sábado, 25 de março de 2017

Lançamento: Bárbara Lia - As Filhas de Manuela


Lançamento:


Boa tarde!
Estou a espalhar a notícia do meu novo livro.
Esquecendo os caminhos loucos que cada livro percorre, este livro escrevi
entre 2004-2014 em um ir e vir, e em momentos de total separação dele
e outros de ficar ao redor. A ideia nasceu em 2004 em uma visita ao Forte
Nossa Senhora dos Prazeres, na Ilha do Mel, que pertence à Paranaguá
(Grande Mar Redondo). Pensei em  um homem tombando em plena
batalha e deixando uma frase: Diga a Helena que eu a amo.
O uniforme branco remetia ao Império, e aos homens da marinha, que
naquele tempo era a - Armada Nacional. Fiquei com aquele pensamento
a me visitar. Quem era Helena, qual a razão daquela "visão".
O livro teve vários atalhos e idas e voltas, voltei ao Forte, passei dias e dias
em Paranaguá visitando seus lugares históricos, e tentando buscar uma
menina que imprime uma força tão grande em um homem.
Neste meio tempo achei que Helena era suave demais para o enredo
que descortinou e mudei seu nome para Manuela e o livro se fez com todos
os desdobramentos que faltavam... Enfim, contei outra novela para dizer da
minha novela. Como em todos os meus livros em prosa - as mulheres são
protagonistas - o livro inicia em plena Guerra dos Farrapos e segue a vida
de todas "as filhas de Manuela".
Iniciei uma campanha de pré-venda do meu livro
Quem desejar o livro segue abaixo detalhes.
O lançamento em Curitiba será em abril.
O livro está na Gráfica.
Este recebeu a única Menção Honrosa da primeira edição 
do Prémio Fundação Eça de Queiroz - em Santa Cruz do Douro, Portugal. 

O valor do livro na pré-venda será de R$.30,00 - sem custos de remessa. 
Quem desejar é só responder este e-mail, para combinarmos a venda.
Segue abaixo sinopse e a capa do livro.
Um grande abraço e muito obrigada.
Bárbara Lia


As Filhas de Manuela
Bárbara Lia
150 páginas
Projeto gráfico: Vanessa Araújo da Silva
Capa: Félix Nadar (1820-1910)
Triunfal Gráfica e Editora (SP



Sinopse:

As Filhas de Manuela trafega pelo realismo mágico. É um romance de fôlego, 
inicia em 1839 em plena Guerra dos Farrapos e segue até os dias atuais. 
O enredo acompanha a vida de todas as descendentes de Manuela, 
uma garota simples de Paranaguá que, ao encontrar um oficial da Armada 
Nacional, muda totalmente de direção a sua vida pacata em uma busca e esta 
busca pelo homem amado a levará ao encontro de alguém cruel. 
Este homem, rejeitado por Manuela, amaldiçoará Manuela e as futuras gerações. 
Esta maldição acrescentará dor e perdas e o adendo de levarem, todas as mulheres 
da estirpe de Manuela, uma sombra da cor do sangue.
Como cada mulher viveu esta peculiaridade e os desdobramentos deste encontro 
de Manuela com o amor e o ódio vai definir os passos futuros em um círculo 
de perdas e superações.

***
-- 


Gostaria de agradecer a Bárbara Lia por entrar em contato e evitar o belo email acima para divulgar aqui no blog. A literatura be feita com parceria e principalmente, sempre buscando conhecer novos trabalhos.

Boa Leitura, seja sempre bem vindo!

Poesias, artes, divulgações, troca de ideias, envie seus trabalhos, vamos conectar as artes e nossas produções.

 Atenciosamente,
 Humberto Fonsêca
 Contato: humberttofonseca@gmail.com


segunda-feira, 20 de março de 2017

Prosa Poética: Humberto Fonsêca & Karina Meireles

Empatia - Um Abismo Entre o Bem e o Mal

A solidão é um pedaço de mistério tão eloquente, que nós não podemos mais reter nossos sentimentos, se formos imaginar o quanto nós ainda podemos deter o sentimento que nos leva a todo mundo esquecimento...

Quando nos entregamos a tudo aquilo que nos consome, quando valorizamos nossa mágoa, nosso rancor, nosso ódio, nossas lembranças e expectativas que falharam, ou por algum efeito na vida não foi como imaginávamos, acabamos por, nos colocar em uma posição da qual somos o próprio alvo do nosso conhecimento, e se conhecemos todas nossas virtudes e falhas, podemos entender que, erramos em alguns caminhos ou acertamos em algumas escolhas. É impossível que estejamos sempre condizentes com a realidade do outro, estar e se colocar na visão de outra pessoa, essa capacidade de empatia da qual devemos estudar pra ter, da qual daqui uns dias vai ter uma faculdade só pra empatia.

