quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Pedaços De Um Vazio Que Vai Ser Ocupado - Poesia de: Humberto Fonseca

Pedaços de Um Vazio Que Vai Ser Ocupado


Hoje estou triste. É difícil e lamentável escrever isso. Eu que sou duro como a rocha, e de certa forma aprendi a suportar a dor com tal franqueza que seus estampidos não causa fraqueza. Mas de certa forma preciso admitir para mim mesmo que estou triste. Que uma tristeza muito grande e superior de toda minha existência tomou vez, voz, e forma. Você luta, luta, luta, pelo presente pra detonar o passado, mas tem pessoas que nunca vão conseguir serem libertadas, de te libertar de suas mágoas, de esquecer os ressentimentos, e muito mais ainda, quando você consegue perceber que essa pessoa já te fez tanto mal, que de alguma forma você sentiu em sua alma que não podia ter nada contra ela, nada mesmo. Mesmo assim essa pessoa te esconde algo, essa pessoa mente, e coloca palavra até mesmo de deuses pra te dizer que o universo é isso, que as coisas são assim, que Deus te fez pra sofrer, e sinceramente, tenho tanta fé em Deus que ele pra mim quando nos coloca em uma batalha é porque sabe da sua força e que você tem capacidade de ganhar. Só que parece que de certa forma, essas pessoas te enganam de tal ponto que são elas mesmas os opositores da tua vitória, dizem que é assim mesmo, é normal, "eu mesmo já passei por isso, mas acaba", e sinceramente, eu com meus belos trinta anos já sei quantas fases humanas temos de lutas e de vitórias, e por mais forte que sejamos, é impossível viver apenas lutando, na vida há de haver prazer em alguns instantes, segundos, minutos que sejam, mais aceitar que a perpetuação do sofrimento é por causa própria impossível. Temos que dar um basta! Temos que unir forças, homens, armamentos se possíveis pra rasgar e transpassar esses obstáculos que um monte de raça sem alma de carapuça tem nos afligido com suas mentiras escabrosas sobre quem somos, quem seriamos, e o melhor, o que queremos pra nós.

A mentira continua sendo a maior destruidora de lares, de vidas, de sonhos. É preciso ter muita força pra encarar a mentira. É preciso ter muita cara pra ver essas caras e bocas, e sentidos desvairados de que o seu momento foi você que procurou, sendo que desde muito tu já procuras outros, tu queres a luz, mas as pessoas te oferecem o escuro, quando tu quer o escuro te oferecem os claros, quando é pra estar só se achegam, quando é pra se estar juntos se dispersam, e por ai vai... O que dizer? Se de repente a pessoa que tu mais admira no mundo é a pessoa que mais te esconde mentiras? A vida é engraçada para quem é muito sério, e é muito séria para quem é engraçado. Sinto no mínimo que o tema do texto segue o que mais gosto de escrever, compartilhar, assimilar, esse meu neologismo criminal sobre as verdades que tanto sustento em vida e autoria, afinal; para quem sofreu e sofre pelas mentiras, só pode sustentar, sofrer, viver, mesmo que seja se fudendo... Pelas verdades.

O homem tem uma necessidade triunfal nesses fins de mundos, a de sustentar suas hipóteses por mais hostis que sejam, desde que elas sejam honestas, dignas, verdadeiras, de serem compartilhadas ou não, vos digo que o preço é caro, e quem vai pagar é aquele que se relaciona com a vida sem a necessidade de manipular, maltratar, humilhar, mutilar o sentimento alheio, de amigos, familiares, ou até mesmo a família. "As pessoas desse mundo moderno e mesquinho não suportam de que podemos viver de maneira simples, sem maldades, sem detonar o sentimento alheio", é preciso ter as contas em jogo para estar tomando o que é mais sagrado do ser humano, sua verdadeira ideologia. Por isso, não esconda, não se retraia, vá pra cima, se expanda, jogue as verdades sem medo, afinal de contas, até mesmo as verdades um dia acaba, elas serão transformadas em momentos para esses desacreditados, terão de provar em algum momento, pois quem lida com a verdade, deve ter em seu espírito algum ou muito sentido no que se diz "experiência de vida", e com elas pode ter certeza que a curiosidade de muitos também acabarão.

Tenho sentimentos do passado que em algum momento da minha vida foram grandes tristezas, sentimentos depressivos, muitas falhas, hoje os enxergo como um ensinamento, que tive de manipular minhas emoções pra fazer as mais diversas sensações, e poder por mais difícil que sejam os momentos, diferir meus pensamentos com a certeza e sincera voz do que a vida até hoje me ensinou, sinto-me em um tombadilho, correndo em um tablado assombrado de pessoas que sinceramente, desejam que eu não estejam nele, minha presença incomoda, insatisfaz, causa espanto, interrompe os ciclos maléficos, e contribuem de cera maneira para guerras que eles nunca estiveram preparados, ou tampouco, sabem se defender, mas buscam me manter ali ainda assim como que com receio, com a ideia de que não sou bem vindo, de que invadi uma área proibida, que as minhas esperanças já foram as delas... Mas no meio disso tudo, sinto e sei apenas que não perdi uma sequer, que mesmo sendo falsificado por tais mentiras, meu ser ainda continua bruto, latente, submerso de emoções que afloram por onde passo, e até mesmo os passos mais tristes de minha caminhada serve de inspiração para aqueles que sentem-se pior do que eu, mais perdidos do que eu, mais solitários do que eu, mais duros do que eu, até porque essa minha capa de dureza é pra não poder demonstrar o quanto de amor eu ainda tenho, carrego, e desejo dividir com todos, minha alma grita, surta sem ter um espasmo, e choro escrevendo porque só sei escrever o que sinto, só sinto o que escrevo ao ver minha vontade se esgotar, pois não posso deixara ira levantar-se dentro do meu peito, já muita revolta, muitos crimes, muitas maldades, muita indiferença, e preconceito nem quero falar, porque venho das classes que mais sofreram esses pretextos para humilhar o ser humano, seja ele pobre ou de cor, ou até mesmo por saber mais, por saber menos, ou pior ainda, quando vemos alguém tachar o outro porque ele tem mais dinheiro e nós temos menos, não sou um típico cara que aceita as igualdades, elas não existem, mas sinceramente, se pudermos olhar para o ser humano e conhecer ele como ser humano que somos, que todos vamos morrer e exalar a mesma carniça, sabemos que já evoluímos como seres capazes de esquecer as diferenças e nos tratarmos de maneiras iguais.

Para onde levamos o conhecimento? O saber ocupa espaço? Está na hora de dividir estes tais conhecimentos, infestar uma igualdade de pensamento que seja já que nossas malditas riquezas, bens, e classes manipulam as diferenças, ou o que diferem o bom e o ruim. Sei também que existe ser humano com maldade e bondade, que temos seres humanos doentios, e aqueles com necessidades que necessitam da nossa ajuda para sobreviver. A mutação do tempo cresceu de tal forma que o ser humano está entrando em suas próprias mutações para ser diferentes dos outros. É uma busca por poder além das riquezas, agora eles querem mesmo o poder de controlar o tempo, hipnotizar humanos, controlar mentes, submeter as mais variadas experiências em quer que seja, não basta mais temos caráter, temos que ter uma garra violenta para mostrar que não seremos submetidos a se humilhar em suas mais variadas ideias.

Agora o que fazer quando uma pessoa da qual você confia sua vida não muda? Não estamos falando de parar de fumar, parar de dormir tarde, fazer pouco exercício, ou ser um cara que não busca crescer na vida, afinal de contas viemos ao mundo para aprender e para buscar aquilo que interessa a cada um. Quando isso se instala no ser humano, como uma sóciopata, psicopatia, uma doença patológica, acho que é disto que estou falando, quando a pessoa tem a missão de mentir e fazer as pessoas sofrer, e mesmo assim fica ali do teu lado, olhando cada instante, parece que sentindo prazer em ver o ser humano sofrer, sentir dores, ocupar-se e calúnias, torturar de alguma maneira a sua mente. Ate que vemos mentes criminosas que de alguma forma já receberam muita lapada nas escondidas, que já foram extremamente espancadas, mortas, por algum sofrimento causado a um alheio, ou até mesmo um oficial da lei te implicou essas regras maldosas por você ter feito um erro a um ser humano, mas quando se fala de crimes, acho que a área é outra e é por isso que já pensei nesse seu possível pensamento, não que esteja defendendo, mas quando existe essas partes, a lei é quem deve interferir, apurar, e mostrar os culpados para que ele pague suas penas. Mas quando um familiar ou amigo, namorada, até mesmo conhecido sofre com isso, como você vai conseguir ajudar alguém que no fundo quer te fazer sofrer? Acho que só vamos conseguir ajudá-las partindo para bem longe delas, onde de alguma maneira estejamos com a defesa armada daqueles que realmente pode chegar junto de nós, já que no mundo sempre estaremos rodeados de possíveis amigos, inimigos, breves conhecidos, amores impossíveis, a nossa competência em manter-se distante é importante, pois se vemos que a pessoa não muda, continua, como fazer com que ela mude? Sendo que o pior não está apenas nesse ponto que você consegue enxergar das mentiras que ela é capaz de te fazer ver, viver, e crer, o pior está naquilo que ela esconde para de alguma maneira ludibriar tua mente afim de que você esteja em um banho-maria constante sem sentir algum pesar por ela, sem que você desconfie dela, sem que você possa sequer imaginar que essa pessoa é tão má quanto qualquer outro ser humano que tenha essas intenções.

Não sei se estou eu precisando de um tratamento psicológico, ou se estão manipulando tantas esferas diabólicas para que vá procurar um tratamento. Mas sinto lhes dizer, que a guerra apenas iniciou, não irei parar em consultórios, sei que as artes é meu refúgio, o mar é minha maior paixão, e que só as pessoas de má identidade, senso de caráter com má formação de opinião, falo de opinião ao respeitar o próximo, sem preconceitos, sem racismos, falta de sensibilidade, e exageradas doses de ritos e deuses são capazes de me tirar do sério. Sinceramente, não estou doente, e se busco alegrias, e consigo encontrar alegrias nas coisas mais simples da vida é porque não perdi um milímetro da minha sensibilidade, basta ver uma árvore, um pássaro, um pôr-do-sol, e simplesmente minha alma se transforma, tenho mais necessidade das coisas simples, daquilo que me faz sentir vivo, de pessoas honestas que se contradizem nos debates, mas que não mentem pra esconder suas diferenças.

A poesia me liberta de tantos males, que sinto a cura correr nas minhas veias, e o coração aliviar, e mudar a primeira frase do texto: Já me senti tão triste. Como é bom conhecer a si próprio, esse é um dom dos maiores e melhores escritores, é desse raciocínio que ele desvenda as mentes mais estranhas e cria os personagens mais belos. Já fui palco de revoltas, de roupa preta, e de constante ira, mas confinei esses pensamentos e libertei minhas alegrias, que parecem terem encontrados realmente reinos dos quais nunca tinham sentido essa emoções e se elucidaram com a energia positiva em meio de tantas tristezas e desavenças que me fizeram passar. Desejam implantar uma seriedade sem identidade, manipuladora, audaciosa por não deixar ser penetrada por essas emoções, por colocar barreiras pessoais e sentimentais para alimentar a crítica e não permitir a beleza dos sentimentos mais diversos.

