domingo, 31 de dezembro de 2017

Humberto Fonsêca - Entenda...






Entenda...

Ter vontade; é pouco,
Determinação; é básico,
Auto estima; normal,
Paciência; uma regra,
Paz de espírito; tem que ser natural,
Ter instinto; é ser destro,
Ocupação; é inspiração,
Respeitar ao próximo; é educação,
Confiar; é preciso,
Desconfiar; também,
Sabendo sempre; que maldito é o homem que confia em outro,
A esperança; deve ser cordialidade.

 Pensamentos positivos e negativos chocam-se dentro de mim, dentro de você; prepare-se para o pouco, o nada, o tudo...

 Vê se para de reclamar e compreenda, que estais vivo, tens forças, sabedoria, pare de zizaguear em seu destino, e  sem eventualidade, siga um caminho.





Humberto Fonsêca

Humberto Fonsêca - A Fala, E O Poema - IV





A Fala, E O Poema - IV


Todas as vezes,
Antes de desistir,
Eu penso em, mudar...

As técnicas,
Estratégias,
Planos de batalha.

Sei bem,
Que a melhor defesa,
É o ataque...

Paciência requer paz,
O espírito nem sempre se convence,
Mas convenço meu entusiasmo,
Sou arrastado pelas marés até meu último fôlego,
Sei até onde suportar,
Sinto que a imensidão das lutas treina os verdadeiros guerreiros,
Sua auto-estima não precisa de forças,
Ilusões do destino,
A vontade sempre foi e será uma chama que arde,
Treino para as lutas mentais,
Bem sei o quanto meu corpo pode se defender...

Quanto aos meus sonhos,
Possíveis e impossíveis,
Continuam sendo a maneira pura deste mero e aplicado sobrevivente.

Vivacidade nas teias da solidão,
epopéia impactante,
Sou o peso de meu peso,
Sou o peso na terra,
Onde sobrevêm a voz,

Tirando agonias do coração.



Humberto Fonsêca

Humberto Fonsêca - Labutas




Labutas

A enxada,
É caneta,
Limpando as folhas.

Ainda existe em meu sangue,
Um lavrador sertanejo.

Humberto Fonsêca - Singularidades





Singularidades


Agora vejo,
Como foi difícil habitar,
No mundo dos covardes, corruptos...

Agora vejo,
Como é difícil,
Eles habitarem no mundo dos verdadeiros.


Basta olhar a belezas,
Da selva de pedra,
Para quebrar seus corações.


"As maiores guerras que temos é reconhecer e saber aceitar as diferenças dos outros".




Humberto Fonsêca

Humberto Fonsêca - Caminhos De Uma Praia Vermelha







Caminhos De Uma Praia Vermelha


Pelas luzes de Velázquez,
Um dia,
Com sol.


"Me inspira deusa,
Com os ares do céu,
Minha mente transporta,
Tuas cores ao papel."




A maior,
Autoridade,
Chama -se,
Liberdade.

Meus pés,
Caminham,
Livres.



"A saudade manuseia-se lentamente, exercendo suas memórias"



O verdadeiro amor,
Te conduz,
A liberdade.



Humberto Fonsêca

Humberto Fonsêca - A Fala, E O Poema - III







A Fala, E O Poema - III

Nesse novo amanhã,
Seremos hoje,
O dia que queremos.

Toda distância tem um destino sem sentido.



Humberto Fonsêca

Humberto Fonsêca - Desencontro





Desencontro



Haverá dias, em que tu te levantarás com uma força sobrenatural. 

 Quando teu ser se conciliar com o exterior... Quando sua vaguidão espiritual encontrar firme-mente um piso de confiança e elevação. 

 A paz é um juízo que os homens buscam sempre nos roubar. 

 Seja com uma invenção moderna, seja com uma irrefletida ação. 

 Pressurizo as sensações e não estou sancionando nenhuma questão, meu dizer é falar, abundância de força e espírito. 

 Porque além da capacidade muscular e motora.
 Meu intelecto precisa cansar.