 "O ego não deve ir a guerra, um campo de batalha não é espaço para ressentimentos".  Sun Tzu

Então, para se colocar realmente no lugar do próximo, e tentar entender as virtudes, as falhas, as dores, os caminhos, ou até mesmo as alegrias e frustrações, é uma condição, da qual eu posso citar, que o nosso conhecimento ainda é muito pequeno, que a nossa atitude perante isso  ainda é, digamos vil.

"Assim como de maneira individual, as pessoas quando estão em grupo possuem padrões próprios para funcionar e agem de forma diferente do que quando estão sós. O grupo não é a simples soma de indivíduos e comportamentos, ele assume configuração própria que influência nas ações e nos sentimentos de cada um proporcionando, sinergia, coesão, cooperação e coordenação, simpatia, carinho, harmonia, satisfação e alegria, ou mesmo, antipatia, tensão, hostilidade, insatisfação e tristeza. O mais curioso é que, mesmo o ser humano não conhecendo profundamente as pessoas, possuí noções empíricas, (experiências práticas), sobre as reações dos outros, já desenvolveu certa habilidade para lidar com as formas previsíveis de atuação de diferentes pessoas. Entretanto isto não impede que haja distorções no relacionamento interpessoal e interpretações errôneas sobre as pessoas e seus comportamentos em grupo".
Anderson Alberto Canfild

 Vil pelo estado de que, não estamos na capacidade de integridade total de se colocar no lugar de outra pessoa, podemos sentir ou relacionar os fatos, ou até supor o que uma pessoa passou, mas poderemos mesmo nos colocar nessa tal capacidade de empatia da qual tantos figuram e fazem um comercio de sentimentos inexistentes, e uma capacidade abstrata, que eu diria uma palavra errada e que eu ainda não vi citada:

A verdadeira empatia ela é "Invivida", invivida porquê? Porque estamos fora da vida do próximo, estamos no estado de in-out, estamos hora na borda, hora recebendo a mensagem.  Nunca poderemos estar de fato no lugar do outro, na posição do outro, na visão do outro, nunca poderemos ser realmente e sentir verdadeiramente o que é do outro.

 "A competência interpessoal, porém, só é reconhecida para algumas categorias profissionais notórias, tais como assistência social, psicoterapia, magistério, vendas, serviços de atendimento público em geral. Cada tipo ou dimensão, de competência é interdependente de outra, tendo ou não estabelecido um clima psicológico favorável e uma relação de confiança que pode influenciar as informações que recebe, a competência interpessoal é tão importante quanto a competência técnica".
Anderson Alberto Canfild

 Quem não lembra daquelas histórias do tipo; cada um sabe onde o sapato aperta, onde o calo dói... Esses ditadinhos que a grande maioria de nossa população concede o sentimento como se fosse verdade.

Não teremos mesmo esse estágio absoluto de viver no lugar do outro e de se colocar diante dele. Nunca seremos um pedaço, uma lacuna nossa. Para se colocar no lugar do outro, a gente vai ter que viver num estágio invivido, porque seremos invívidos, seremos vivos e ao mesmo tempo estaríamos em um estado off-line, porque é substancial essa história que seremos realmente o lado sentimental do próximo. Nós queremos impressionar em tudo, dificilmente nós queremos sentir algo que não seja nosso, algo que não seja bom, algo que não seja próprio, podemos até pensar em alguma experiência, como viagens, como prazeres, mas é uma coisa muito fútil ainda este estágio de empatia.

"O poder é localizável, tece tramas, cria relações, produz saberes, permite e provoca a individualização"
 Inês Lacerda Araújo

Empatia, esse tema tem me deixado confuso, a capacidade da empatia, parece ser um termo gradativo e ao mesmo tempo degradante, porque se dizem que o empata, é aquela pessoa que tem a possibilidade, capacidade, espiritualidade, digamos um carma capaz de se propor a viver, a sentir, a integrar ou modificar o que o próximo está passando, nos colocamos então numa posição um tanto um quanto conflitante, principalmente para quem viveu nas quebradas e em lugares com uma vida um pouco mais hóstil, porque a gente acaba conhecendo aquela galera que é o famoso empata foda... Não o empata intelectual, de poder absoluto, algo supremo.