Não tenho falso riso. Não uso meias palavras. Não faço ameaças, faço juras, faço críticas. Quando encontro um inimigo é porque o mesmo se mostrou. Quando discuto é porque o assunto não me convém. Quando silencio é porque simplesmente minha alma não deseja falar daquilo que já sei que vai ferir o sentimento do próximo, e as vezes falo só para que sintam o arrepio, do tipo: _ Como ele pode dizer isto? Existe ameaças, mas como todo bom jogador, também existe o blefe, para que no mínimo você saiba que não tenho cartas na manga, mas um jogo inteiro. Também sei instigar. Brigar. E com certeza, se defender. Passar por cima de regras. Esquecer todo conhecimento de vida e respeito que tanto prego como motivo pra defender meus interesses. O mundo me criou assim. A rua me fez assim. Eu soube amar e odiar ao extremo, e hoje tenho que manter a onda bem segura, pois se amo demais pensam que sou besta, e quando dou espasmos de ira pensam que sou vingativo, só que tudo meus caros na vida são momentos, são sentimentos, e se você não consegue lidar com eles, simplesmente vai sofrer. E sofro a cada dia, porque nunca vou ser aquele típico controlado de suas forças. E minha maior inspiração chama-se liberdade. Aquela velha e astuciosa, de pensar, falar, dizer, "o poeta não morreu, foi ao inferno e voltou".

Parece que a magia acabou e um monte de gente tá entrando em pânico. Estão do tipo onde encontrar mais? Quem pode ter mais? Porque não consigo dominar meu próximo? É, as coisas estão mudando rapidamente, e vocês que nunca se adaptaram a coisa alguma, vão sofrer mais do que a gente que vive sofrendo no meio desses infernos. Quando não conseguimos auxiliar um sistema simplesmente nos negamos, guardamos nossas senhas, porque existe algo de errado não só na maneira como funciona, mas na maneira como se faz para libertar os seres humanos, e hoje em dia estamos cheios de cadeias mentais e de mentes prisionais, incapazes de satisfazer um pensamento sequer. Sabe a novidade disso? _ Eu abri guerra contra essas pessoas. Eu vou morrer lutando contra essas pessoas. Eu nunca serei derrotados por essas pessoas, elas já perderam há tempo suas lutas contra mim, pois, nunca tiveram coragem de me enfrentar fora de seus sisteminhas.

A covardia é audaciosa. A coragem também. Mesmo sem time vos digo, "meu time é forte, sabe jogar", com nóis não tem essa de cair na área é pênalti, se invadir a área é gol, não vamos cair, vamos deixar no chão. Assim são as histórias, umas merecem serem contadas, outras esquecidas, mas as minhas vieram para serem escritas, é a minha hora e vez de fazer, e com certeza senhores, vou fazer certo e diferente de todos que fizeram, sabes porque? Porque todos tiveram sua chance, e se errar for o medo, não tenham medo, vocês também erraram, umas coisas concertaram, outras simplesmente mantiveram para alimentar o ócio, o ego, a insensatez, na mais variável revolta sem sentido contra tudo e todos. Minha alma luta todos os dias para estar antenada, conectada com o corpo, com os tatos sensoriais, comas delicadezas e brutezas de cada ser humano que encontro, se não posso elogiar, simplesmente calo e nada desejo além de seu bem, e preciso definir muito mais meu caráter afim de não julgar mais ninguém, não subestimar ninguém, não esperar nada de ninguém, já que podemos ser a consciência viva e sem mudez, já que podemos ser inimigos desde que seja real, já que podemos não sentir nada um pelo outro, não espere que não irei caber dentro de mim a mesma esperança que você de nem te encontrar nesses quatros imensos cantos do mundo.

É muita malícia contra os seres humanos que são iluminados sem fazer questão por está luz te habitar, é muita crueldade para que você ensine coisas das quais eles sequer teriam coragem de te falar, é um momento de tantas ameaças universais que simplesmente desejam que você viva em uma guerra constante da qual não existe. Mas quando certas pessoas começam a sentir que você não tem muitas personalidade, e sim, sua personalidade é tão variada que confunde as personalidades deles, os atores que criaram para certas situações entram em confusão por ver que você pode ser um roteiro tão delineado e significativo que seus pequenos seres vão cair em um abismo, e que esse abismo, só a pessoa que os atacou poderiam resgata-los. Existem mistérios dos quais realmente não deveríamos tocar, conhecer, mas importante do que isso, é saber que existem pessoas que não demos desejar-lhe o mal, lhes pagar com moedas que te deram só porque você acha que isso ou aquilo ela merecia. Nossa vida são cheias de surpresas, e não cabe a nós entender os seres humanos, mas ajudar-lhes.

As pessoas aprenderam a ser reativas porque construímos falsas relações excessivas, controladoras, onde não há espaço para desenvolvimento do senso de responsabilidade.

"Temos em nosso convívio diário um impacto relativo e comprometedor ao entrar em debates, desafiar nossos entes, estagnar pensamentos, apagar o brilho do seu próximo te faz sentir superior? Superior em quê? Deveríamos estar ajudando as pessoas, nunca lhes enganando com presentinhos, quinquilharias, até parece que fomos invadido novamente por Portugal, que somos índios enganados por espelhos reluzentes, devemos ajudar ao invés de atrapalhar, ou estar disposta a enganá-las com as nossas competições? Ciúmes infantis, que nos fazem perder amores, respeitos das pessoas que mais nos admiram, perseguir quem nos dá total apoio é o certo? Eu já não sei o que é certo ou errado, mas mantenho a minha postura em meio a esses pensamentos, fico longe desses surtos "psicóticos" de pessoas capazes de ficar enxergando uma pessoa sofrer, muito pior ainda pois sabe que também a faz sofrer por estes momentos, não é apenas um problema, mas uma doença pessoal de alguém que perdeu o respeito a si e à seu próximo, mesmo sofrendo estas destilações de ódio da qual para elas é amor, proteção, carinho, devemos nos empenhar em devolver o verdadeiro amor, perdão, humildade, para não perdermos a nossa essência, naturalidade, respeito, ser capaz de reintegrar está pessoa na sociedade com suas capacidades físicas e mentais totalmente sem culpas, medos, e principalmente lhes dando ensinamento adequado".

Há, estava agora lembrando, qual tristeza minha poesia não cura.




Humberto Fonseca

 

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Estudo Literário - Devolva Meu Lado De Dentro & Na Veste Dos Peixes As Palavras De Ontem - Autora: Sinhá

Rarefeitos Imbitubianos

Apresenta:
  O prazer que escolhi esses dias em dar uma lida, como se diz aqui no sul "lida" é trabalho, na sina de escrever algo intimista e provocador, ou que chegue perto dessas introspecções, devorei os livros "Devolva Meu Lado de Dentro" & "Na Veste Dos Peixes As Palavras De Ontem", de autoria de "Sinhá", poetisa, grafiteira, perturbadora dos pensamentos urbanos em palavras e diversos cantos da cidade de São Paulo com suas pinturas, do qual vocês se tiverem a paciência podem conferir este misto literário-poético aqui no blog abordando um pouco do seu trabalho inefável e violentamente lindo sob minha pobre ótica construtiva e muito subversiva.


#BOALEITURA



Humberto Fonseca






 
"Você,

É a corda,

Que falta,

No meu violão".
 
Humberto Fonseca
 

  Falar de poesia em meio as catástrofes sempre foi uma habilidade tortuosa para aqueles que diferem suas palavras para desmembrar os pensamentos dos rótulos e sacrilégios inovadores das artes e culturas.



  Assim começo após ler os primeiros versos do livro, tilintando o sabor frio do sul no calor das palavras cruas, ríspidas, inteligentes, e descritivas. Temos uma autora que esquece a emoção pela razão sem deixar-se levar pelo contentamento, transpondo o elo original da palavra ao seu uso comum e senso intelectual disperso, onde a naturalidade é sua maior ambição.

  Nada melhor do que ter em mãos um livro de autoria independente, digamos desses novos poetas "ao público", no nosso caso, uma poetisa, descomunal no estilo sensorial de viver, na captação dos sentidos, na transformação da rua em pequenas construções, em ladrilhos laminados de cor, paixão venenosa, da qual poderia dizer claramente uma paixão violenta, sem escrúpulos ao colocar as veias nos punhos que riscam as folhas, já que a mesma não mede palavras aos seus esforços em nos dizer o que sente, é a verdade sem que obscureçam, ela dilata qualquer estilo ao manter sua força feminina, sua atração pelo conhecido e principalmente pelo desconhecido.

  Quando pensamos em poesia urbana o que temos é um pensamento sobre a "Poesia Concreta", com um pouco de Realismo, onde o Romantismo perdeu a sua divindade devido ao seu teor forte e concomitante de vidas invasivas, ostentações, hierarquias falidas, objetos destituídos de uma arquitetura contemporânea, sujeira de palcos esquecidos, onde a rudez e sentido bruto lapida qualquer sensibilidade que se torna hostil ao comportamento da cidade e das pessoas.

  Atualmente vivo num digamos "campo-litorâneo", e posso afirmar que o que mais me incomoda certas horas é a ostentação de um tal life style, de pessoas que pregam a sustentabilidade, mas não conseguem largar essa ostentação ao poder, esse gosto de parecer diferente das pessoas das cidades, ao dizer ou pensar que porquê você vive próximo a praia é capaz de destruir menos o planeta, de tratar melhor as pessoas, tudo mentira... TUDO MENTIRA!!! Ser mais amigo que a galera que se tromba nas ruas, de saber o diferente, enquanto pensam que todos somos iguais. A vida na cidade é sim estressante, mas se você tem a capacidade de admirar a beleza da natureza, também terá a beleza de notar a cidade, seus viés, pontos turísticos, já que na maioria das vezes, as cidades turísticas nem pontos tem, ela tem de ser o próprio turismo, ter um povo amplamente qualificado em dividir seu cotidiano, ensinar suas culturas, equilibrar as diferenças, distribuir e aprender conhecimentos, e nesse ponto de vista, as cidades nos proporcionam uma vivência habitual inovadora, com ciclos permanentes e totalmente evolutivos, é preciso estar aberto a qualquer tipo de diálogo e principalmente, sentir de perto as contradições, ou como escreveu um grande mestre da arquitetura: "A paisagem é objeto de mudança".
 

o centro de são paulo


cava feridas no centro


das memórias.


me periga, me perifa


à margem desse centro calado,


xinga carne.


tantos dias não me preparo pra sofrer,


não me preparo pra cê, ser.


agora, corro todos os seus quilômetros


atravesso muros


e fronteiras calçam nossos passos.


tropeço,


meus pedaços pelo chão


e você construindo sua casa,


edifício pesado.
 
Sinhá
   
 Deliciar as palavras e invadir os pensamentos são sua grande arma protetora, ao provocar sensações imersas de desejos que em nós costumam estar submergidas. O alto teor sensual e composto de lúcidos contrastes de sua alma nos seduzindo a imagem de nossos pensamentos sobre suas palavras, revela para mim nos versos o quanto estamos deploravelmente perdidos em compor a poesia com um instinto além do corpo, e sempre concluindo, "se saí do corpo, para o corpo deve voltar", expulsar os menores detalhes para as grandes ocasiões, torna-se cada dia uma experiência difícil, esquecer as grandes ocasiões pelos pequenos detalhes... O neologismo sempre fora meu forte na escrita, mas não tive como esconder esta acentuação, até porque a poesia de Sinhá não é uma ambiguidade, que nos leva a pensar coisa do mesmo sentido para ambas palavras, ela está mais para Ferreira Goulart, "rabisca tenuamente cada sentimento com força para concluir em explosão seus versos", em seu silêncio comporta um espírito aventureiro de uma "paz em guerra, de uma guerra em paz", sem acordo pelo pensar, tomando a medida precaução de que sua literatura resiste aos impactos de sua maior inspiração, as pessoas. Sua atração pessoal em concluir este vínculo natural, a cidade, o mar, ou tampouco a vida urbana como algumas pessoas citam em seu livro é apenas um complemento de todas essas ações em conjunto com a vida.