 _ ISSO PASSA!!! E TODO CASTIGO PARA POBRE É POUCO!






Humberto Fonsêca

Humberto Fonsêca - Em Curvas


Em Curvas




 A tarde, 




 Sigo,




 Reto.

Humberto Fonsêca - Reluz'Ante A'Luz







Reluz'Ante A'Luz


 O que nos obriga a compreender a vida é o que está dentro de nós. Não o que construímos, benzemos, ou fazemos para que se erga com a vontade do sucesso. 


 O sucesso tem que ser o exterior. 

 Pois toda exuberância maltrata de alguma maneira um olho calmo e irresoluto que desconhece as capacidades, (da pobre mente), que se diz influente.

 "O sol brilha pra todos, amanhã é teu dia."

Humberto Fonsêca

sábado, 30 de dezembro de 2017

Humberto Fonsêca - Ela Sabe Quem Ela É...





Ela Sabe Quem Ela É...


"Aquela mulher,
Simplesmente é,
Aquela mulher.

De cor, tons, formas,
Aquela mulher,
Forte, brava, amável,
Aquela mulher,
Astuta, verdadeira, digna,
Aquela mulher,
Furiosa, contestadora, replicante,
Aquela mulher,
Doce de coco com brigadeiro,
Aquela mulher,
Pimenta malagueta com espinho de cactos,
Aquela mulher,
Que da bonde em todos pra sair comigo,
Aquela mulher,
Que chega atrasada pra me esperar,
Aquela mulher,
Que conhece meus versos,
Aquela mulher,
Que não liga pro meu insucesso,
Aquela mulher,
Que faz d mim gato e sapato,
Aquela mulher,
Capaz de deixar tudo por mim,
Aquela mulher,
Que já larguei tudo e todos por ela,
Aquela mulher,
Que quando a odeio, mais amo,
Aquela mulher,
Que quando mais a amo, amo-a mais,
Aquela mulher,
Mal educada, bem humorada, doida e vã,
Aquela mulher,
Que sente saudade antes mesmo de viajar, e até quando estou por perto,
Aquela mulher,
Aquela mulher,
Sensual, sem pudores, safada,
Aquela mulher,
Incompreensível, intermitente, imaculada,
Aquela mulher,
Calma como as águas, tensa feito as ondas,
Aquela mulher,
Fraca nos meus braços,
Aquela mulher,
Forte aos meus olhos,
Aquela mulher,
Sábia, íntegra, realista,
Aquela mulher,
Sabe que a pior verdade a mim é a melhor possibilidade,
Aquela mulher,
Simples, honesta, gentil,
Aquela mulher,
Amiga, paixão, delicadeza,,
Aquela mulher,
Que não vejo tanto tempo, revivo-a na memória,

Aquela mulher,
Simplesmente é,
Inesquecível".

Humberto Fonsêca

Humberto Fonsêca - Sem direção...







Sem direção...



Vejo tantos perdidos enquanto me encontro,

Sem rastros deixam vestígios,
Provas e mais provas de suas más ações...

"Não precisamos de caminhos moldados,
Nódulos de consertos mentais,
Ritos que façam nossas rotas,
Por ocupações de espelhos quebrados,
A transição sonora é rústica,
Sua transmissão semipermeável,
Nos meus olhos o futuro,
Em seus passados o estrago".

Humberto Fonsêca - Vinhetas Urbanas...






Vinhetas Urbanas...




"Andaremos algum dia descalços,

Sem precisar olhar os passos,
Quando nos livrar-mos dos cadarços".



Humberto Fonseca

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Humberto Fonsêca - Um Pouco De Luz






Um Pouco De Luz





"A vida é tão longa,
Quanto curta,
Por isso devemos trilhar caminhos,
Abrir passagens,
Retornar viagens,
Conhecer novamente o que pensou ter conhecido,
Reinventar o que já foi inventado,
Ter na mente e coração,
Que o novo, o desconhecido, o que não se viveu,
Pode estar no tempo mais remoto dos seus sentimentos,
Nossa memória é a solução,
Entre o futuro e o destino".