 "É impossível conhecer tudo sobre os indivíduos de um grupo, entretanto se forem compreendidos e percebidos como pessoas, quais seus motivos básicos e conhecidos os pontos em que querem ser satisfeitos, pode-se mais facilmente caracterizá-los como individualidades".
Anderson Alberto Canfild

Parece que as pessoas empatas atingiram um nível da vida tão elevado e belo espiritualmente que eles se propõem a modificar, se propõem a influir, se propõem a codificar os sentimentos? É como se fosse uma pessoa capaz de ao mesmo tempo codificar e descodificar e aliviar o seu espírito e sua alma? Será que logo menos teremos uma igreja de empatia? Tabernáculo dos Empáticos? Ou seria Congregação Empatia do Sossego? Parece que anda todo mundo tão obstruído para espiritualizar o seu conhecimento, e assim poder expandir as reações que a vida nos coloca diante todos os dias?

"O quanto nossa percepção pode ser profundamente condicionada. Se poucos minutos ou horas podem ter tal impacto, em nossa maneira de ver as coisas, o que dizer dos condicionamentos que duram a vida inteira, sendo a nossa fonte de atitudes e comportamentos"
Schutz

Eu fico imaginando qual seria a nossa relação entre o que passamos e essa tal empatia, porque os seres humanos são tão complexos, confusos e indiferentes. Deus nos criou completamente diferentes um do outro. Se não foi Deus, a própria explosão do Big Bang mostra que a partir de uma molécula e dessa sopa primordial, o ser humano vem gradativamente sendo modificado. Desde uma breve molécula, até as suas evoluções que ainda não podemos conhecer o nível.  Mas é um pouco instigante esse abismo que se cria, porque uma mídia conceitual e focada nos seus estados psicológicos mentais acaba criando um conceito de empatia para as pessoas que estão digamos, em algum momento da vida em que não estão se encontrando, como uma solução capaz de melhorar os seus momentos, eu acredito que tudo que é bom para o ser humano realmente tem uma verdadeira função para melhorar os nossos questionamentos e as nossas contradições, ou traumas que estamos vivendo.

 Psicologicamente, esse termo empatia, vem como uma desculpa eu acho, uma desculpa pra buscar em outra pessoa aquilo que não estamos conseguindo  resolver em nós mesmos.  E se formos usar o conceito de empata, empatia, como é que a gente pode se colocar na vida de uma pessoa que está passando um drama realmente sofrido, violento, um drama de complicações pelos próprios erros, porque é sabido dos tempos que  a gente pode ajudar qualquer ser humano, nos podemos instruir, dialogar, conversar.  Este é o conceito de empatia? Seria a gente ajudar, participar, inovar, dar a uma pessoa uma retribuição do nosso amor? Do nosso carinho? Da nossa amizade? saber ouvir? É simplesmente isso? Ou seria essa busca perfeita para se colocar no lugar do outro? Isso seria o que? Espiritualismo, religião? A empatia acaba me deixando um pouco perplexo.

"Sensibilidade são recursos importantes que dispomos para captar o que acontece a nossa volta, mas que tendem a ser sub-utilizados seja por terem sido tradicionalmente desencorajados pelos processos educacionais a que fomos submetidos, seja porquê escapam à metodologia cartesiana do Penso, logo existo. Permitindo assim prever resultados mais prováveis e estabelecer estratégias para tornar a troca de estímulos e respostas mais eficazes, produtivas e gratificantes, diagnosticar jogos psicológicos em qualquer de uma de suas etapas em evitar relacionamentos tóxicos que tanto mal e tanto ressentimento provocam entre as pessoas".
Rosa R. Krausz

Porque se a ciência vem estudando, e as religiões que nos colocaram esses temas desde os tempos longínquos, ou até mesmo por conceitos acadêmicos ou dogmáticos que vem nos impondo; de que a gente tem um corpo, e o nosso corpo tem um espírito, digamos: tudo que a gente sofre seria causado pelo nosso corpo, e digamos que a empatia seria nosso espírito, essa capacidade de se colocar no lugar do outro.

Agora imagine que um espírito problemático possa se colocar no corpo de uma pessoa com um espírito bom, e uma pessoa com um espírito bom possa colocar em um corpo doente, qual seria o conceito de empatia? Isso mudaria alguma coisa? Isso teria alguma resolução de resolver problemas?  Ou seria como no caso de Freud  que usava a psicanálise com o conceito de hipnose, do qual seus pacientes passavam bem e logo após reconstituíam os mesmo traumas, essa coisa dialética, metafísica, que nos torna meio que conversador de um problema sem solução.