 _ Lembrando caro leitor, que isto não é provocação, crítica, ponto exigente, até porque este é o nosso mundo moderno, capaz de ligar diversos pensamentos sobre a arte, e principalmente, abrir o diálogo, uma pequena visão deste poeta mínimo entre o pós moderno e o contemporâneo dos menores e maiores escritores.
 




queria caber dentro de uma caixa,

queria que todas as minhas coisas

coubessem dentro de uma caixa,

queria ser pouco, queria ser menos,

mas já me espalhei tanto

que todo lugar me tem.

Sinhá
 
 
 O ser humano hoje em dia anda desvairado de sentido ao permitir ser tocado de amor. Em seu fundo, ou naquilo do que possamos chamar de alma, seus sentidos desejam encontrar, viver, equilibrar os desejos, ambientar as virtuosidades, correr do que chama-se encontrar um amor, o seu espírito e coração anda muito cheio de ilusões, enamorado de todas vicissitudes que o universo conspira em nossa vida acabamos correndo de poder compreender o coração. Tudo hoje em dia nos leva para a condição de "usar e ser usado", em expressar a simbologia dos ardores momentâneos, com essas atualidades de ostentações sem abreviações, seja ela no plano financeiro ou baixa-mente sexual, a nossa juventude perdeu o romantismo há muito tempo, e dificilmente se recompõe esse estímulo em ter no pensamento a força de encontrar um amor e poder vivê-lo com as mais puras ondas sentimentais. A poesia acima me deixa empregado o direito de se guardar com essas caixas, de ter no mais alto grau de intimidade um sentimento verdadeiro, onde possa em algum momento se espalhar por todo lugar. Assim é o amor, ele transborda suas emoções e contagia, seja pelo amor de um animal do qual você pode ajudar, o amor a um ente querido, o amor de alguém que você realmente quer ao seu lado todos os dias como em um daqueles filmes de cinema, ou simplesmente, um dos amores que todos nós podemos assumir ao encontrar aquele amigo que te entende com um olhar, com um toque, com um abraço, onde as nossas verdadeiras razões para amar estejam amplamente seguras e intocáveis de pessoas que não possam chegar nem perto de nossas caixas com seus olhares invejáveis, suas palavras e subterfúgios de negatividade, e onde somente nós e aquela pessoa que merece possa sentir um pouco, ou tudo deste amor. Mas a poesia vem pra espalhar tantos sentidos, que de repente outra pessoa que a leia, imagine que ela esteja guardando passagens para diversos lugares do qual deseja ir, ou simplesmente, sabe em seu sentido poético por completo, que suas palavras a levam além-mar sobre um mundo indefinido de pessoas e corações dispersos de todas as emoções que sentem sem saber, sem imaginar, sem ter como apalpar o que está dentro destas caixas, há não ser, tentar rabiscá-la para que com o barulho de riscos, traços, letras, outros sentimentos, possamos compreender e viajar na poesia capaz de estimular os desejos distintos, belos, quentes, e sensíveis.
 

eu estava dentro de uma garrafa
e ele chovia em mim.
torcia seu corpo cansado
que enchia tudo em volta
até a boca.
mergulhada
no seu resto
seca do meu ar
fiquei ali
sem quase nada
de tudo
que ele
levou.                                                                                                       
cada vez que me olhava,                                                                         
roubava um pouco minhalma.                                                        

Sinhá




"Como suas palavras com os olhos,
Quantos saberes,
Desfilam máscaras,
 Caindo do coração"
 
Humberto Fonseca




  Eu consegui fazer parte de um momento da poesia paulistana onde o valor do qual empregávamos era o do movimento, como o modernista, a literatura feita pelos escritores no momento da poesia pau-brasil, concretista, enveredávamos pelos conceitos das vanguardas, pelos sentidos dos quilombos, pelos termos dos nordestinos, seus imigrantes, São Paulo como um dos expoentes mundiais e sua cultura ilimitada devido aos habitantes naturais, com a sua história de revolução metropolitana, capital dos maliciosos e inocentes, transformam pequenos movimentos em verdadeiras articulações ideológicas, pois, em um lugar com tanta diversidade cultural, ideológica, artística, não sabemos o que realmente pode acontecer com o que se desenvolve em meio aos brejos da periferia, nos ladrilhos velhos das antigas ruas do centro, ou até mesmo na badalada Vila Madalena. A poesia paulistana não tem fronteiras, obstáculos, ela simplesmente rompeu o elo da Casa Das Rosas, e tornou-se uma arma que vai muito além da Avenida Paulista, reduto este de encontro do gênero poético do Espaço Haroldo de Campos, a cidade e sua poesia concretista, realista, assim como outros tantos escritores de seu tempo do qual eu não quero citar, pois estou situando aqui um dos gêneros literários mais difíceis de serem explanados, em seu sentido, buscando no íntimo da minha própria poesia da qual também parece ser muito fácil de ser escrita, mas quem faz poesia sabe, que poesia sem sentido é apenas um blefe de falsos e palermas escritores, poesia de verdade é revolução, movimento, entendimento de vanguarda, luta celestial de quem sabe impor seu poder com as palavras para atender o desejo próprio, de mostrar os pensamentos geniais, ou os protesto rápidos e diretos, como a poesia paulistana adaptou em seus saraus, encontros literários, e um ciclo de escritores do qual sinceramente não quero falar, pois são tantos, antigos e modernos, e muitos amigos que vivos hasteiam a bandeira que vem revolucionando com encontros, saraus poéticos, debates sobre as mais diversas artes, sendo a literatura marginal uma verdadeira oposição e consolidação desses opositores das belas artes e dos encontros acadêmicos, e ao mesmo tempo participando ativamente para ser significativo no presente com todas essas funções de articulação, e ainda por cima ser atuante com a poesia na rua nos faz viver intensamente a produção própria e todo conhecimento que os mais variados poetas e escritores estão desenvolvendo nas ruas, e eu como mais um desses poetas marginais, ando sempre atrás dela, da difusa, singela, e de sua incomparável poesia... _ Não é mesmo Sinhá?

 
Rua...       
     
Termo de tantos sentidos,

Morada de tantas pessoas,

Casa de infelizes, ou não.

Podem ter esquecidos suas verdadeiras casas,

Fazendo das ruas, suas moradas.

Rua para mim é rua, é frio, é calor, é chuva atemporal,

Emoção, solidão, movimento, o inesperado que me inspira,

Ser, ver, viver, sentir.

O poeta não consente, cala apenas,

Por uns instantes não pensa mais,

Afinal, pensar não é uma arte, para ele é uma estética,

Sabe bem o que fazer,

Pois, o chamado é outro,

A rua o chama.


Humberto Fonseca


 A rua em meu estilo poético é uma rima feita de simbioses. Estados que anseio vivendo, é um alimento necessário do qual não preciso ter em meu prato, mas ao mesmo tempo preciso, seja vivenciando, virando palmos em esquinas fortemente sobrevivendo com todos os sentidos. Meus ares poéticos nada somam perto da poetisa com poder rarefeito, imergindo nas palavras suas, em poesias constantes e solitárias no meu interior exumando ardências capaz de fazer sentir o toque na pele, o cheiro do verso, aromas da saudade, calor da sexualidade, a transa indefinida de chocar os corpos, corar com calor do sol, sentir esvoaçar a poeira em cada canto de esquina. É como se um filme violento, sangrento, em batalha pela vida ou entregue ao desvelo de se ter a proximidade dela viessem ter um diálogo sem confrontos, ao olho nu podemos antecipar as cenas, observar a morte e a vida sentarem para um café, chazinho de fim de tarde enquanto "jogam damas, baralho, dominó, xadrez", para decidir qual fim melhor sua vítima merece, no caso de Sinhá, seus sentimentos, pensamentos, através das palavras, já que não posso chegar próximo ao corpo'escrito, com esse vasto espaço sobre as nossas diferenças poéticas, só posso sentir, provar os efeitos. Raramente fico confuso ao ler poesia, e muito pouco com prazer em desfolhar as palavras, diria neste caso, arrancar as vestes dos peixes de hoje, de ontem, e de amanhã, saborear o sushi nu e cru ao molho shoyo, em pequenas porções, sendo as palavras colocadas em nossa boca por uma sushi-girl que sabe as medidas de cada uma, de corte afiado e mãos quentes, quebrando os protocolos de qualquer geração.



que horas são?

 que horas são?

 que horas são?


 repetidas vezes,

em voz alta

coração

coração.
 
é que o tempo é amor.
é que o tempo quer amor
é que o tempo vira amor.
Sinhá
 
  
 Sabes dizer o que é a palavra leitor? Creio que sim, mas com ajuda de dicionário. São tantos entendimentos e origem de uma só palavra... Compreender as poucas usadas em sua poesia, procurar suas diferentes versões de entendimento, sujeitos e predicados, passados de presente e futuro, desde o latim a gerações futuras com Sinhá seria um "desvario'elétrico", baques de pé, manifestações internas que se prever no olhar, nesse tão sonhado olhar, ilustrado de tensão carnal, voz súbita de dor com alegria, revolta entendida e capaz de soprar manifestação, me faz saltar as linhas com promessa de voltar logo ao mesmo poema, tento desgrudar um verso que cola nos meus sentimentos, em coisas que pensei muitas vezes ao andar pelos lugares mais belos, devassos, bizarros e históricos, mas que sinceramente, nunca consegui escrever, traz-me felicidade de estar em alguns momentos poder revisitar memórias perdidas, esquecimentos que lembro, palavras sujas ao vento que meu corpo sentiu.


Trabalhas a poesia com dor\Um'amor/Ardor'Ardência


Roendo\Todoetudo/Queémúsculo,


Nervos\Nêuras/Choques'cerebrais,


Liga'o'sentido,

Nesse\Cortéx/Sexy

Só teu,

Todo teu...
 
Humberto Fonseca
 
 
 Eu simplesmente não sirvo para estudar um livro. Desejo vivê-lo em meu interior, enaltecer a luta dentro do meu corpo e suas avalanches verbais. Comigo as palavras desenham a vida, não existe adaptação. Tenho prazer naquilo que me inspira, que me faz expirar, que me faz reviver, reatar, refazer forças, levantar almas e ajudar corpos, "Devolva Meu Lado De Dentro" segue essas rubricas em meu pensamento, grifa o que é verdadeiro em meio as torrentes de cada dia da qual temos como barco uma simples caixa de fósforo para se jogar da cachoeira mais alta, sem esperar o que vai se passar, sem saber se iremos ou não sobreviver, mas como a vida é sempre vida, nós devemos descer as ribanceiras momentâneas para abster-se de emoções, revoluções, alimentar as revoltas, de ser solidário sem querer nada em troca, ou simplesmente virar as costas para aquilo que não nos interessa, assim é a poesia urbana, ela colhe pra depois plantar, sabe que em terreno de concreto as enchentes são mais variáveis que os dias secos, e que em exatos trinta minutos de conversa as águas banais pode descer dos mais infinitos céus para tudo se perder. Poesia é descrição, é situação, é a comparação orgânica de tudo que nos motiva aos meios eletrônicos, e mesmo sendo esta impressa ainda carrega consigo o velho e bom momento da produção diária, da composição inesperada, das silhuetas que transformam sínteses, e de abstrações tão concretas que são capazes de quebrar as barreiras das nossas agonias.


seu cheiro de uva pisada
me afogava junto às peras
bêbadas,

desfalecidas,
não alcançávamos
a borda da tijela
trincada dos anos.
você brincava de mergulhar a colher
no caldo vermelho.
a tempestade
batia nossas cabeças,
minha e das peras.
na cerâmica amarela.
e a gente ali,
com o corpo-esponja-de-vinho
esperando só
sua boca.

