domingo, 28 de fevereiro de 2016

Sensor'Arial - Poesia - Humberto Fonsêca





Mulheres de ondas silenciosas,
Seres inteligentes, sutis, doces e bravas,
No conta'gotas, enfermando-nos de desejos,
Na elétrica voz de resistência,
Desafiadoras sobre a orientação das potências,
Negociando fúrias silenciosas e milimétricas.

Sobre a ionosfera dos corpos,
Cintilam, bravejam, a sexualidade incisiva,
Discreta, emoldurada, em cada borda, no arredondamento ativo,
Indicadores de calor, células, correntes,
Transmissoras da medição dos sentidos.

Nossa triangulação acústica,
Em quatro paredes silenciosas,
Dois corpos se atraem e se repelem.

A violência no pequeno espaço cúbico,
Sobre essas eletromagnéticas casuais,
De delícias sobre verões intensos, densos, extrema'quentes.

Radiações atmosféricas,
No longo beijo de corpos,
Desatinando os sabores pedidos,
Fototransístor sexual obcecado,
Desempenhando nossos sinais elétricos,
Na densidade dos plasmas algorítmicos,
Explodindo a erosão,
No ultra sônico de nossa alegria.

Anomalias gritantes,
Repulsam o teor da serenidade,
Comutação específica,
Em nossos sensores de fluxo.

Rarefação, rarefeito, raro e sensual,
Nestes graves pesos intelectuais,
Despertando os imprevistos'previstos.

Sumários quânticos,
Poemetrica'mente,
Incisivas nestes meus laboratórios instintivos.

Humberto Fonsêca


 

domingo, 21 de fevereiro de 2016

(Série-Riscos) - Luz Não Requer Teoria - Humberto Fonsêca





(Série-Riscos) - Luz Não Requer Teoria


O dizer é um efeito moral sem resposta. é uma preposição do aceitar. conduzir o dizer é conduzir-se ao juízo final da palavra. "nenhum efeito moral dita as regras", dita as coisas que supondo que sejam, essas mesmas podem não ser. (o poeta de mão cheia às vezes é de espirito vazio). Esse "(Su)jeito", preso ao labirinto, aproximados da dimensão oportuna, condecoram o vazio e fazem de si o esplendor, quem há de fazer-nos perder os caminhos dentro do labirinto? Nossas vontades concordam onde a recordação naturaliza-se.

 Embriagado vos tomo a palavra,
 A posse à foice,
 Avermelha-se Brasília,
 Ao pó de teus pés,
 Ao chão de teus pós.

 Eis que graduação nenhuma me tira dessa linha do equador.

 O que fatiga em repulsa... é excluso da luz, antecessor da negritude, e viril ao acaso do coração empobrecido... como é bom falar de abóboras, carambolas e pokans! A seriedade é meio termo. e onde há lama, o dever é nela se enfiar. De todo este sulco vitaminado que nos escorre pelo olhar, na indecisão dos sonhos que acontecem fazendo-nos acordar...

 Hoje presencio os motores renais que me freiam ao rolar das águas, sem talvez precisar de mim remeto-me ao passo alegre, (por mais triste que podem ser um dia), vai andante, anda'já'alegre no passar bem das vontades.. até porque saída nenhuma é importante, derrepente este labirinto pode ser teu lar, mistério de passos a eternizarem seus domínios imprecisos até onde deve ir...

 Eu realmente não sei que escrever... luz não requer teoria... luz não requer teoria... Meu ver, sobre tudo depois de tudo que tem vistos, quantas ninfas perversas, encorajadas de um rubor vigorante, de força tântrica, pimenta doce que acompanha a carne ao sol...

O bailaço do dia elimina a linha reta,
Eis o tênue cintilante,
Sem pontas'entrelinhas...

 As vezes as falas que vazam pela vala torna a célere batalha em medieval momento.

Humberto Fonseca

Maceió é Morma'Aço - Poesia: Humberto Fonsêca



Este poema, é uma analise crítica dos atuais tempos da cidade Maceió - Alagoas, nordeste brasileiro do qual é minha terra natal, mas que vem há anos sofrendo pela grande violência urbana que assola diversas cidades brasileiras. Tento mostrar o povo alagoano e algumas de suas vertentes artísticas, citando nome de grandes artistas que colaboraram para uma visão bela e inteligente, e que antes do meu povo viver este estado  de agonia, as artes sempre fora um dos grandes argumentos contra a brutalidade atual.

