Eu Preciso Dizer Que Te Amo"
Imbituba 12/05/2013

A lágrima toca-me a alma. Quanta saudade, quanta profundidade.

Fui ao mar, correr, respirar, suar,transpirar a sensibilidade que escondo na barba ainda curta. Meu peito afagava tantas lembranças, dessas pequenas da vida, que só os verdadeiros amantes sentem, onde o amor oculta uma calma tensa, um incomum meu, teu, seria nosso?

_ Não sei, não te conheço!

Isso desespera-me! Sem dor, mas no sufoco interminável, meses abafando um grito que quase chega a me endoidecer, "será que o amor é isso? será que o amor é assim?", depois de dividir-te ao meio, te parte... (Es uma beleza de meu ser), demarcada por um vale, impassível, irresoluto, próximo e longínquo, do qual percorro procurando sua menor escala, mas a cada momento alarga-se, perco-me em caminhos de areias parecendo espinho, pois a dor é no coração, o grito na alma, e uma solidão que vou guardando sem saber onde, como, porquê suportar... "Os poetas adoram uma tragédia", elas são um amor natural. A paixão nos dá uma força que até os aparentemente abatidos suportam um pouco mais.

Saudade, sensibilidade, (chocolate), tantos meses assim, (_ dai-me mais uma barra), comportando essa chama, esses luares, ganhando dos céus estrelas, cadentes em meu ser, pedindo meus desejos rapidamente e fervorosas, riscando a noite azul, sonhando e dormindo acordado, confinando herdades laboriosas, trabalhoso, difícil, que custa muito esforço, é como se fosse um sofrimento, mas é amor.

_ Meu coração pode estar me confundindo, enganando, mas até ver teus olhos não conseguirei esquecer-te. Aparece-me amor meu, não debandas pelo mundo, pelos vales, pelos mares...

O mar gelado, calmo, sem ti me chama, ao mergulho para afogar está "coisa que acontece no meu coração", como será o teu? O que sentes... Será que algo palpita aí dentro... Nossa, que silêncio terrível, eu não sei até quando eu vou aguentar, eu não sei até quando vou conseguir, quero manter vivo o desejo de viver, quero viver esse desejo, mas também quero recuperar todos meus sentidos, aliviar a mente e o corpo, restaurar minha paz espiritual, pois meu intelecto nunca esteve tão neutro e capaz de simplificar minhas sensações. Esse coração sem cruzar a Ipiranga com a São João, descalço nas areias do Rosa, sem calção, no deserto pós verão, só de cueca, pernas n'água e ar livre, vontade de banhar-se nu, sentir-se índio, tomado de líbido natural, num dos poucos momentos calmo desse meu dia.

Poesia, minha Aramaica saudade-de-outono, quando ei-de-ver-te, novamente, tu vences de todos os lados e não sinto-me perdedor, orgulhoso, tampouco com inveja, pelo contrário, é um prazer saber que vences, que não deves,que podes e deves de ir para onde queres, que lutas, vivendo lindamente com sua postura, coragem, atitude, garra que sinto em teu olhar, poder que vejo e sinto em distância neste teu corpo.

_ Tombas meu pequeno mundo e grande universo com teu simples toque.

Fazes em mim o viver, com um tom agudo, pesado, leve, pois Deus não dá um fardo do qual não possamos carregar, perdoe-me a indiferença, mas nunca serás "fardo", peso, exemplo de carga, é que o poeta já não  consegue encontrar linguagem além de termos.

A paixão, o amor,, gostar realmente de uma pessoa, ainda mais quando a mesma não te conhece, só te deu uns olhares, transcorrendo no além do índico do atlântico, navegando minha alma de um amor que não sei mais o que é, sua validade, tempo, determinação, seu até quando, se a cada dia mais a amo.
M3u 3xterior
Imbituba 14/05/2013

 O que sou,
 Como sou,
 Porque sou assim,
 Erro tanto com meu exterior,
 Só meu interior sente.

 Destreza momentânea, adverso instintivo, bruto errôneo... Quase sempre eu, ao além, exagerado, escalpo-me, faço-me gentil, bronco, inofensivo, insensível, mesmo estando atento a política de sensibilidade.

 A visão, luz'ação, filmando meu interior, revendo a vida sobre a neblina densa, uma beleza sem fim dos altos da Praia do Rosa invadindo todo meu ser, é grande o espetáculo amor meu, só não é maior que o meu amor.

 Dia maestoso raia sobre minha fronte, saudade "biodiversa", o mar rumina nossa paixão solitária, (tristeza que vai, tristeza que vem, sem você meu amor, eu não sou ninguém), todo ser emudecido, sublinhando a vida que abusa com suas surpresas únicas...