Sinhá
 
 
 
 O senso inesperado, o rito evolutivo, é o permeio de um ventre em processo contínuo que se abriga as formas, embarga os prazeres distintos e liberta os mais levianos, ferve as ondas cerebrais. A poesia supera muitos estados da literatura por utilizar além das temáticas as diferentes formas de versos, os compassos intuitivos, as músicas da palavra, os sons tônicos "entoado-no-entre-cortar-de-tempos", sumariamente versada na vida cotidiana, do campo, perímetros mentais ou urbanos compõe sua evolução simbológica em cada estrofe permeada, perene, de figurativos vivos, imagens mortas, e paisagens tonificantes em sopros universais da nossa condição cognitiva.




eu estava dentro de uma garrafa
e ele chovia em mim.
torcia seu corpo cansado
que enchia tudo em volta
até a boca.
mergulhada
no seu resto
seca do meu ar
fiquei ali
sem quase nada
de tudo
que ele levou.
cada vez que me olhava,
roubava um pouco minhalma.

Sinhá
 


  Ler, entender, produzir poesia não é nada comparado a um livro, um romance, pois a maioria dos poetas, acredito eu, eles tentam trabalhar nesta ebulição os traços, ou coragens mascaradas ou explanadas de sua verdades, do que pensariam em passar para seu leitor. A poesia é contraditória, surreal em alguns limites, mas nunca deixa de se estender a vida de cada um, não nos obriga a entender o autor, mas senti-lo de perto, ter suas aspirações correndo da leitura aos ouvidos, dos ouvidos ao corpo, do corpo para o instante vital em que nos encontramos é saber lidar com tatos sensoriais, e quem conhece essas técnicas literárias consegue experimentar cada uma delas, mobilizar pensamentos ou fazer corpos correr para longe de si, mesmo tendo na mente que "um corpo celeste brilha, para cada apagar de pensamento", ou em fluência direta sobre nossas estantes lotadas de coisas velhas que precisam serem renovadas, nem que seja por alguns instantes esses focos de luzes nos faz perceber o quão indiferente e duros estamos com nossos próprios momentos precisando de uma tacada exterior para abalar nossa neura-transmissão.

  Poesia não é só a beleza de um entardecer em um pôr-do-sol, mas pode ser a raiva fulminante da escrita que evolui para estancar uma dor. Quando escrevo é sempre pra libertar algo que está percorrendo meus dias, atravessando, atrofiando minha mente, perseguindo meus distintos e inveterados pensamentos, vivos ou mortais. Esse veneno poético do qual simpatizamos em nossas vidas acaba nos curando, sendo o nosso antídoto contra as tribulações diárias. Mas ter esses versos nas mãos impressos me levou a ter um senso mais crítico do que sensível, é que tenho andado tão sensível quanto uma velha de TPM, e sendo mais criticado do que pode ser a própria crítica, sintomático de vaidades perplexas sobre coragens neutras, e como vi uma amiga escrever esses dias: "fazer fofoca é fácil, mas opinião é tabu", tenho tentado contar palavras, guardar minhas opiniões que aos ouvidos almofadinhas parecem farpas flechadas em ouvidos sensíveis demais para o conhecimento além do seu, escolher cada palavra minuciosamente, para um poeta é difícil, momentos onde a relação interpessoal não me deixa ter a paciência para exercer o meu lado de fora, e toda reação tem uma reação, mas quando se conversa com uma pessoa que se dedica a escrita, por mais sem sentido que seja ou autocrítico como eu, pode esperar as mais variadas ideias, já que escrevendo consigo entender o título "Devolva Meu Lado De Dentro", ainda vos digo leitor, que de dentro, devolvo todos meus lados como um labirinto, do qual meu único intuito é tirar-te dele.

esse sujeito que determina.
seu estado de sofrer ações,
como coisas que acabam

e ainda deixam sinais de vida.
em seu peito frio,
o sangue que corre
gela meus olhos,
agora cegos,
em suas cores.
 
parecia que estava
sendo vista
pela primeira vez.
Sinhá
 
 
 Temos em seu segundo livro um amadurecimento da escrita, uma neutralidade de tons silábicos que desfilam sinuosamente em viés da verdade, e como diria Nietzsche; "Mas afinal, porquê sempre a verdade?", com essa delicadeza bruta e instintiva me leva creditar que no momento em que vivo comprei os livros certos, não era um momento de libertação, de estresse, de conhecimento próprio, mas sim, de ter próximo da mente ideias que fossem contrárias a tudo que estou e ando vendo, porquê é tão difícil encontrar a verdade, até mesmo em palavras? Ou será que sinceramente as pessoas não andam vivendo ou tampouco querendo escrever sobre ela? Essa valorização burguesa pela ficção e molduras de histórias de outros mundos continuam permeando as nossas evoluções, como seres humanos capaz de conhecer a resistência, por manter ou dividir as esperanças, ou será a real luta de senso, sentidos, e obrigações de conhecer as mudanças sem desgraçar seu caráter? _ Dá pra ver que a luta por aqui não tem sido fácil... Mas eu continuo acreditando e pregando a verdade. Sofrendo avarias diárias, tombando, caindo, derrubando também os mitos que me perseguem, já que os mitos não sobreviveram aos seus tempos, como podem eles viver nos meus? "Na Veste Dos Peixes As Palavras De Ontem" entrou na minha concepção dessa quebra de mitos, como uma couraça que os antigos nordestinos usavam para adentrar nas caatingas descrita por Euclides Da Cunha, onde a força do homem do litoral é descrita em suas diferentes formas de adaptações para a vida. E sinto como se estivesse cansado de adaptações, o mundo tem feito nos adaptar tanto para que esqueçamos nossas origens que finalmente ou evoluímos ou partimos para as brenhas do além, para o caos babilônico das cidades, onde de certa forma, podemos entender essa megalomania sem fim.  E mais, adaptar-se a um mundo, ideia, política, personalidade, não quer dizer que você vai perder, anular, sua verdadeira origem.

  Esses sentimentos de típico "anti-herói" correndo na minha mente, de certa forma faz sentido para quem possa um dia ter o meio de vida mais pleno e sustentável do planeta sem nunca esquecer da simplicidade. Simplicidade pra mim é comodidade. Comodidade é ter casa, comida, cama e uma companhia pra aquecer as noites escuras, meio-tom, iluminadas, frias e quentes. Existem tempos quem que parecemos confusos, mas pode crer que não, você pode estar rodeando de pessoas confusas que desejam ver-te no embalo desses pensamentos, desacreditado de todas causas e soluções por pessoas que sinceramente caro leitor: _ Nunca teve causa ou solução nenhuma. Em uma sociedade que se compra respeito nunca existirá vergonha. E em uma sociedade que não tem vergonha nunca existirá respeito. Se tu fores um ser humano verdadeiro em meio a esse caos pessoal pode ter a certeza que vão induzir de todas as maneiras a tua perdição, sedição, tuas causas serão apenas justifica de debates, nunca de uma opinião verdadeira para uma significativa mudança. Por essas e outras empunho a poesia, rasgo meus versos, procuro inspirações de quem em algum sentido me passa as mesmas diferentes ideias.

os calafrios percorrem seus quilômetros
até parar naquele abismo,
ali, do pescoço ao ombro.
aí esmurra, pontada na barriga.
tenho barriga pra sentir dor e frio.
me sinto quebrada,
tenho partes quebradas
e nunca me vi vendida em prateleiras
nem tão pouco em casas de conserto.
adoeço toda vez que me esqueço
e falho toda vez que vejo.
depois de agosto,
no segundo dia,
a atriz de si acorda sua sexta-feira,
num palco esquecido.
aquele momento ainda dói
porque cedo foi
e rasgou cortinas
como cabelos
embaraçando as vontades.
Sinhá
 

 
 
Posso estar voando em pensamentos, "e nunca me vi vendida em prateleiras/nem tão pouco em casas de conserto", conduz as palavras que estava escrevendo, em simples dois versos ela assassina toda uma concepção que penso do momento atual do mundo, da vida, das pessoas, em particular (da minha pessoa). Dispenso, despeço citações para os tropeços dos quais tive que me libertar sem consertos, e que inevitavelmente consegui aprender com o violão, minhas palavras faz construir meus próprios concertos, sinônimos musicais contra inimigos que não sinto nada, brevemente nada... E quanto mais nada tu puderes sentir por eles estarás liberto. Sabemos o quanto maior somos quando damos a tapa a cara, quando encaramos nosso oponente não pense que só nós podemos ter medo, mas eles também sente o gelo na espinha, e uso a técnica do "use um ataque para explorar uma vitória, nunca use um ataque para se recuperar de uma derrota", e com essa febre-do-rato nordestina que carrego sobre a convalescência freudiana posso analisar meus oponentes, possíveis inimigos enquanto me perseguem calmamente, sou mais frio e cauteloso do que calculista, afinal, a vida de poeta também pode ser declarações de guerra, fúria em rua, versos dirigidos em alta velocidade para chocar qualquer parede que deseja obstruir a nossa passagem, e que devemos saber, se estais no campo de batalha, no ring, ou sobre o tablado, um certo medo vai estar do outro lado, aí você deve saber que o mais sábio é "use o intelecto sobre a força", esgotamos essas nobres torpezas perseguidoras simplesmente ao ser diferentes, pois todo poderio e eficiência de nossos perseguidores é de  impor em suas posturas uma visão e poder de em algum momento nos tornar iguais a eles.
a água que traz de todos os mares
salga minha boca,
agora o pixo cobre a pele.
os peixes assassinados
ainda respiram poucos
olhos que brilham mortos.
leio notícias do jornal de ontem
pra que gastar dinheiro com notícia nova?
é tudo a mesma rocha.
imóvel.
o peito seca o coração que come
a vida em riste
desata a fome
solfejo triste
o que se consome
rompe
demasiada fome
alcanço insone,
me some.
luta vã
todas as bombas
cairam aqui
no porão chapado
no sangue calado
o que mata,
é você, poeta.
 
Sinhá
Sem Ar...
  
Sem peixes,

Sem vestes,

No meu eu de hoje,

Se fosse ontem,

Os dias estariam simplesmente confusos.

Mas hoje é hoje porque há de haver o amanhã,

Mas se não houver faço meu hoje por valer.

Eu devolvo,

De dentro,

As palavras,

Do meu lado,

De fora.

Ludibriado pelo assassinato sumário,

De dicionários cheios de palavras sem sentimentos,

Faço a química de meu corpo espalhar meus amores.

Diverso, inverso, sem recesso,

Como as frases,

Tenho fome de dores, tenho fome de alegrias,

Tenho fome de uma fome que não me consome.

É a poesia,

A minha forma bruta,

Sempre de ser eu.

 


Humberto Fonseca
 
 
 

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Através Da Força - Poesia - Literatura - Humberto Fonseca

Através da Força


Eu luto com minhas dores em batalhas poderosas,

As vezes contra o destino, as vezes contra o inimigo, as vezes contra o impossível,

Sempre contra mim, a favor de todos,

Sabendo sempre, que o vencedor não só deve lutar com a coragem,

Mas sempre em busca da verdade.


O homem transita em todos os espaços,

Pensa em viver fora de orbita, estria louco de seus pensamentos?

Esquece dia após dia a amplitude que é seu coração...


Nesta matrix de movimentos,

Através da força eu vejo músculos de pensamentos,

Enrijeço-me sobre todas circunstâncias,

Eu sobrevivi, através da força.


Resistência, ódio, amor, solidão, devaneios lúcidos,

A cidade que me toma conta,

Construiu no seu prazer a morte do meu viver,

Reabilitei o meu instinto, o meu sentido, o meu estado natural,

Eu que limpo os ares, molho a terra, o concreto,

Doei rios e recebi esgotos, doei fauna e flora,

Me restituiram com desertos, prédios, viadutos, pontes sem sentidos,

Totalmente destrutíveis na saudade de meus entes,

Meus plantios de frutas, flores, ervas medicinais,

Restou escalpo, pedaços vazios da minha melhor beleza...