 "A probabilidade de fracassarmos na luta não nos deve deter o impulso de combater por uma coisa justa"
Lincoln

Eu acredito que a psicologia é uma maneira forte e atuante, a partir do momento que as pessoas procuram ajuda de pessoas especializadas. Nós não podemos entregar nossos problemas, nossos sonhos, nossas virtudes, ou até mesmo nossas derrotas, a pessoas que de repente não tem nem um conceito de empata, ao invés de empatia, eu diria um conceito mais profissional na área da psicologia. Porque, o próprio empata, ou essa função de empatia, é uma área totalmente psicológica, é uma área mental, porque se você tem uma dor em um lugar, um problema no corpo, ou algo do tipo, você vai procurar um médico, vai tentar acabar com aquela dor, vai tentar acabar com aquela doença, você vai fazer um diagnóstico.

"O cenário contemporâneo, com suas profundas e vertiginosas mudanças, constituí um momento da história da humanidade a um tempo fascinante desafiador. As inovações nos atropelam, invadem nossas vidas, questionam nossos valores, testam nossa autoestima, desafiam nossa capacidade de conviver com a ambiguidade, a instabilidade e a imprevisibilidade dos acontecimentos. Os modismos, cada vez mais efêmeros, não se aplicam apenas as coisas materiais, mas também ao imaterial como ideologias, crenças, comportamentos, filosofias de vida, atividades profissionais que surgem e desaparecem para dar espaço a sucedâneos".
Rosa R. Krausz

Agora, se você tem algo que relativamente está doendo na sua mente, no seu espírito, na sua consciência, você tem que buscar primeiramente resolver os problemas com a pessoa  da qual você criou esse problema, ou da qual te entristeceu, ou se isso te afeta muito, seja lá qual for o problema pessoal ou a área mental, deveria buscar uma ajuda psicológica, de uma pessoa que possa te ouvir, que possa te instruir, que consiga criar um tratamento, para que todas essas causas estejam conciliadas e que ali você possa ter uma instrução do que está te fazendo mal, primeiro de tudo o ser humano tem que estar aberto a falar dos seus problemas, a falar das suas dores, a falar das suas indignações, expurgar os conflitos já é uma busca pela situação, e quando você conegue dividir isso com alguém que tem  capacidade para te instruir e lutar contra isso, é bem provável que você encontre soluções adversas.


A nossa vida não deve ser tomada por conceitos fajutos de pessoas que se dizem amar ao próximo, algumas vezes a gente precisa de um pouco mais de determinação, confiança, afeto, amar de verdade, enfim lutar por aquilo que a gente não teve a capacidade de realizar.

"O historiador trabalha para seu tempo, e não para a eternidade". Eduardo D'Oliveira

Nenhum ser humano tem a probabilidade de ser um ente perfeito na sociedade, mas todos seres humanos tem a capacidade de adaptação e de avaliar os seus conceitos, e realmente mudar toda e situação da qual ele criou, o passado, presente e futuro é condizente ao homem.

O homem é a espécie que domina todas estruturas, arquiteturas, estudos, problemas e soluções, e principalmente todas as questões relacionadas para a nossa permanência de vida na terra. Eu me sinto um pouco agredido quando eu tento me colocar na vida do próximo, primeiro; os profissionais não pensam dessa maneira, segundo; todo e qualquer relacionamento tem seus altos e baixos, seus pontos concretos e indefinidos, seus momentos de amor e de brigas, os entraves pelo conhecimento, as escolhas pessoais.

Quando buscamos a empatia temos que saber dividir as opiniões e realizações para questionar os valores que ainda temos e queremos resgatar, quando tentamos s se colocar no problema do próximo nós buscamos primeiramente nossos conhecimentos de nossa memória, nossa vivência pessoal, ou partiremos para o tradicional e famoso conselho.

Acabamos por agredir a nós mesmos, a nossa força interior é uma zona de dispersão, ao mesmo tempo que ela consegue potencialidade, ela pode ser enfraquecida, não podemos mais parar de lutar, não podemos mais parar de buscar o nosso consenso de realização, e não podemos mais acreditar que soluções tolas e conversas que se impõem sejam vistas como soluções.

"A saúde mental, é o melhor antídoto do ser humano".

Humberto Fonsêca



Karina Meireles
http://karina-meireles.blogspot.com.br

Uno

Para além do bem e do mal,
há razão e sentimento,
em nosso meio em nossa mente.
Para além do consciente
senso comum

Há abstração do fato dado
fracasso, sucesso ou ilusão
requer sentimento,
razão e empatia.
Sair por vezes do meu “mundo”
e compreender do “mundo” dos outros.