Beijos Alagoas!
Meu povo merece paz!

Humberto Fonseca




Maceió é Morma'Aço


Até em sonhos,
Alagoanos,
Chovem balas.

...

Graciliano Ramos,
Que além de Vidas Secas
Vê sua leitura,
Ser bairro de violência.

Onde Jorge de Lima,
Um de nossos grandes poetas,
Mostra-nos ser autêntico modernista,
Tem casa,
Mas não habita.

 
José Lins do Rêgo,
Queria novamente ver, criar,
Sonhar com a possibilidade,
De ser Menino de Engenho,
Doidinho,
Não ver seu povo,
No mais árido e cruel,
Fogo Morto.

 
Vejam como anda as coisas,
Em União Dos Palmares,
O grito da liberdade,
É desunião.


Vejo que o grande,
Aurélio Buarque de Holanda,
Depois de tantos dicionários,
Chegou a triste conclusão,
De não ter mais palavras.

Por onde anda Zumbi,
Pra esfregar os jornais na cara dos Collor,
Levantar o Suruagy pelas orelhas,
Enfiar uns tapas no Calheiros,
Quem sabe Zagallo grita pra eles,
"Vocês vão ter que me engolir",
Filma isso Cacá Diegues,
Repassando pra família Teotônio,
Onde Floriano e Deodoro,
Pode ser um dos meus Fonsêcas,
Rasgando com Nelson da Rabeca,
Théo Brandão não tem medicina nem folclore pra esses temores?
Pierre Chalita com seu calor pela carne,
Correndo nas pernas da Marta,
Pra tapar a boca do Márcio Canuto,
Acabar os programas de Jeferson Moraes,
Relembrar a voz do Gonça Gonçalves...


_ Tomaaaaaa bandido! Castigo, pancada, pau nas pernas, pau no pescoço, pau na cara... No lombo, nas orelhas... Dá uma descarga neeeele!!!!

Acho que era assim,
Desde a minha infância vi essas nuances de castigo,
De pancada, de tiros, lapadas, facadas,
Onde a paz virou milagre,
E a rotina é violência.


Ah Djavan,
Só suas músicas pra nos acalmar,
Aliviar as tormentas.

Nosso "Oceano" vive em "Esquinas".
Mas comigo, não tem essa de...
Maceió, minha sereia,
Mergulhar num azul piscina,
Por onde anda meu povo,
Que antigamente era tão moderno, criativo,
Entusiasta de outros povos.


O alagoano hoje,
Não teme a seca,
Não teme a fome,
Não teme mais a desnutrição.
Mas morre, e vive,
Com medo da violência,
Que antes era feudal,
Depois regional,
Mas agora...


Já não se vê mais notícias,
Só temos sangue,
É um tanto quanto real,
Esqueçamos a brutalidade,
Ignorância, não façamos indignações,
Sigamos o passado,
Fazendo arte, pois...

 
Até em sonhos,
Alagoanos,
Chovem balas.