Eis a cobrança. o preço, o pagamento,

Um futuro incerto do qual sabemos,

É o cabimento do descabimento,

Da falta de competência, ciência pela incompetência,

Desnaturalizando tudo que um dia já podemos ter chamado de vida.


Entrelinhas, tu me vês, finge, cega, e não me tocas,

Perde-se entre todos os rumores destes passos apressados,

Olhas em rostos perdidos, nem se encontra, nem me encontra,

Sou ferrugem, fel do óxido, rumor do carbono,

Assim é minha natureza, destrutiva, construtiva,

Imperando todos impulsos para sobreviver,

Através da força, naturalmente.


Estou em teu corpo, na tua sede, no teu sentimento áspero,

Sobre a falta de sensibilidade, sobre a falta de tudo que não lhe falta,

Eu sou a natureza, devassa, bela, genial, incorruptível,

Intangível na hora da revolta arregaçando os espíritos podres da face da terra,

Simplesmente, puramente, com todo meu poder,

Sem dó nem piedade, através da força.



Humberto Fonseca

quinta-feira, 17 de julho de 2014

TV Globo - SP TV - Projeto Cicas

http://globotv.globo.com/rede-globo/sptv-1a-edicao/t/edicoes/v/projeto-cicas-transforma-area-abandonada-em-centro-de-cultura-no-jardim-brasil-sp/3492633/

Prazer imenso ver um pouco do trabalho feito com arte e cultura de 7 anos atrás sendo exposto na mídia. O Projeto Cicas foi uma das minhas experiências mais amplas reais, pois de uma idéia filosófica, idealista, voluntária, consegui exprimir aos meus amigos a importância de um centro cultural, um lugar para debater, criar, expôr, dentro da periferia diferentes formas de socialização e grupos de arte que poderiam interagir com seus artistas, coletivos, as diferentes formas artísticas das quais a população as vezes não tem como produzir, tampouco conhecer.

Arte e cultura se faz primeiramente com pessoas de interesses diferentes, em propostas diferentes, quando existir igualidade, no meu ponto de vista a cultura morreu, virou história.

E nunca quis criar um museu. Arte e cultura pra mim é vida, pessoas unidas, brigando, mostrando suas idéias e interesses sem medo de pôr em prática as suas atitudes.

Vida longa CICAS, saudade sempre existente em meu coração de tantas coisas vividas e milhares de pessoas dos mais diversos cantos do Brasil e do mundo que tive oportunidade de conhecer.

Humberto Fonseca

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Deformando As Posturas - Muito Além Do Bem E Do Mal - Texto Filosófico Poético - Humberto Fonseca


“Deformando As Posturas”

(Muito Além De Viver Sobre O Bem E O Mal)
 

Estudo Sobre:

Além do Bem e do Mal

Friedrich Nietzsche

 

“Ser, estar, viver, ter sem saber, o motivo e o porquê, meu coração silencia com a razão que me aquece, a solidão começa em passos silenciosos pela areia, minhas dores, meus amores passados, o que me remoí sobre as injustiças da vida?”

 Saudade, saudade, saudade... Faz-me tentar de cedo até tarde, recatado estou com essas vozes impossíveis, indecifráveis, destrutível, insinuando que irei encontrar minha alegria.

 Remoto, remonto a paisagem. Imutável, de ares etéreos, me desconheço, sinto-me insuportável, cheio de poderes que não podem ser utilizados. Sem perguntas a mim, eu que tanto falava comigo... Antes mesmo agora emudecido, o que sou, o que faço, o que digo?

 Se já não te vejo mais, “ó minha alma”, não cales sobre os maus espíritos que ousam cegar-te a luz de meus sentidos, o coração que fala tudo do que não escuta, parece que tudo acabou. A certeza incerta de antes, _ sumiu-se?! Será hora de esquecer? Vivenciar outras vertentes, sem silhuetas, prisões, na liberdade instintiva?

 O texto abaixo “Deformando As Posturas” (Muito Além De Viver Sobre  O Bem E O Mal)”, exprimo alguns pensamentos da atualidade em que vivo após permitir o contato da leitura da obra “Além Do Bem E Do Mal” de Friedrich Nietzsche, pontuando algumas opiniões e visões sobre nosso momento de liberdade, e muitos outros sentidos sobre a sociedade que vem particularmente ponderando os modelos, partidos, estéticas subversivas, movimentos particulares que visam tomar e tornar nossas vidas  um tanto mais perturbada do que já vem sendo nos últimos tempos, sem tentar relacionar, explicar culturas, entender pensamentos.

 Antes de tudo, explodir minhas dores atuais sobre esse conservadorismo abusivo e uma liberdade fora do comum da qual estão estaqueando nossas vidas como cruzes pelos diversos caminhos que vamos ter que tomar em alguns anos.

 

 Meu coração sussurra, não saiba da missa um terço, da vida o começo.

Humberto Fonseca

 

“Deformando As Posturas”

1“A maior parte do pensamento consciente de um filósofo é secretamente guiada e compelida a determinados rumos pelos seus instintos”          Nietzsche

O homem ao apegar-se em seus estados físicos, psíquicos, é capaz de traduzir diligência, sutileza, astúcia, descomedido de niilismo sobre os estóicos propósitos, quebrando a particularidade dos cânones estéreis,  asnos que se repulsam com a nossa imperfeita visão de como as coisas são no mundo, não da imperfeição do mundo, pois somos nós a única praga causadora de todas situações absortas dos estados em qual vivemos. Seremos capazes de traduzir as realidades com as condições dos menos favoráveis na sociedade? _ Serás capazes novos filósofos? Os que se dizem novos condutores do contemporâneo. Seus dogmas, rotinas de ambição alegando em seus estudos o dizer de que 3”chegou o asno belo e muito forte”, ou traduzir em suas páginas que somos 4”símbolo da humildade e tolice”, não me venham com histórias hipnóticas, propostas, dizeres,  nada é mais real que a situação em que estamos. Para vos ser mais educado: _ Completamente fudido!

2“Em toda filosofia há um ponto em que a “convicção” do filósofo entra em cena: ou para dizê-lo na linguagem de um antigo mistério”.                 Nietzsche

 A escrita por mais futurista que seja não deve ambicionar o futuro, ela precisa incorporar o presente, esse contrário do tempo que desfaz as resoluções do passado, em tempo algum, ela, a “escrita” pode compreender, deve antes prever como solucionar ou acabar com o bem, o mal, o além de nossas pequenas fronteiras mentais, já que ambicionamos a todo custo dizer que pertencemos à realidade em que vivemos.   5“Não obstante todo vosso amor a verdade, vos obrigais por tanto tempo, tão teimosamente, com tamanha fixidez hipnótica, a ver a natureza falsamente”. Este fragmentos de tenor repulsivo nos torna procurar o brilho da alma do louco que está em nós, 6“A filosofia é esse impulso tirânico mesmo, a mais espiritual vontade de poder, de “criação do mundo’, de causa prima”, um fastio perspectivo o faz compelir por se sentir ‘supra-sensível’, fraco aos temores da vida, e composto em embaraçar nossas capacidades pelas inverdades, ao criarmos ignorâncias do tamanho e valor aos olhos de uma esfinge, e ainda assim, ser um demasiado inato as conclusões de aversão, essa ousadia de ser “malvados-metidos-à-malas” com instintos supra terrenos inábeis, com arco almejando suas setas de inverdades, incertezas, ignorâncias numa transitória cobiça ilusória de zombeteiros inocentes, aduladores, lambe-botas por milênios.  Todo filósofo tem direito ao erro, mas aquele que não vive a rua, os povos, as culturas, pouco vai poder falar sobre a nobreza, se é que posso afirmar, mas dizer sim, do que é este bem e mal chamado verdade.

 As perspectivas se mesclam no fastio popular, conclui-se muito e busca-se pouco, reclama-se muito e muda-se pouco, protestam demais pelas mudanças dos outros, mas pessoalmente muda-se pouco, 7”Não se pode fazer injustiça maior a todo esse buliçoso e exaltado movimento que era juventude, por mais que disfarce-se ousadamente com conceitos grisalhos e decrépitos, do que levá-lo a sério e tratá-lo até mesmo com indignação moral”, pela parcimônia, culpa, em exercer sobre as titubeações incongruentes de nossos antepassados sobre as “antigas morais” das quais eles tanto aperfeiçoaram para acabar nesta putaria da qual vejo chamarem-na de “liberdade”, ou seria libertinagem oculta?

 As condições favoráveis para criar dispositivos inerentes, corruptos fazendo e satisfazendo novas permanências aos que desistiram de ser livres por si só, por seu instinto, de ter a liberdade de ser, não a de “ir e vir”, tampouco a do “livre arbítrio”, esquecendo que ser o que se tem que ser. Deve ter na mente como sua própria liberdade, não um caráter comum formado por todas as substâncias propositais das quais estão nos impondo a viver, ser, perceber, aprender, nos corrigir mesmo estando certo do que somos e de quem somos, e ainda mais porque somos... Sabes o porquê maldito leitor, pois; Porque muita gente vendeu sua alma por dinheiro e desprezo ao próximo, porque muita gente esqueceu a verdade por conceitos metafóricos e rebeliões que de passivas e revoltantes nada tem, nada existe, sôfrega alguns miseráveis por política e ações sociais em nosso país que desconhecem a força do trabalho e o poder pleno da consciência a favor de si primeiramente para depois ser instrutivo ou inspirador à um povo, concluindo a história, tudo acaba em; permanência dos erros atuais.

 A moralidade das quais tantos filósofos perderam sua vida criando e discutindo é ainda hoje a maior influência de gerações passadas e das vindouras, já que nunca soubemos quem somos quem poderíamos ser. Mesmo depois de milênios continuamos com a mesma falta de liberdade, essas questões de pensamentos, uma elaboração do moderno homem, ao constituir toda formação de saberes e estudos (que mais parece ser tudo perdido), ao querer influírem e capacitar suas devidas constituições, validando as origens humanas (nunca suas vontades), seus costumes, qual país não tem uma constituição? Baseados em cartas universais, e tantos outros direitos dos quais o proletários nunca souberam conhecer além da leitura, com valores morais abusivos, (já que realmente não funcionam), dizendo-se pregar pelo bem estar social, pela valorização do intelecto e da vida, direitos e deveres de um cidadão. Não preciso de direitos a partir do momento que tenho minha força pra trabalhar e criar minhas próprias vontades em verdades, ao exprimir meu instinto a todo ser corruptor de nossa essência, prezar esses atos é digno ou crime contra todo seu povo? O valor moral não difere em nada os períodos modernos contemporâneos, vivemos, porém, para depreciar os costumes e gratificar qual sociedade? Qual sociedade tem pensado no indivíduo? Se o próprio indivíduo se exclui da sociedade, e ela também o faz o mesmo.

 Sabemos o que mesmo da vida real? Sei que; os direitos não são iguais, e parafraseando a fala do filme 8“Tropa de Elite” _ Nunca serão! Roubo, corrupção, falta de comprometimento, incompetência, vínculos de amizades entre criminosos estudados, graduados, invalidam a verdadeira sociedade. E a maior de todas as classes “os pobres”, mas se em termos técnicos, no mínimo que seja, dentro de tribunais onde pessoas formadas conhecem esses conceitos, deveriam validá-los, não? 9“É improvável que não te enganes, mas porque afinal sempre a verdade?”, antigamente tinha-se que manter uma dúvida além da outra, uma mentira sobre mentira, porque? Qual o sentido de tantas máscaras para um erro? Hoje ainda não temos como definir? Conotar o ceticismo de gerações passadas que puderam trazer para nós desde as mais fúteis idéias de deuses, bacanais oníricos, dos quais além de serem movimentos revolucionários seduziam o povo para ajoelhar e crer, entregar suas preciosas vidas e respeito na mais pura patifaria social.