 Sinto-a em minha composição, como se me visse, por todos os lados, mais viva do que nunca, sem ser lamento, mas feito canção de amor, rebelde, "paixão violenta", interferindo-me, religando os fatos, ensandecida no sangue, extremando os mais íntimos reflexos e sentimentos.
Eu Preciso Dizer Que Te Amo - II
Imbituba 21/05/2013

Ao amor, menestrel de sentimentos, avalanche de sonhos, sossego de corações, palco de apresentações internas, dono de um terreno que você desconhece que existe dentro de você, força imaterial, intelectual, física, química, e matemática sem razão, equação, somando tudo sem distribuir, só querendo somar, ajuntar, criar uma avalanche no ser humano capaz de roubá-lo de sua vivência normal.

Ao amor, eu diria que "Eu Preciso Dizer Que Te Amo" umas milhões de vezes, a música que corre dentro de mim é forte, pesada, golpea-me sem confundir, não erra um soco, uma voadora, uma rasteira, por ser mais altivo que eu, que meus desejos, por influênciar todos meus sentdos sem correção...

Ao amor, e seus segredos incomuns, eu digo tudo, sem medo, pois nunca senti medo do amor, mas medo do amor que sinto, e quem não sente? Quem segura essa tempestade de copo d'água devastando tudo que é comporta que constrímos com o tempo... É bom não sentir-se confuso, ter a pureza, a inocência, (só os inocentes podem amar), só os puros podem sentí-lo, só os que desejam se conhecer, pertencer,perceber, e mudar podem tê-lo perto de si.

Ao amor, não há fingimento, ele não passa pano, não passa tempo, não existe tempo para o amor, o amor além de universal, fenômeno social, e improbabilidade real, é um sonho abstrato mais filosóficos que toda filosofia que já tentou explicá-lo.

Ao amor, eu sou o que sou, e o que meu amor quer de mim. Pois se amo, mudo, desdenho minhas fissuras, emprego meu ser na composição, esqueço simplesmente os detalhes, em tudo me desdobro para fazer a composição, meu amor é dela, e dela devo ser o amor.

Fragmentos, teatro emocional, poesia condensada que se rasga pelos ares, mudando toda evaporação dos fluídos, jorrando naturalidade, no côncavo da alma, onde não chego perto, impossível tocar, mas que não se sabe como e porque existe, incubou-se, incubiu-me de modificar meus passos, travou as pernas, a voz, o que mais tenho de corpo, só a mente respirava, e a mente falava...

Sabe quando te roubam...
_ Já te roubaram?

É terrível, temível, frieza de espírito que só o tempo faz reacender sobre as friezas, é aquele tombo que se toma todos os dias, e levanta-se não sei como, sem imaginar de onde vem as forças, onde o tempo te carrega facilmente para novelas sem fim, em caos de um caso interior interminável.

Teu olhar, vago, silencioso, o sorriso de maravilhas sem fim, dessa última vez que te vi, lembra-me quando eternizo um momento tu no meu poema "Um Silvo No Silêncio":
______________________________
(Minha flora emanada de sutilezas, brilho, solução de compaixão, "os pecados da vida, no vermelho de teus lábios", olhos laboriosos, adocicados, sulcos glúteos ambivalentes, tamanho não é documento e postura uma alternativa. Vivências se escondem por trás, pela frente, das ondas, por qualquer cantinho indefinido, vozes esquecidas no murmurejar bravio. Ganância de paz, é espetáculo de sobrevivência.

A poesia me ouve. Houve. Ouvi. Faz caminhar palavras, que deixo na cruz, da vida e do esquecimento, pois enquanto carrego a minha não lamento, rio e toco piano para as catástrofes... Pensamentos no momento é o que preciso, estar à viver, e não vivendo o que outros vivem, vivificam, simplificam em seus bolinhos, panelas, cuias, cuícas, é fácil fazer fandango onde o escuro é claro e o samba medonho, numa pipoqueira que vai deixando tanto torreio... Mesmo assim, sem indiferença nenhuma, estou sempre amando meu tempo.)

_ Sou vida, poesia viva. Amante heterogêneo da neutralidade caótica.

A solidão só faz medo aqueles que desconhecem pessoas.

Azul ou verde?

Simples rosa,

As cores do teu biquini,

Combina com teus olhos.

Pra mim ver,

Te cantar,

Para mim.
________________________________

Que as saudades,
De tantas auroras,
Nessas outroras,
Espatifem-se no tempo.

Meu turno,
Dedico-te,
Ao amor,
Por essas e muitas outras,
Reviravoltas escondidas,
Que te amo tanto.
Separados
Imbituba 22/05/2013

Distinta sensação,
Ação, contexto,
Palavras mais que ao vento,
Ao sineto...

Verso o trocadilho,
De uma passagem,
Que por toda vida,
Parece estar fechada.

Estátuas, esquadros, espaços,
Curvas, cinética, compulsão,
Versos, verbetes, valores.

Marolas, maremotos, de marés,
Bebo, batalhas, bicando,
Rupturas, raptadas, relvando.