Humberto Fonsêca

Humberto Fonsêca - Saudade - V







Saudade - V


tu sempre estais,
aonde estou,
nossas matérias,
de longe tocam-se,
como de fosse mentira,
mas é saudade.



Humberto Fonsêca

Humberto Fonsêca - Na Quebrada

Créditos Graffiti: KIONE & EVOL

Na Quebrada



Onde saudamos os versos,
Na escuridão colorida,
Sábios que se atropelam,
Em mãos que se abanam em sócios.

É voz, de paz, guerra e atitude,
Um conselho mudo,
Da rua que seduz.

O vento ópaco, inato,
Calor do áspero concreto,
Que cobre em becos, esquinas,
A voz desses sobrados.

No arco sem palmas,
Da liberta criançada,
Crescida, tão nova e adulta,
Sobrevivemos aqui,
Pois entedemos de sociedade,
Na calada, entre ciladas, de ditos e ditadores,
Com a paz que te perturba.



Humberto Fonsêca

Humberto Fonseca - Longe Dessa Porra....

Créditos Graffiti: OSGEMEOS




Longe Dessa Porra....
"Fazer o básico, sempre fora o mais complexo". Na revolta eu escrevo rap.
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Longe Dessa Porra

Longe dessa porra quase 15 anos e você quer me falar de respeito,
Saindo no mundo de caos, coragem, efeito,
Eu vou dizer do meu jeito, vou fazer imperfeito,
Adolescência assassinada nos guetos, por falta de conceito,
Que a segurança pública anda tomando bala na rua,
Como se fossem putas, possuídos de políticas e usurias,
Não conhecem, não estudam, não mudam,
E a mulecada atua, com odio e fervor,
Botando pânico no trabalhador,
Quer guerra nas ruas, milícia nas ruas, jagunços na ruas, acertos nas ruas,
E a paz da tal ordem mundial ainda se espreita com medo de um relez miserável,
Simples homens mortal, dignidade sulreal,
Que bate de frente, com verso consciente, dizendo o que sente,
Que ser pobre financeiramente,
Não é o mesmo daqueles que se venderam a está gente.

Pouco me importa se você é do 3, do 4 ou do dois,
Mando um recado depois...
O tempo muda mas as origens se fortalecem,
As palavras meu futuro tecem,
E se o poeta quer falar, vocês vão ter que me escutar,
Porque meu grupo é muito doido,
E a nossa cota é de rima que chega pra somar,
Gritar, libertar, contagiar, explodir a revolta de alegria,
Foi assim que apendi a cantar.

Longe dessa porra, longe dessa porra...
Agora eu tô de volta e não importa quem me zoa.
Longe dessa porra, longe dessa porra...
Agora é vida é loka e vocês temem com as patroas.

Longe dessa porra, longe dessa porra...
Em terra de playboy, pobre é super herói,
Agora eu tô de volta, e a guerra vai ser boa.

Longe dessa porra, longe dessa porra...
O latifúndio se criou, a minha cultura expandiu,
Os matadores enraizou mas a gente se aboliu,
Longe dessa porra, longe dessa porra...

Longe dessa porra, longe dessa porra...
Agora eu tô de volta e não importa quem me zoa.
Longe dessa porra, longe dessa porra...
Agora é vida é loka e vocês temem com as patroas.



Humberto Fonsêca

Humberto Fonsêca - Inspiração



Inspiração




"A sabedoria é uma arte para ser executada diariamente, sabiamente sem interpelar a inteligência. Já o famoso engano dos sábios é a arte de supor e sabotar aquilo que realmente se conhece com entendimento ou sentimentos próprios. Não seja nada do qual não sinta. A insistência em fazer-nos incapazes ou toleráveis virá a tona com os descuidos de quem não se pertenceu antes de direcionar seus pertencimentos".


Todo trabalho excessivo feito com amor nos faz se capacitar contra a negligência.