 

 Se para um filósofo como Nietzsche não era importante o fato da verdade, em outros casos ele é extremo, arrogante, pérfido e verídico, um mestre em particular para diferir a verdade em seus múltiplos sentidos. Como dominava a escrita, creio eu, que gostava de fazer com que as pessoas tivessem em seus sangues esse teor das letras percorrerem suas veias, pois ler sobre ele é encontrar todas as certezas e incertezas por prazer, sempre meticuloso, lógico.

“É improvável que não te enganes, mas porque afinal sempre a verdade?”   Nietzsche

 A verdade é uma vereda para os fortes, os que não têm medo do destino, tampouco conhece o que é a ousadia das afrontas perante a morte, falo da morte de si próprio, da morte de seu instinto, da morte de suas inspirações, aspirações, ao congratular os sábios com um “não me importa” ou “me importa muito” já que o meio intelectual também deve ser um espaço que constituí as lutas dos que sofrem terrores por causa destas ditas verdades, por ter como provar os eventos, ou, mostrar aos seres as diferenças que lhe foram impostas.

 A verdade além de ter muitos lados e sentidos, visões, experiências vividas, deve ser considerada, respeitada, sem objeção alguma, e mais...  _ Não confunda a verdade com a razão.  

10“Quão venoso, quão ardiloso, quão ruim torna toda guerra prolongada que não pode ser feita abertamente”.   Nietzsche

 O idílio da verdade e razão tão certos, antipáticos, laboriosos e indefiníveis, resulta em um sofrimento interno sem fim. Uma mágoa além da chaga, “não se fecha por motivo algum”, vivemos em meio a estas guerras por valores e disciplinas capaz de criar um ser revoltado, sem causa ao supor que no meio dessas diferenças o pensamento segue perdendo seus instintos.

 11“Para uma guerra ser bem sucedida, existem cinco fatores fundamentais: clima – terreno – comando – doutrina militar – influência moral”, no Brasil vive-se uma guerra atrofiante dos valores morais e sociais, o brasileiro diferente do europeu tem um gosto especial pela mentira, pela falsa esperança, entregue ao engano, incógnito de todas as resoluções, atravessado por culturas e percas de identidade, estamos em um tempo completamente sem fim, onde não existem ciclos completos de nossa educação, somos absolvidos por culturas e modelos industriais que nos torna dia a pós dia incapacitados para o que os homens dizem ser o “futuro – progresso – crescimento”, falo do intelectual, nem quero entrar em assuntos sociais e políticos, não temos causas nem justificativas, queremos lutar, mas como ser um exército de soldados se continuarem apoiando o crime, as drogas, as loucuras ambientais, as diferenças de crenças, raças, culturas, um exército feito de fracos de espíritos, despreparados e principalmente: estamos formando milícias com pessoas sem princípio, na beira do abismo, sem consideração a dignidade, sofre-se por ser digno, sofrem-se por ser o mísero trabalhador, o morador do campo, os excluídos dos cetros e periferias, vendo os playboys se exilarem nas faculdades e nas terras dos gringos, não se respeita mais a dignidade da qual sofremos, o temor dessa guerra não é morrer por ela, mas saber plenamente a confusão interna em qual nos metemos pela falta de esclarecimentos ao seu posto de ação, hierarquia, (já que todos querem ser livres, até demais por sinal), saber quais poderes a exercer e obedecer, acabar em meio a outros perdidos, sem força, intuição, responsabilidade, para quê tirar poder de quem pouco sabe a quem nada sabe? Se estivermos com as mesmas faltas de dignidades para exercer e concluir a revolução pessoal, onde todo o indivíduo continua combatendo seus pensamentos?

 Sinto-me divergente, sem grupo, sem ter com quem partilhar meus sentimentos, para quê iria a uma guerra onde nem sabemos os valores que vamos aprender restituir as gerações, aplicar em nosso futuro como certeza, já que de incertezas, indiretas, pensamentos xucros estou farto, até mesmo nas novas propostas de pessoas que se dizem cultas, puritanas, ou além de nosso tempo o que se pode ver plenamente é a permanência de novos dogmas, não de liberdade. Tenho uma infantil concordância com os corruptores da minha e da sua essência?

 Acostumado com a paz, acostumado com o caos, já nos disse a música 12“somos o que somos, inclassificáveis”, em única alternativa e deliberada opinião para que não deixem conhecer seus instintos, suas vontades, seus interesses, extinguindo todas formas diferentes de conhecer o novo, mas primeiramente, respeitando e aprendendo com o velho, o desconhecido, filtrando sempre em suas lutas e exemplos concluo: O sofrer é uma experiência excepcional, e os que não conseguem respeitá-lo, com certeza, não sabe da missa um terço, não conhece o que é viver, deseja um plano e belo caminho cheio de flores, mar, areia, e nenhuma pedrinha pra não machucar seus sensíveis pés, esperando ver-te morto na guerra, já que o campo de batalha nunca fora  seu campo de concentração.

13“Ponha seus soldados diante da morte certa, onde não exista escapatória, eles não fugirão, nem sentirão medo, não existe nada que não possam realizar”                   Sun Tzu 

“Sobre A Batalha Sem Guardas”

  14“Ser independente é coisa de muitos poucos – é um privilégio dos fortes. E quem tenta ser independente, ainda que com o melhor direito a tanto, sem, porém sê-lo, demonstra que provavelmente não é apenas forte, mas ousado ao extremo”.  Nietzsche

 O homem não pode ser independente na atual sociedade, talvez nunca tenha sido, é pouco os resquícios de seu tempo sem necessitar de um próximo para promover a vida ou um ato relacionado à sua sobrevivência ou a vida em comunidade.  Nem mesmo um morador de rua, no qual a citação acima me parece mostrar o ser humano que chega aos extremos em nossa atual sociedade de ser um “homem independente” capacitado para viver nos extremos da sobrevivência. Ser independente não é uma questão de mobilidade ou indiferença, mas uma defesa de seu caráter. Ser intacto por diversas influências e ao mesmo tempo não desconsiderá-las, surpreender-se, transfigurar os sentidos com a capacidade de homens férteis e ignóbeis, em seus motivos saturados de uma sociedade podre, corrupta, assassina em todas suas camadas e classes, ou pode ser ainda muito pior ao ver um modelo de colônia que se tranca aos motivos externos, a fim de fazer ou propor um meio de vida mesquinho, incapacitado, fechado, imposto por líderes menores, “qual diferença entre um grande líder e um pequeno?”, não acabaria um destes a finalidade de chefe? O manda ordens de sua sociedade? Será que ela não pode acabar com os mesmos males da qual a fez nascer e trancafia-se? Posso ver plenamente que neste coração só Deus pode pisar, e afirmo pra morrer de peito aberto pelo preço da vitória de que isto seria a fraqueza imposta por líderes mais radicais que os mundiais.

 Ser independente é uma exigência de seres que se sentem líderes, e que sabe a importância de um grupo respeitando-o, mas este no fundo não deseja ver seu próximo livre, independente de seu modelo nefasto de independência, poder ficar ou partir, ser ou não, dizer ou calar. Em seu fundo que se rastejem em seus conceitos metódicos de uma falsa filosofia para arrebatar nossas opiniões e trancafiar a luz de nossos pensamentos. Seres audazes, conhecedores de diversas vivências com povos dos quais os torna iguais, nunca diferentes, os diferentes tem que ser excluídos para que se forme um bandinho nojento, uma racinha inapta, por que tanto medo da diferença? Para quê tanto amor a igualdade? _ Não estamos aqui falando de constituições e deveres de um cidadão, quero buscar a idéia que criaram sobre sermos independentes ou como Nietzsche diria; “espíritos livres”, dos quais ainda afirmo que além de nossos espíritos temos que ter consciência, percepção, vontades, amores, e tudo quanto te deseja desde que não afrontes o próximo ou insira sua aspiração ou concepção com autoritarismo, a vida não é um exército do qual temos um regimento, arbitrando povos que não os torna inferiores ou superiores, em uma escala igualitária, mesmo que fossemos iguais a eles, eles se diferenciariam por seus princípios, modos, compartilhando e fazendo a exclusão de valores que não lhe agradam.

 Todo homem é com certeza independente, tudo vai modificar-se dentro dele, por ele, para ele, quando ele se entregar aos modos de vida que desejam torna-lhe igualitário ou indiferente sem que seus princípios sejam perturbados, sua dignidade afetada, o ser independente não tem encaixe, ele molda-se, faz suas características e confrontos integrar todo e qualquer sistema, podendo ver, viver, escutar, participar, desde que suas ações também sejam aceitas, até porque, todo homem digno dentro de uma sociedade, pode vir ser até mesmo um simples morador de rua, deve ter sua integridade física, moral, intelectual, respeitada, acredito que filósofo nenhum aprecie e goste da violência a ponto de apoiá-la como força superior para manter um estilo manufaturado de cultura.

 Quanto mais se vive mais se conhece. Quem é mesmo o filósofo ou artista capaz de dizer até que ponto o homem pode ser independente? E qual sociedade poder ser dona da vida de um ser humano? Ainda estaríamos inspirados nas raças arianas, ou aplicados ferozmente para viver buscando ter escravos? Sinto-me farto das antigas senzalas, quanto mais às modernas.

 Independente todos é. Este ou aquele pode ir, voltar, viver em qualquer espaço que sua matéria ocupe o espaço, lugar, pois além de ser um nobre senhor de sua vida e mentiroso de seu destino, aquele que nunca ousou sair de sua segurança e contemplação da comodidade para viver as violências que um homem faz, sofre, vê, no mundo atual, muito mais seremos  este ser independente se soubermos o valor do outro.

15“A dureza e astúcia são talvez condições favoráveis para o surgimento do espírito e do filósofo forte, independente do que essa afável, fina, tolerante boa índole e arte de não se importar que se aprecia num douto, e com razão se aprecia”                  Nietzsche

  Os tempos mudaram, nós devemos mudar. Desde que o filósofo saía de sua cadeirinha macia para viver, não é mesmo Nietzsche?

 16“Livros para todo mundo são sempre livros malcheirosos: O odor da gentinha gruda-se neles. Ali onde o povo come e bebe,mesmo ali onde ele venera, ali costuma feder”.     Nietzsche

 Aquele que tem o pudor não suporta ser derrotado. _ Seria o mesmo caso para quem tem poder, só que este segundo, diferente do primeiro, tem a certeza de que de alguma maneira vai vingar-se. Não é como um esportista que pode até enfurecer com a derrota, sábio que seu poder acabou quando foi derrotado, buscando assim se preparar com infinitas coragens e capacidades para enfrentar os novos desafios. Este tipo de homem poderoso “aos olhos dos fracos de espírito e coragem”, com seus princípios lógicos e morais, podem ter todo “senso imoral”, e mais belo ainda é se ele sabe matar seu ódio e conhecer a vítima, (quis dizer vitória), lhe doe muito conceber em seu intelecto que foi derrotado por outro melhor, ainda que este seja menos instruído, pobre... Muito mais lhe aumenta o pudor e o ódio.

17“Há quem saiba turvar e maltratar a própria memória, a fim de vingar-se pelo menos desse consabedor: O pudor é inventivo”.    Nietzsche

  Ocultismo não faz parte do homem que respeita seu caráter. As máscaras sempre vão ser derrubadas por simples, modestos, homens que desejam construir perante suas faces uma infinidade de coisas ou sentidos. Todo conhecimento tem a importância de exercer sobre nós essa fria e dura ambigüidade: O entendimento. 