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Humberto Fonseca
 

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

A Dor Pelas Críticas - Pensamento: Humberto Fonsêca



 
A Dor Pelas Críticas

 Perdido estava este velho poeta ouvindo uma discussão de dois seres que observamos, isso naqueles dias que conseguimos tirar os fones de ouvido e tentar não se conectar com as ideias erradas que as pessoas parecem quere induzir, não se comenta mais sobre as vidas e os sentimentos, mas parece que todo assunto exterior que chega até nós é por puro prazer, luxuria, abundância, e todos os remorsos interiores sendo explanados com falsas revoltas e reviravoltas.
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_ Como assim você não pode saber o que faço, e dizer o que entende?
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 Pensava ele ainda com todas suas técnicas e ministrações de sabedoria. O ser humano parece não se limitar ao ataque da "copiação" e "condenação" aos que fazem ou realizam seus trabalhos com artes puramente essenciais e completamente originais.
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_ Mas podemos fazer algo antecipado, bem pensado, comunicando a todos, acho que assim dá para se atingir o alvo.
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 Pois bem, o erro se enumera sem ter a capacidade. Sem memorizar números, estudos, e principalmente a "integração das inteligências e experiências". Neste mundo de sabedorias medianas e aplicações de recursos em plenamente exercer as capacidades.
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_ Só que existe uma oportunidade. E a verdadeira ação não é o foco. Podemos fazer um ato teatral e difundir aos nossos que está realmente se priorizando um trabalho de referência e qualidade.
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 Certas horas, precisamos realmente estar calados. Observar até onde vai estes "estilômetros" incapazes da serenidade e paz interior. Incapazes de criarem tumultos, hábeis nas "artes dos acertos", "concertos", "reparos", bando de tapa-buraco das nossas relutantes causas.
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_ Sabe, pensei em fazer algo inédito. Mas ai, a gente avisa toda mídia local. Assim a gente vai sair bem na foto e fingir que estamos trabalhando.
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 No Brasil os verdadeiros prepotentes são os donos dos negócios e simplesmente não tem vergonha de exercerem a falta de talento e capacidade perante o hedonismo violento do qual estamos lutando dia a dia. Sofremos preconceitos ao simplesmente explanar as caras largas com todas as letras, e cedilhas o que pensamos sobre a situação.
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_ Pois bem, vamos fazer assim. A gente se organiza, e depois avisa os manos. Tudo vai ser um sucesso de público, de manchetes, e continuamos erguendo nossas bandeiras políticas em busca daquele tão sonhado cargo.
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 É a covardia nua e crua seguindo a população que segue pagando sua própria condenação. Continua sofrendo na mão não apenas de seus gestores principais, mais também dos assessores, secretários, interlocutores políticos, que simplesmente não enxergam as possibilidades além de sucesso próprio e falcatruas.

 Quando alguém no Brasil, resolve fazer algo para possibilitar ao povo uma mudança social impactante, se inicia as perseguições, as intimidações "algumas seguidas sem vergonha alguma" e outras "simplesmente veladas", ou ainda, continua-se uma "peregrinação atrás do atual percurso das mudanças para intimidá-lo ou corromper", e assim vamos vivendo nos meios dos pesadelos e tentando mostrar a "Dignidade Acima de Tudo", independente de quem manda nessa porra!
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_ Então, podemos organizar as ações, e assim desativar os possíveis impactos que uma força brutal ou talentosa venha ameaçar o legado criado a muito sangue e crueldade.
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Recoloco os fones de ouvido... Deixo minhas vistas correrem pelas vistas da janela, os campos se mostram plenamente belos entre as montanhas e céu límpido no fim de tarde... Fecho todas minhas antenas e conexões com este mundo exterior de falácia e corrupção, pois sinto que sequer suportam minhas ideias quanto mais minhas opiniões, experiências, conhecimentos... E Porque simplesmente além de sentirem "A Dor Pelas Críticas", eles não estão prontos para guerra, mas querem sempre manter-se na posição de enxuga-gelo, enchendo-pneu-de-trem, no hábito do cachorro do rabo-fino, que come e saí fora.

Quando a gente vê que todos esses diálogos são resultantes de táticas improdutivas e tempestuosas para simples aparecimento, não nós resta resolução, em seguir trabalhando, lutando, questionando, dignificando, honrando os compromissos com nossa autoridade pessoal.

No Brasil,
A dor intelectual,
É municipal, estudual, federal,
De barreiras e muros infindáveis,
De senhores que não podem ser questionados,
Mas que são piores que putas,
Todos eles aliciados, seduzidos, vendidos, malfadados,
Esperando a mera oportunidade, de aparecer,
Fazer política, acabar com a reputação dos bons,
E construindo acima de todo,
As novas hierarquias de falsidade e poder.


Humberto Fonseca
"Músico, poeta, artista, ativista social, revoltado por tanto questionamento e falta de organização, entendimento, estudo, e principalmente, de ver tanta gente corrupta criando a desordem nas diversas esferas e camadas sociais".
#VÃOSEFUDER

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Excitada-Mente - Poesia: Humberto Fonsêca


Excitada-Mente




Pousou, o sentido, o sexto pensamento,
No sétimo âmbito das artes,
Multidisciplinar o destino,
Das alegrias convertidas contra as dores.

Desejos selecionados,
Sem as forças da espiritualidade,
Carnalmente ligados,
Pelos simples olhares,
Laboriosas fantasias,
Nas malícias de alguns mistérios.

Dentro das emoções,
Todos complexos sentidos,
Invariáveis, retorcidos, complementares,
Nos acréscimos do destino.

Segue-se as fúrias momentâneas,
Os rápidos instintos raivosos,
Numa duradoura casualidade de mistérios.

Tridimensional, sem martírios,
Sucumbimos a falta de esperança,
Realizando um sonho de cada vez.


Humberto Fonsêca