Humberto Fonseca

Humberto Fonsêca - Na Ótica Da Revolta...






Na Ótica Da Revolta...

Os prazeres pessoais acabam nos comprometendo com as capacidade dos argumentos citados, não podemos ter medo de criar a nossa verdadeira imagem, pois o somos com prazer e sem mistérios, mentiras, interesses, nessa busca constante em se viver o questionamento pessoal sem interferência, experimentar a vida sem obrigar-se a ter algum sentido ou partido, simplesmente buscando a liberdade que nos faz sentir-se maior, de nosso eu, de nosso ego, de nosso instinto, de nossa natureza, ou no mínimo independente em poder cruzar nossos questionamentos e as nossas virtudes que foram confrontadas em tantas outras batalhas, onde só agora estamos compreendendo os estragos vividos e causados, estamos compreendendo o ser, estamos compreendendo o estar, estamos compreendendo o viver em amplitude com o universo e com nós mesmo sem se manifestar através de raças, credos e religiões, de "baboseiras que a socialite e a pobreza-elitizada sequer discute pois segue piamente"...
 Seguiremos sim meus caros, sem confundir a unidade do ser com as confusões religiosas e os prazeres da nossa sociedade consumista, capitalista, destruidora de conquistas pessoais que podem não simbolizar as riquezas do mundo, mas são as riqueza que o nosso ser carrega como inspiração para enfrentar qualquer tipo de batalha ou inimigo.
Seja ela verbal, instintiva, sangrenta.



Humberto Fonsêca

Humberto Fonsêca - Entre As Veredas De Espinhos




Entre As Veredas De Espinhos

" Especializados na arte de sabotar, confundem com a de criar,  "dê-lhes as ferramentas e verás os fracassos sucessivos", mentes criminosas que devoram instintos naturais como se fossem objetos de prateleiras, sabotam estatísticas, sabotam técnicas, sabotam transmissões, sabotam regras e culturas, sabotam pesquisas, sabotam sons e imagens, duplicam, saqueiam, manipulam sessões, mestres da sabotagem eu enfim lhes encontrei, e dessa vez as cobranças serão diárias como minhas tormentas sofridas pelos erros consecutivos de vocês, acusadores do insucesso, (sendo que nunca fizeram sucesso algum), prepotentes ignorantes das sabedorias, e vejo-os sempre; temerosos pelas batalhas a enfrentar, não estou aqui para vender desejos, para ser objeto, para buscar vingança, para negociar toda ideia que foi constituída pelo meu povo, mas para lhes impor a verdade que pensariam que iriam comprar, subornar, surrupiar, só que neste meu universo literário, a beleza do ser humano deve ser exibida sem bastidores e seus delitos terem a verdadeira exposição".









Humberto Fonseca

Humberto Fonsêca - Meus Artistas






Meus Artistas

 Não, meus artistas não morreram de overdose, meus artistas não se sucumbiram nas devorações dos instintos coletivos e pressupostos devassos, vassalos, embriagados no porfio e romanesco douto da ignorância e da impaciência. 


 Meus artistas não deram o braço a torcer, eles apenas não vão torcer os braços para que vocês possam se aproveitar da nossa falta de fragilidade, da nossa arrogância com todas as covardias que penitentemente nos desejam atrofiar todos e mais diferentes ideais entre nós. 


 Meus artistas, não podem mais sentir dores e dificuldades, pois já são elas mesmas. Meus artistas não podem pensar em desistir, até porque nós não temos nada a perder, e se um dia tiver, espero que possamos saber perder e reconquistar, pois o gosto da vitória as vezes é derrota. 


 Meus artistas devem saber que aquele que muito quer, é porque nada têm ou teve, deixe que possuam, sintam o gosto, que possam demonstrar o trabalho, afinal quem nunca teve vontade de ser algo que es? 


 Se somos nós os agentes transformadores, não podemos ser transformados, ainda mais ser forjado pelo ódio, inveja, desamor, ganância, falta de intelectualidade, ou simplesmente uma sabedoria diabólica que vem para roubar, matar e destruir.