18“Para novos filósofos, não resta qualquer alternativa: Para espíritos fortes e originais o bastante para dar impulso a valorações contrárias e transvalorar, inverter “valores eternos”; para percussores, para homens do futuro que atem no presente o nó da coação que compelem a vontade de milênios a seguir novos rumos”.     Nietzsche

 Ficaremos satisfeitos? Nunca! Há sempre algo novo, algum caso pra colocar no arquivo ou outro para reabrir, um inusitado a fazer, igual a repetir, caminhos diferentes, e até mesmo as vezes até mesmo precisamos retornar por eles pra saber onde acertamos, erramos, se vamos colocar as mãos nas obras novamente para iniciar ou por fim.

19“É o seu instinto conservativo que os instruí a serem ligeiros, levianos e falsos”.    Nietzsche

 Toda crítica tem seus lados construtivos e destrutivos, através de inúmeros conhecimentos podemos elevar nossos sentidos ou abatê-los, em tempos onde as pessoas parecem viver apenas de “martírios e sofrimentos”, como uma maneira nobre de se viver, escuso aos pensamentos de luxuria, bens materiais, por uma penitência com abreviação, ministrando educação de um povo que não têm direitos, ou por menos que seja sua capacidade de protestar por eles.

 20“O temor desse instinto que se suspeita, que se poderia entrar na posse da verdade muito cedo, antes que o homem tenha se tornado forte o bastante, duro o bastante, artista o bastante”...        Nietzsche

 Todos sabem os males que fizeram as igrejas antigas as sociedades, as modernas instruíram-se em piorá-la, sacerdotes incitaram a morte de Jesus, e o “amor de Deus pelo homem” que Nietzsche fala em (Além Do Bem E Do Mal) onde fica? Há escuros e clarões, mas só nós sobreviventes a essas tempestades de pensamentos compreenderem esses vários enigmas. Desde quando o homem aceitava? Se existe revolta popular hoje, naquele tempo não havia?  Se em tempos claros da nossa modernidade já se sabia dos trabalhos forçados de artistas com a igreja, não tenho ódio ou revolta contra qualquer religião, mas a literatura de Nietzsche e Voltaire, passaram de um pensamento de indignação, instrução, em certos momentos para a total obrigação de ser covarde, insolente, sem postura a um objetivo, se é que com suas histórias objetivaram algo além de instruir pensamentos, dando realmente aquele nó na garganta para a falta de paciência, ciência, ou estudo para lê-los.

 Sua paixão pela crítica fez dele um pessimista auto-crítico, incapaz de silenciar e sentir, cuspindo insultos com medo da vida, trancafiando-se ao perder seu amor, um dos poucos filósofos que respeito,  cultuo nas minhas estantes e leituras pela perspicácia do neologismo criativo e violento, sua capacidade de pensamento me conduz a ambivalência de sentidos evolutiva e dispersa nossa conclusão de seus pensamentos, deixando em sua obra os pensamentos raros e de estima sabedoria. Leio Nietzsche quando me sinto nojento, imundo, farto do mundo ao meu redor, pois posso com ele sacrificar meus saberes.

21“O que é feito com amor, ocorre sempre além do bem e do mal”.                Nietzsche

 A filosofia que busca “dominar” tem a auto-afirmação  de “si”, concluí em pernas curtas, corridas fúteis no túnel do tempo em nossa humanidade sua inútil formação, degenera as idéias das quais os homens sofreram para construir  contra o próprio “negro costume de dominar” ao invés de dividir, compartilhar, não fazer espaços para um ou outro, mas tornar o ambiente agradável onde todas gerações contemplem o passado, o presente, o futuro, onde saibamos que lutar pela liberdade nem chega perto dela, sendo está a mais atual e contemporânea “dominada e livre”, seres humanos que ainda buscam em séculos passados a imagem do homem do futuro, sendo este cego pelo passado, e até mesmo guiado por ele, já que grandes evoluções e estudos de nossa humanidade foram criados por homens das quais vontades sempre superaram a tecnologia de seu tempo, conclui-se pois; o que dominar? Quem? Por quê? Se todos dizem lutar e viver por liberdade.

 Os próprios filósofos se perdem se por acaso desejam ver um domínio, ao querer  domar técnicas ao invés de estudá-las, interpretar os fatores, as construções, há não ser que o mesmo esteja apenas discutindo o assunto, nunca vai poder encontrar a saída, mas encaminhará seus pensamentos para outros caminhos.

 Quem foi o imbecil que descobriu através da filosofia a verdadeira expressão da vida?Até mesmo Deus trabalhou exaustivamente por ela (a vida), ao invés de prender-se em salas de senhores em busca de retóricas tardias e conversas de bares, não importa o motivo de nossas guerras, a paz ainda é mais importante que todos nós, e principalmente a paz intelectual da qual estou tentando descrever, a paz de nossos pensamentos sem transgredir culturas e modos de vida por ser diferente, ter sua intuição e pensamento independente dos recintos e ambientes dogmáticos, não buscar induzir críticas satisfatórias e comportamentos, como diz aquela música; 22“tanta gente se esqueceu, que a verdade não mudou”.

 Gritar sobre a liberdade, nunca será a própria liberdade, é preciso ir adiante, e se for por um motivo maior, onde a própria defesa transforme-se em violência, use-a. 23“Evite a força, ataque a fraqueza”, e se realmente gritamos por essa liberdade é porque existe um domínio, que se perceba nos olhos, nos modos, nos sentidos, na incapacidade, sem a coragem de ser independente será uma condição indigna de realizá-la.

 Quando desejamos cruzar um terreno, uma fronteira, um além de nós, os poderes substitui nossas convicções, resoluções, e se for lutar com nossas súplicas ficaremos distantes do objetivo, de libertarmos nossas dores através de dores ainda maiores que fizeram com que suportássemos esse violento teor social do qual atravessamos sem perceber a partir do momento que nos acostumamos com a dor, e se for possível implante na mente  a prática de ir muito “além do bem e do mal”.

 Toda política estraga o homem que busca em seus versos alguma filosofia. 23“Os perigos para o desenvolvimento do filósofo são hoje na verdade tão variados que é de duvidar que esse fruto ainda possa mesmo amadurecer”, são muitas causas por direitos, terras, deveres, manter ou alterar o curso das culturas, sobretudo satisfazer os direitos pela liberdade sexual, da qual vemos uma verdadeira batalha intelectual entre ditadores, políticos, mestres de seitas e religiões, nobres estudados, e uma população da qual pouco entende e usa as práticas no seu dia a dia, é um misto de insanidade muito superior ao homem, pois até aí o sentido do homem na face da terra se perde completamente, e não me tratem como libertador de porra nenhuma e tampouco conhecedor das dores de cada um, mas para que estaríamos afinal neste planeta? Brigar, discutir, não mais reproduzir, nos tornarmos máquinas artificiais ou seres humanos superficiais? Se nossos respectivos organizadores da vida e do mundo tivessem o poder de fazer a terceira, a quarta, a quinta guerra mundial, eles a fariam por simples revolta instintiva sem ao menos um pensamento em favor da humanidade, homens com remotas dores em seus âmagos buscam destruir, sobretudo os menos favorecidos dessa estupidez da qual vemos aflorar no mundo, nos tornando cada dia mais revoltados e menos sensíveis as particularidades de cada um, em uma briga desleal de poderes por não conseguirem nos adestrar com suas ações políticas. 
“Exumando O Isolamento”

Sou um daqueles renegados pelo sistema, pelos cultos, pelos paridores de feitios e rapsódias, incongruente ao comportamento de linha reta, não me entreguei ainda a estes momentos sombrios dos quais tentam exibir e adequar às pessoas, e nem me ponho ao meio de falsos libertadores, pregadores da paz, sou do tipo amor a quem busca amor, paz a busca paz, e guerra a quem nos quer guerra, e graças a Deus que ele não me deu poderes, ele não daria “asas a cobra”, e meu maior amor pela vida fica sendo a diferença entre os homens.

 Interpreto a condução atual em que vivo através deste livro por ter mostrado algumas alusões filosóficas que sobreveio, em uma sociedade adestrada a corrupção, não desejo modificar ninguém, o ser humano deve ser capaz de observar seus erros e mudar para melhor, ou quem sabe até mesmo para pior, se o homem das cavernas pintou paredes, sem saber que já era um exímio grafiteiro, eu lido com folhas em branco e canetas, uso a minha pouca Inteligência e conhecimento bruto para reação das relações superiores que desejam dominar-nos em toda forma de vida e questionamentos, pois de onde venho não existe filósofos, mas assassinos de toda e qualquer filosofias, aos homens poderosos e terríveis, os que se acham dono da situação vos digo: _ Sei usar muito bem um facão pra cortar cana e decepar membros!i

“A espiritualidade elevada é precisamente a espiritualização da justiça e daquele bondoso rigor que se sabe incumbido de manter no mundo o ordenamento hierárquico entre as próprias coisas – e não apenas entre os homens”.                   Nietzsche

 Contentem-se com suas riquezas, mulheres, vossas belas casas e toda tecnologia em que viveis, pois a verdadeira vida em sentido não vai me obrigar meus pensamentos aceitarem vossas concepções mitológicas, astrológicas, políticas e prazeres sensuais... Mas se não sou o exemplo na minha forma de vida, o que poderia ser? Igual a vocês? _ Só se um dia mudar de lado, e com certeza, será para mais distante de vós.

 Sou mais valente, medíocre, mesquinho, hipócrita se for possível para ir além dos que se sujeitaram, roubem minha capacidade e estilo de vida, mas não questione minha moral. Onde você estaria com seus pensamentos ao querer ser aceito por uma sociedade, uma tribo, um estado, nação, com vidas insuportáveis desejando que faça seus deveres?  _ Ficas bem longe da filosofa poeta... 
 Mas serei realmente um escravo do qual sabe plenamente o mal que estou fazendo a mim ao invés de quere “dominar” outros, o domínio é uma forma que abominei do meu ser, nem mesmo a escrita eu domino, busco do meu ser expurgar os pesares destes grotescos senhoris. Nesta terra “mós quiridos”, só domino as mulheres que se sujeitam sentir o calor da pele mestiça brasileira, e diga-se de alguma maneira; _ Pau na Europa! Em momentos de euforia abandono a filosofia, vai ao papel o formato visível de quem sou, não tento compreender ou explicar, isto é tarefa de quem deseja fundir as minhas capacidades, erros, absurdos, tenham autoridade para questionar, e cá pra nóis meus senhores, estarei eu lendo o texto errado? Não tenho a graça e gênio comum dos seres inferiores ou acima de meu intelecto, a minha reminiscência faz mostrar na escrita um guerreiro sem alusão as batalhas, até porque as que falo vivo, e as que não vivi já estou me preparando, astuto, com destreza, e uma confiança da qual aposto os senhores agora temerem, sabe porque?

 _ Meu estudo é a prática!

 Vivemos um período do qual faltam homens, estamos rodeados de cobaias subversivas, entregues a pontos fictícios, sem estrutura celular suficiente para sequer largar da mão o maldito celular. Embebidas de orgulho, manipuladas por festas, inibidos de carência, incapaz de demonstrar que eles suportam o poder. Mas detestam as lutas, as batalhas, as guerras das relações interpessoais por viver em um co modo espaço manjado há tempo e que se tem a firme porcentagem de viver em um banco de praça seguro inesgotável de  paz, afeto, amor, carinho. Eles não teriam coragem sequer de ilustrar alguns desses pensamentos, quanto mais lutarem por eles.