É ter paciência,
ciência e pensamento
o que sinto
o que faço
o que penso
a razão
e paixões desenfreadas.

Em cada passo dado
um estalo
um sopro
e um mar de pensamento.

A moça nem nota
mas o por do sol a nota
seu belo olhar
um magnífico tocar
acalma multidão.

Sabe aquele dito popular?
supere
destrua
reconstrua
cultura!

A verdade para além do senso
comum a todos
como uma básica necessidade a todos,
deve ser questionada...

Ao ser
um ser em construção
entre relações e ações
a outro além de mim

o fato dado
não findado
requer uma pitada de vontade
com porções de empatia.

km




quinta-feira, 16 de março de 2017

A Força, A Fraqueza, O que Nos Tornam Fortes - Poesia de: Humberto Fonsêca & Karina Meireles


 Meu posse de palavras é de uso restrito, nenhuma força pode ser arma, nenhuma força pode ser desarmada, em minha ama carrego as dores que me fizeram viver destoando as palavras. Ignorância e poder não apenas corrompe, sucumbe, maltrata, desfaz sonhos reais em pequenos parques de diversões cotidianos aos palcos violentos dos endeusados pela soberba, magistrados pela calúnia, forçados a manter a opressão como um estilo de vida salvado e completamente indefinido com as nossas satisfações interiores.

 Meu posse de palavra é de uso restrito. Irrestrito aos imorais, pois só assim lhes posso atingir, lhes posso fazer sentir, sentir a supressão de que suas técnicas falidas já alcançaram o ápice da copia de quem nunca soube como buscar as verdadeiras razões de ser, viver, existir.

 O ódio deve ser um abrasivo, do qual podemos colar e retirar. A dor deve ser uma palavra da qual poderemos riscar, as folhas devem ser meras ilustrações das quais não podemos sonhar, as ilusões devem ser verdades, pois por elas esperamos todo tempo desde a breve existência até as confluências no além-mar, além-mor, além de nossa alegria e tristeza que nos sustém.

 Meu posse de palavra é de uso restrito. Inefável serei aos assassinos de sonhos, cruel terei meu destino aos retidos sem sono, na amplitude de embalar as balas que vão fazer viver ao invés de jazerem os homens que buscam no meio desta calúnia a auto afirmação de sua existência mediante a verdade dos fatos.

 Meu posse de palavra é de uso restrito, indignado, sem conclusões, sem autoritarismo, é o simples uso da palavra sem medir consequências, leniências, experiências, estritamente rigoroso ao verbo.

 Quantos fazem da realidade sonhos, segurando em moletas o sono de viver sem acordar, temendo lutar contra a cobiça, a usuria, a ambição, a vingança, sentimentos sutis que destrói a vida dos bons homens.

 Sobreviver ao esquecimento,
 No sumário de sínteses,
 É uma tese,
 Na antítese,
 Da ciência poética.


Humberto Fonsêca


Versos da amiga:
Karina Meireles
http://karina-meireles.blogspot.com.br


Noite fria, carne fraca,
e pensamentos nefastos como tiros de uma guerra,
corta o silencio da alma, 
faz-nos sentir algo além de nosso próprio ser,
além sem sorrisos estalados ou cardápios variados ...
habitamos há fome.

A credulidade dos dias
...
passa
sol
vozes na praça
poeta iluminado
palavras
ecoam na alma

sentimentos expostos
em versos
há calma
tumulto

experimenta
a ciência
o fenômeno
a escrita
passa

Entre as vontades dos dias e a realidade da alma.


Sem ternos quentes aparentes, desfilamos, ato falho negamos, ato por ato debulhamos.
O ser que esta em mim se transforma perante o ser que existe enfim.


Fala-me de rimas das vozes perdidas, qual sonho persegues do dessaber ao saber do dia, inacabados seres, conscientes inacabamos.

Como se fosse poesia guardei seu verso no bolso a tempo de jogar,
As cartas na mesa 
Sorria que como antes 
Há tempo.
 

domingo, 12 de março de 2017

Diário de Verão - III - Humberto Fonsêca


Diário de Verão 
III Imbituba - 03/01/2016

Sem Mar
Me vi nos estragos
Sobrevoando nevoeiros
Semi'perdido no eu mesmo de mim.

Caminhei sem vagar
Sem saber onde estar, onde chegar
Conhecendo as paragens
 De onde não foi meu lugar.

O homem é terra, céu, fogo e ar
O homem se perde em seu próprio olhar
O homem pode se achar a sonhar
Quando seu coração começa a falar.