Esculpo teu corpo na minha mente, resta-me algumas formas ainda. Resta-me uma sobra infinita do que não sei, e do pouco que sei, mas se soubesse, não esqueceria jamais. Pois conhecer-te, nem pode ser mais chamado de vontade, é sonho, de um dia, uma tarde, uma noite, de  verão. Mas este já se fora, faz meses, e tu pareces que também, partisse entre meus saltimbancos momentos, tudo está desconexo, as energias esvaecendo, o corpo antes mudo-falante, agora mudo, e o silêncio não comporta minhas energias, explodem, pipocam, retornam o poderio de lutar contra si mesmo para vender ninguém.

Tempos modernos, difíceis, conjugados em marcas sem fim, um amargo salubrificado, emoções neutras, um compasso parado, cheio de oportunos sentimentos, que me faz perguntar e rever; onde está minha essência? O pedaço de tu'alma.

"Eu Preciso Dizer Que Te Amo - III"
Imbituba 29/05/2013

 Como pedir algo que está dentro de nós? Que sabemos a porta de entrada e saída, da qual podemos permitir e nos permitir abrir... Sentido inodoro, mudo e capacitado, voz incitadora de resumos, (não ao fim), mas capaz de resumir os meios, e nos sucumbir ao início do fim, pois sem o meio, não começaríamos a impulsionar, estimular os nossos instintos...
 As vezes a luta é tão constante e abrupta que não sabemos se vamos dar conta do serviço, a opinião e o silêncio se avulta sobre a guerra, e pensamos seriamente em tombar, cair, desistir...
 Mas para quê voltar? Se veio até aqui, ou se fui até ali, ei-de voltar sem resistir? Sem tomar um tiro na cara, na perna, no estômago, em algum lugar que me imobilize, pois fraturado já venho a tempo desprezando todas dores.
 Sabes, o que faturei nessa vida? Transporta-se em um caminhão velho e pequeno, todas minha velharias, utensílios que tornaram-se necessário para ir mantendo a vida, cozinhando e arrumando essa vida homocinética, não chega nem perto do tamanho da minha coragem que carrego em um pequeno corpo, e menor ainda meu coração que suporta todas emoções, sacrifícios, o que lembra e o quanto fui esquecido.
 O sol que raia para mim, e para muitos, já que o astro brilha pra todos, é mais que satisfatório, manos, minas, leitores, "eu sempre soube perder", mas tu sabe porque?
 Porque eu aprendi antes a ganhar, vencer, batalhar até depois da conquista, eu só derrubo os ídolos, os deuses, os mortais pra mim, nem passo por cima, corto caminho, (um salto dois pulos), eu já pulei do muro, mergulhei num mar escuro...
 Mundo em coma por causa do dinheiro, pessoas perdidas ganhando com o atropelo, é desandando que muitos se equilibram, falsamente, instintivos na sabedoria canalha, tomados de uma insalubridade contemporânea que parece tomar conta de todos os momentos da história.

 Dias esquisitos, dias loucos, em vãos que me põe em trincheiras...

 Tenho tentado fazer com que "todo dia venha ser o mais importante", relacionando-me, vivenciando, buscando a sutileza, singelo, terno, e atraindo o que me deixe em paz, cada dia mais natural, sem superficialidades, no palanque das verossimilhanças, sou história, fatos, pecado, mas antes de tudo, natural, sem chaves, com a minha ética não busco a de ninguém, faz-me feliz conhecer quem quer que seja, só assim para saber um pouco de quem realmente, verdadeiramente es, já tirei minha carapuça, acostumei-me com minha feiura, minhas "tosquialidades", (pois até o mais tosco tem suas qualidades), será que somos o que nos apresentamos? Ou nosso interior não só esconde como desenha uma proposta de caráter e ambiguidade para transformar palavras em realidades? Seria pois uma junção de soberba de querer ser justo e profano? Burro e culto? Nefasto e simplesmente apaziguado? Não desejo compreender os seres...

 Não sou analista.

 Além do título, (eu preciso acabar esse texto), minha cadeia surreal, do qual vou no meu interno, com cuidado, frágil, sobre uma seara de emoções.

 Direções contras-favoráveis, as pedras batem-se onde menos espera-se... "Teu olhar nobre refina meus pensamentos", uma luz de contraste sobre esta vida que remotamente feito ampulheta do meu coração, grão por grão, tempo por tempo raiz por raiz...

O homem é tudo que quer, até quando ele não quer. Meu coração à conta gotas, o sangue circula feroz e pulsante, sem conseguir ficar na bola-de-meia, na moral, com a força das batidas, cruzam palavras, tua presença inspira-me, me desforma formando outras formas, deixando-me ressuscitadamente teso e ileso.
Jóia de meus sonhos com os olhos de uma diva sedenta.

Humberto Fonseca

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