 Meus artistas, nunca poderemos ser de outro mundo, pois este mundo é todo nosso, e o sabemos, o temos dentro de nossos instintos, poemas, canções, e puramente como Deus quis que o homem pudesse desenhar para si mesmo, o respeito ao próximo. 


 O conceito de esperança antes de tudo é a paz, a paz interior que nos torna inabaláveis diante das guerras, diante dos conflitos, diante de dores insuportáveis, diante de inimigos sem piedade, diante de seres sem capacidade alguma de sentir piedade, teremos também em algum momento a reflexão e o reforço da nossa dignidade como estrela única, onde simplesmente não poderão suportar esta insígnia de transparência.





Humberto Fonsêca

sábado, 23 de dezembro de 2017

Poesia - Humberto Fonsêca - A Fala, E O Poema II


A Fala, E O Poema - II



"Olhai o quão estou,
Se há propriedades,
Perdi todas no teu olhar,
Do que seríamos donos,
Nem da vontade,
Dos desejos,
Das possibilidades,
Só existe realizações,
Que camufladas em todos ocultos,
Afloram as sensações".

É que o silêncio,
Comprova toda e qualquer ambiguidade,
Que precisa de resposta.
Toda excitação comprova,
O além-mar,
Dos mares revoltos,
Na calmaria das paixões insanas.




Humberto Fonsêca

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Poesia - Humberto Fonseca - A Fala, E O Poema



A Fala, E O Poema


Sublime são os versos,
Que me silenciaram nestes tempos,
Talvez dignificando minha paz,
Talvez infectando minhas revoltas,
Relutando com meu espírito,
Introvertendo minhas soluções,
Aclarando as sensações,
Escurecendo minhas posições.

Eis o silêncio poeta,
Ele é formidável como as ondas do mar,
Sinto a brisa do sereno,
Alvoroçar todas tuas realidades,
Para que sintas os tons naturais da beleza que não carecem maquiagem,
Ouvis a ti mesmo,
Escutas teus algozes ao longe,
Espanca-os de perto,
E coloca-os no além'inferno,
Escorraça-os templos,
Detona os sacrilégios,
Continua neste indiferente jusnaturalismo,
O direito é positivo e negativo,
Desde que não exerças razões.

Se esquecerdes os versos,
Abraça os poemas,
Te liberta das falácias,
Dos egos endeusamentos,
Nessas instâncias de saberes gloriosos,
Nada tens, nada es, nada te aproprias.

Eis que a poesia me ensina a vida,
Não sou o que escreve o poema,
Ele está interditado na vida,
É um daqueles espaços que precisam quebrar o lacre,
Invadir a área,
Esquadrinhar sua evolução,
Na temporalidade do sentido,
A fala é o simples sample'beat do caminho,
De um coração que bate a rima do destino.

Procuras a mágoa em mim,
Procurar o ódio em mim,
Procuras a raiva em mim,
Procurar o rancor em mim,
Procuras a inveja em mim,
Procurar o maligno em mim,
Procuras a ingratidão em mim,
Procurar o idílio em mim,
Procuras a falsidade em mim,
Procurar o falso em mim,
Procuras a maldade em mim,
Procurar o opróbrio em mim.

Poesia é organização,
Organizações não são poesias.

Maldito o homem,
Que cria competições internas,
Sem satisfazer-se com suas indagações,
Reconhecer as perdas,,
Entender as desistências,
Aprender todos os dias,
Aquilo que muito vale,
Como também aquilo que nada vale,
Tudo no seu tempo tem uma finalidade.

Silenciastes o poema,
Calaste algumas palavras livres,
Pelo indefinido resguardo dos tempos,
Sumariando a vida,
Com rodeios temporais,
Consciente ou raivoso,
Escutas no teu ser,
Que certas renovações,
Acontecem naturalmente.

Mesmo diante de tantos mortos,
Quais foram mesmo os tempos que não sobrevivestes.



Humberto Fonsêca