Em todo possível-impossível
Em todo versível-irreverssível
Em todo cabido-descabido Em todo solo-líquido
Em todo chão-espaço
Em todo real-irreal
 Em todo abstrato-sentimento.
As palavras e argumentos
Quase morreram em mim
Quando me vi sem mar.


Humberto Fonsêca

Maceió, Alagoas, 12 de Março, de 2017

 Introdução: 
 Rarefeitos Imbitubianos apresenta:

 "Diário de Verão - III", em mais uma série de poesias feitas de coisas simples, visões do cotidiano, do  que não se pode mentir, do que não se pode esconder, a série de poesias feitas diretamente com intuito de não agredir nem explicar, mas a tentativa mais que usual deste poeta em colocar seu leitor dentro de suas experiências, com o simples compromisso da leitura.

 A série de poesia Diário de Verão,  já é uma das marcas de minhas vivências, de sonhos que foram devastados e realidades que estão sendo construídas, a poesia é um conflito que vive em minhas escritas, cada poema recebe um olhar especial, e um espetáculo particular sobre o momento, é a visão de determinada situação, lugar, ambiente, causo, história, ou, nada mais puro que o verdadeiro sentimento de expressar pela palavra o conhecimento que a literatura tem me gratificado dividir com meus leitores.

 Depois de mais uma temporada de verão na badalada Praia do Rosa, e uma mudança inesperada da cidade de Imbituba, divido com meus amigos locais praieiros, e as mais diferentes localidades que por aqui ampliam suas leituras, o poeta Humberto Fonsêca encontra momentos para estruturar seus silêncios e traduzir os sentimentos, enquanto trabalhava com segurança, encontrava um momento e outro em meio a multidão e movimentação para produzir as rimas, construir a poética da qual não se divulga, da qual não se fala, poesia para mim é coisa séria, e sinto que para publicar as mesmas, encontro um tempo de consciência para não calar a arte, e só depois de muito analisar, e pensar se realmente é o que desejo, busco a inspiração para dividir com os leitores do blog.  Onde descrevo alguns momentos sem indiretas, e um tanto quanto longe, de meus neologismos usuais da escrita.

Boa Leitura, seja sempre bem vindo!

Poesias, artes, divulgações, troca de ideias, envie seus trabalhos, vamos conectar as artes e nossas produções.

 Atenciosamente,
 Humberto Fonsêca
 Contato: humberttofonseca@gmail.com




Imbituba - 03/01/2016
 Poema "Um"

 Embora, Um vão

Adormeci em meus mistérios,
Sobre acordado de imensidões,
Sôfrego em revoltas,
Misturando-se em expectativas de sonhos,
Cansei dos mesmos desafios.

  Trabalhei exaustivamente,
Sem cansaço, tempo bom, tempo ruim,
Dias maus, dias belos,
 Atravessando meus hemisférios.

Poeta casual do combate,
 Insignificante aos poderes,
Menosprezado pelos certos'incertos,
 Rarefeito sem sistemas,
 Com o grave peso de cada sonho sem malícia.
Sobrava em mim a voz,
O grito constante,
De simplesmente ir embora.


Imbituba - 03/01/2016
Poema "Dois"

 Sem Sinais de Dias,

Sem Sonhos
O homem é coragem e coração,
Notando ele que a vida perde a emoção,
Muito pouco ou nada faz sentido.

Ser oco, seco, disperso,
Perdido de sentimentos vagos,
Parece que seu espírito morre em cada esquina,
 Por constranger suas relações existenciais,
Com as contradições pessoais,
 Iremos seguir com as habituais perseguições.

 Todo lugar perde a essência,
 A esperança de mudanças,
Nestas continuadas pérfidas ambições,
 Entrosamos os destinos,
 Com as revoltas sensoriais,
Destruindo a si e ao seu próximo,
Paradoxalmente distinto,
Sem respeitar as diferenças,
Por estimular aparências.

 A queda da sabedoria é o preconceito,
A quebra dos conceitos provocadas por egoísmos,
Só nos trazem simbologias violentas,
De manias sem juízo.


Imbituba - 03/01/2016
 Poema "Três" 

A Violência Em Vida

Qual a motivação
Qual o sentido
 O que te inspira
O que te faz sentir-se traído
Majoritário penalmente
 Para fazer parte dos homens salafrários.

 Roubar sonhos e ideias
 Plagiar desejos e sequelas
 Se vangloriar de sabedoria ignorante
Mostrar-se impactante
Enquanto por dentro reges o enfraquecimento
 Temível e constante.

 O poder do trauma é mau poder
O poder da violência é mau poder
 O poder da ignorância é mau poder
O poder do julgamento é mau poder
O poder de se achar que pode tudo

 Também me dá o direito, me faz pensar em poder lutar contra o poder.
 Sinceridade e ambição é natural
 Observação é a possibilidade
Mas aceitar a violência em vida,
Para mim não!


Imbituba - 03/01/2016
 Poema - Quatro 

Não Julguem Meu Trabalho

Calce meus sapatos,
 Calce meus sentidos,
 Calce minhas falhas,
Calce minhas glórias,
Não imagine ou copie como faço,
Apenas seja você com as ideias,
Que mais parecem paranoias.

 É o dom da perseguição,
Que crias as más ações,
 Porém todo método e qualquer oculto,
É osciladamente descoberta.

 O povo discute aquilo que não entende,
 Inventam o que acham, e o que sentem,
Acostumados com seus egoísmos,
Criam modismos que se despedem,
Estudam morosamente o momento,
 Para roubar até possíveis pensamentos,
Dentro de realidades e mentes artificiais,
 Criam o que bem conhecemos,
 Criticam as novidades por serem simples,
Copiadores, programadores, plagiadores,
Que nunca fizeram algo importante,
Mais se importam como tais.

Esquecidas em suas mentezinhas menticáptas,
 Incapacitadas e guiadas por códigos,
Na dificuldade de entender,
Plantando o verde pra colher maduro,
Inventando histórias de outros mundos,
Pensando a frente,
Mas com os olhos de quem está lá atrás,
Supapam soslaios para criarem os erros,
Numa busca insensível,
De sentir, pensar, ter o que penso,
 Sem saber que as coisas estéticas,
Nunca estiveram juntas do coração.

Mostra-me o que escreves,
Mostro-te o que penso,
 Mostra-me como fazes,
Mostro-te como crias,
 Mostra-te como es,
Mostro-te como sou.

O ser humano não precisa de máquinas,
 Softwares, programas, discos rígidos,
 Para simplesmente sentir-se humano.

 Só as alegrias, tristezas, dores,
 Pensamentos, sonhos e principalmente,
A realidade será capaz,
De você um dia,
 Não julgar meu trabalho.


Imbituba - 03/01/2016
 Poema - Cinco

 Esperas Teus Desejos

Minha profissão é ser destemido,
Tudo que aprendi, na prática,
Foi lutando, pensando,
Pesquisando quando raramente,
 Me havia uma hora vaga na batalha.
Creio ter salvo uns dez soldados Ryan,
 É preciso defender-se constantemente,
 Para quem vive maquinando,
Atacando, julgando, criticando,
Copiando ideais mesquinhos,
Ao invés de estarem criando.
 Comecem a criar,
Parem de se importar,
Com a inteligência alheia.

O mal da ambição,
É não da voz, força a capacidade,
 A suas ideias e intuições.

Se estás obstruídos de inveja,
Trabalhas com amor em meio a guerra,
 Sabe-se que assim,
Ao menos saíras vivo.

Bates em qualquer coisa enquanto martelo teu juízo, te enviando uma palavra sábia.

Um mandamento sadio,
 Uma passagem de abrigo,
A solução ao que parecia perdida,
 Foram os custos baixos,
A pouca força competitiva,
Que te fez buscar incentivos.

 O ser humano criativo.

Não obstante torna-se imprevisível,
 Avivado nas boas práticas,
De seu instinto intelecto.

 No mar alto das minhas paixões,
Navego sentimentos intensos,
Valorizando cada memória,
 De boas causas, de maus entendimentos,
 Meu palco e terreno,
Meu sereno é veneno,
Meu ódio amoroso violento.

Te guardas amigo do ódio,
Te guardas amiga da ambição,
Te guarda amigo do que é fácil,
Te guarda amiga de vãs vaidades,
 Te guarda amigo dos anseios,
Te guardas amiga dos preconceitos,
 Te observas também ao meio dessas guardas,
 Sabes que a verdadeira beleza espera teus desejos.



Imbituba - 03/01/2016
 Poema - Seis

Os Falsos Projetos

Dignidade e sofrimentos,
 Na escrita, realizações,
Esquecimento do eu próprio,
Na constante busca imprecisa, imprevista,
Rumando na incerteza.

As ambições nos tornam pobres, débeis,
Caso estejamos fora dos contrastes,
Em singular ponto continuativo,
Desprezando as verdades por possíveis soluções.

Testamos enganações próprias,
Todos os dias em todos os momentos,
Quem se arma de verdade,
Nunca usa armas.

Munido de consciência,
Sem propor experiência,
 Casuístico dos estudos,
Fazem das impossibilidades,
 Verdadeiras pontes institucionais.

 Os esforços técnicos, metodológicos,
Matriarcais em nossa natureza,
 Ecoam as mentes sábias.

Degenerativos propulsores,
Riem na falácia intermitente,
Sem conhecer a seriedade,
Na obstrução dos sentimentos.

Pensam, mas não fazem,
Dispensam comentários,
 Indispensáveis do conhecimento.

 Dobram mentes como entendem,
Consomem o improdutivo,
 Mascam os desvalidos,
Resvalam no improviso.

Com fuga de ideias,
Empossados de cognitivos,
Sensoriais de extremos,
 Provam e aprovam,
Tudo que não necessitamos,
Com a fajuta lei da pressão.

Namoradores da imperícia,
Artistas negligentes,
 Sem fontes de batalhas,
Nenhuma honra ou heroísmo,
Trovadores do altruísmo,
Com visões panorâmicas,
Criando constantemente,
Os falsos projetos.


Imbituba - 12/01/2016
Poema - Sete

Tudo Enfim, Teu Seu Fim

 Quantos dias a saber,
Sem saber,
O que pensar,
O que dizer,
Disperso de sentimentos,
Nas ébrias porfias cadenciadas.

Métrico na estação,
Sobre os picos mais altos,
Nas ligações do meu império perdão,
Poder nas ondas dos sentimentos.

É o fim, do finito infinito,
Na conclusão sonora,
Nos raios-rádios do  meu coração,
As pontes distintas subliminares,
Arredondam ângulos,
 Nas portas semi-abertas do imerso,
Direciono o poder contra o poder,
Explodindo os efeitos ignorados,
Na redoma de minha consciência.

A rainha deita na rede,
Se liga e desliga,
Codificando os ouvidos,
 Saturando as escutas,
Rumando em ruas elitrizantes,
Suas redes óticas,
Fibras oculares da falsa alegria,
Trama o jogo e escolhem o perdedor,
Armam assim as linhas dos sistemas.

Escondido entre o amor e o ódio,
Nas pesquisas dos pensamentos,
Busca-se antecipar,
Elucidar, induzir, especificar,
Traduzir, conduzir, alimentar,
 Copiar transpirando a calma, na linha mais alta,
 Na maior amplitude,
 Amplificadas em transformadores de seres,
 Conduzidas por âmagos sentidos,
 Sobre a ganância dos ódios.

Sobreviventes do pavor,
Copiadoras de veneno, perfiladoras de seres,
Plagiadas em todas e todos,
Tentam e continuam com os planos,
 De nos induzir a ser induzidos,
 Pelas vozes e sentidos automáticos,
Dispersas na hora da verdade,
Encontrarão em algum momento,
A sincera responsabilidade de que;
Tudo enfim, tem seu fim.


Imbituba - 15/01/2016
Poema - Oito

 É hora de Renascer

É hora sim meu bem,
É hora em todo horário mundial,
É hora em todo horário universal,
É hora em toda névoa que embola,
É hora de todas assembléias,
É hora de vermos,
Nosso povo renascer,
 Ao conferir os sinais,
Dessas transmissões, canais, receptores.

Meu alvo analógico,
 Vai atacar o HD, está cor, lilás,
Que transforma o verde em roxo.

Vejamos qual força está sendo mirada,
Se vem da esquina, das costas, ou da estrada,
 Das antenas, dos anéis, das caixas amplificadas,
E porque fingem estar desligadas,
 Se na verdade estão mais que ligadas.

Quem é o alvo dessas ordens, De quem ordena ou de quem faz?
De quem são esses poderes?
 Federais, estaduais, municipais, pessoais?

Saber não é poder,
 E todo poder vai ser combatido.


Imbituba - 13/01/2016
 Poema - Nove 

O Diário

 O que gosto deste diário,
Além do verão,
É poder escrever de qualquer forma,
Falar a situação,
Entreter minha revolta,
Ao mostrar a condição.

Transformadores de alegrias,
 Meus neurotransmissores sentem,
O abalo, a dor, as pancadas,
Da queda do baque ao abalo,
 Pois o que a mente revela,
O coração não esconde.

Saio com meu diário de corpo e alma,
Sem imaginar o teor indignante,
Sobre as falácias de ordenadores,
Olhando as viradas de quadros cegos,
 Sem esquecer qual palavra deve ser usada.

 Se liguem, se instalem, se induzam,
 Magoem-se em lamúrias de sinais,
Repetidores do mesmo instinto,
Nunca vão tocar nos meus sonhos.


Humberto Fonsêca