 Só a inveja, o ódio, o amargo, a injúria, o poder de pensar em ter poder parece os unir para deformar os modos de vidas mais raros e distintos que lhe tentam com muita fé e força de vontade estar entre eles, pois parecem meus amigos, que a sociedade se acabou e esgotou-se de esperança, mas continua entregando-se com força ao pudor e declínio. Só isso os uniu. Digo-lhes 24“eu não quero ganhar, eu quero vencer”, até porque vocês sempre ganharam tudo, nos tomaram tudo, menos o valor que ainda brilha dentro de algumas almas que sabem revoltar-se com consciência e respeito aos seus próximos, vocês tomaram tudo de todos e mais alguns, pois sabem unir-se para banir o justo, o que causa tormentas aos mais tristes e profundos atormentados. Retribuo guerra com guerra, paz com paz, e se for possível, por mais que deixe pegadas de sangue pelo caminho que passe, não temo em ter que aplicar o sentido e minha inteligência para matar a falsidade que me rodeia.

 Unam-se pela falsidade, e mesmo que venças o justo, o tempo vai mostrar o quão derrotado e hipócrita foram, tudo que fizeram no passado está encoberto, e achas que o futuro vai perdoar? E o ditado que: _ A mentira tem pernas curtas. Vai ficar enterrada também? Se depender de mim, não mesmo. Todos estes pobres de espíritos capazes de sistemas diabólicos, donos de culturas, metidos a seres raros, rasos, burros por apenas ver e seguir o poder, os tais paus mandados, pés-de-pato, jagunços da liberdade alheia, estão cegos pela falsa democracia e domínio de seu senhor, seres podres, dos quais posso morrer em paz enquanto os vivo para atormentar seus espíritos.

“Nada é mais contemporâneo do que a fraqueza de vontade”       Nietzsche

 Piedade é para os fracos. Há justiça, mato e morro por ela, mas não serei nunca confundido com vocês, que se entregam ao exílio em terra própria, que tem medo de morrer pela sua própria liberdade, sou gênio da guerra e da conquista quando desejo uma batalha. Por isso entendo a revolta ao homem de bom coração, paz de espírito, incapaz de fazer uma junta militar para assassinar um simples camponês, impor poderio, aramar trincheiras aos que nunca tiveram um porque de lutar, sendo sempre, nós, homens pobres que acabamos sofrendo por suas atitudes desleais, espero que o povo possa fazer como no Vietnã, que venham matar seus soldadinhos de chumbo com simples palitos de fazer sushi, pois não vamos se entregar nessa patifaria violenta que vocês criaram e agora após ver a nossa atitude querem “cagar pra dentro”, foram vocês que pediram,  espero que meu povo não recue um milímetro, pois eu também não volto um sequer, e bem dito por um dos caras que muito me inspira; 25“Um passo a frente, e você já não está mais no mesmo lugar”.  Sociedade racista, hipócrita, mesquinha, malfeitora,  que se diz se diz criadora de “um mar de oportunidades”; sua inveja pode matar minha filosofia, mas sei, que aos olhos, puramente encarado, ao se deparar com meu corpo, a idéia é outra.  26“Talvez ele mesmo tenha de ser crítico e cético e dogmático e viajante e decifrador e historiador, e além disso, poeta e colecionador e viajante e decifrador de enigmas e moralista e adivinho e “espírito livre” e quase tudo para percorrer o âmbito dos valores e sentimentos de valor humano”.               Nietzsche

“Quando um homem perde seus instintos, ele não passa de um rato de laboratório”, o grifo é meu para trancar suas águas, porque o coletivo é uma propriedade sem dono, e o meu desejo deixa em órbita os sem esperança, por saber que certos inimigos tem mais lealdade do que alguns que se dizem amigos, mas por saber que a disciplina é um ensinamento guiado aos mordomos, perde-se muitas batalhas quando o objetivo é a vitória, homens de atitude suportam a dor, ateiam fogo no inferno, só que hoje, ouvi a voz de Deus dizendo: Apressa-te para o bem.

Ação – Vontade – Causa.

Verdade – Obrigação – Síntese.

Interesses – Justificativa – Guerra.

 Nos tempos atuais um ser humano assim é considerado como depressivo, orgulhoso, ao sentir-se atacado pela sociedade, por não se vender a um modelo já formado, de estilo de vida, que não se intimida pelas imposições, superior apenas por ter um equilíbrio de pensamentos e não se entregar a esses seres fantasiados de loucuras e fracassos, que repudia estes “novos talentos” entregues na orgia, “novos talentos” nas drogas, “novos talentos” na prostituição, marionetes, fantoches do mundo, brinquedos do submundo usado como artilharia de frente de milícias imundas, é o novo mundo, a nova era, ao novo consumo imundo do viver, a mais pura e relevante inteligência moderna que temos com letras oriundas de músicas eletrônicas.

27“É preciso forçar as morais, antes de tudo a se curvarem diante da hierarquia, é preciso imputar-lhes a sua petulância – até que elas se esclareçam mutuamente de que é imoral dizer: O que vale para um vale para todos”.                     Nietzsche

“A Importância da Leitura”

28“Até agora, todos esses extraordinários fomentadores do homem que são chamados de filósofos, e que raramente sentiram-se amigos da sabedoria, mas antes loucos desagradáveis e pontos de interrogação perigosos – encontraram sua tarefa, mas afinal a grandeza de sua tarefa, em ser a má consciência de sua época”.             Nietzsche

A rua é nossa batalha, por isso pintamos nossas histórias apagando suas guerras mesmo que seja de latas vazias, sorriso amarelado, sem tentar compreender, pois é um momento de resposta momentânea, de repulso, de  explorar esse conhecimento sem ter o que nem porque, pela simples satisfação de lhes fazer sentir no mínimo que seja um segundo de nossas dores, ou que seja só minha. _ Não é revolta, é resposta.

  29“Quando um falcão fratura o corpo de sua presa é porque a atingiu na hora certa. E quando águas torrenciais movem pedras é por causa da oportunidade”.        Sun Tzu

 A coragem diante do horror te fará pensar sobre o confronto direto, a estratégia é um treinamento constante, decidir ação é fundamental para executar a missão, em meio a esta corrupção só posso afirmar que é um sistema capacitado para denegrir o ser humano no favorecimento inspirando a progressão da maldade, quem oprime gera violência, cobre o destino das grandes massas, seja pela política, seja por movimentos que se dizem revolucionários, 30“engane seu inimigo e capture o objetivo real”, não mencione, cumpra, não faça, pergunte, se informe quantas vezes for possível, você está perseguindo um objetivo ou seus pensamentos?

 “O maior será aquele que puder ser mais solitário, o mais oculto, o mais divergente, o homem além do bem e do mal, o senhor de suas virtudes, o riquíssimo em vontades, precisamente isto deverá se chamar grandeza: Poder ser múltiplo quanto inteiro, tão vasto quanto pleno”.     Nietzsche

 O que é grandeza? 30“Entidade suscetível de medida nobre, pomposo”, seria construir os maiores monumentos, ter as melhores tecnologias, para mim, grandeza, é uma pequena fonte, um fio de água dentro do homem capaz de transformar imensos rios desaguando em mares que lhes engolem. Ou até mesmo, o minúsculo esperma que faz os maiores seres humanos.  A grandeza torna-se elevada quando se é suscetível a serem pequenos para olhar todas as coisas e conseguir construir ou manter um sentimento, vontade, força, expressão, uma ideologia que pode vir sair como uma das menores coisas de dentro de você.

 “A inconsciente manha com que todos os bons, gordos, eu  bem comportados espíritos da mediania procedem para com os espíritos superiores e suas tarefas, essa manha refinada, intricada, jesuítica, que é mil vezes mais sutil do que o entendimento e o gosto dessa classe média em seus melhores momentos – mais até do que o entendimento de suas vítimas - : O que prova mais uma vez que o “instinto”, dentre todas as espécies de inteligência até agora descobertas, é mais inteligente. Em suma estudai psicólogos, a filosofia da “regra” em luta com a exceção: Tendes aí um espetáculo bom o bastante para os deuses e para a maldade divina! Ou numa linguagem mais atual: Praticai a vivissecção do “homem bom” de vós próprios!”       Nietzsche

 Falar de grandeza é inanimado, mas fazê-la é uma prática ardilosa de ambições em um só homem que se inspira em muitos, ou de um grupo que inspirado por um se fundem em uma determinada missão; uma grandeza conjunta, voluntária, especialmente individualista, a grandeza é uma naturalidade do homem que ainda se confunde com o orgulho, audácia, refletimos nesses seres as nossas invejas, às vezes por sermos tão pequenos até mesmo para seus olhos.

 Os brasileiros ainda não concebem a liberdade das filosofias dos ambientes coletivos, preferem mascarar os ambientes de crescimentos confundindo suas histórias com tantas outras festinhas, parecem desconhecer o mundo atual, e nunca sequer visitou o velho para passar as vistas, mas acabam exprimindo o reflexo nos sofrimentos visíveis da humanidade.

 31“Assim por exemplo, essa genuína associação filosófica de uma espiritualidade ousada e alegre, que corre presto, com uma necessidade e rigor dialéticos que não dão nem um passo em falso, é desconhecida da experiência da maioria dos pensadores e doutos, e por isso, caso alguém quisesse lhes falar a respeito, seria julgada inacreditável”.             Nietzsche

 Identidade poeta. Caráter poeta. Conduta poeta. Coragem poeta. Ignorância contra ignorância, força contra força, afinal de contas tu não estás desamparado nas palavras que lhe inspiram a partir na gôndola do sentimento sem paixões. 32“Mas isso basta, a questão está sempre em saber quem é este, quem é aquele”, mediocridade que faz em minha consciência um turbilhão de vontades, não de anseios, um turbilhão de vontades, não de medos, um turbilhão de alegrias, não de tristezas, e um turbilhão de amor para os que me odeiam. Pensamentos burgueses, feudais, em plena força e funcionamento nos tempos atuais, onde já deveríamos ter lavado essa roupa suja há tempos, sujeição deste mero poder de igualdade, diferença preconceituosa de seus nobres espaços, autonegação afirmativa de nossos direitos, (tanto pela esquerda, quanto pela direita), malditos e fajutos conceitos de vida própria esquecem-se de elevarem os “menos favorecidos, esquecidos”, perdidos nos olhos de uma falsidade ideológica simplificando a boa aparência, os bons costumes, educação integral, e um monte de ignorâncias que a sociedade faz questão, como se tivesse a oportunidade de crucificar Jesus, ela com certeza, crucificá-lo-ia todos os dias.

 Como nos disse Emicida: 33“É cada um com sua cruz jão, Alá Jesus, andei no mei duns cuzão, cedi? _ NÃO!”, continuando a música; “a dor dos Judeus choca, a nossa gera piada”, ao amor eterno entrego este pensamento, e que a maldade de atormentar os povos como fizera a Alemanha de Nietzsche não tenham mais poderes sobre nós, que a ignorância dos E.U.A não volte a bombear destinos, que o Brasil não venha ser dominado por facções intercessoras de direitos e poderes, tentaremos algum dia dar o melhor de nós por desinteresse tentando contemplar os sentimentos nos mínimos detalhes, não mais voltar a detalhar nos mínimos detalhes as maldades  sofridas, a vida já é um eterno sacrifício de sobrevivência, por ambição, dignidade, arrogância, dogmas, novos panoramas que estão sendo criados sobre as obscuridades, baniremos estes que buscam criar rituais escabrosos de doentes mentais por poder? Nossas aspirações podem quebrar ou manter essas doutrinas, se posicionar contra ou a favor não é uma obrigação, mas acredito que a conduta para isso é ser independente de si, de padrões, para quem sabe se com o tempo podemos ter indivíduos que consagrem a individualidade e respeito em vivermos como um só povo.

 34“Mas quem realmente fez sacrifício sabe que quis algo em troca e recebeu – talvez algo de si -, que cedeu aqui para ter ali, talvez para ter mais ou sentir-se “mais”.   Nietzsche

O homem medíocre do qual estamos diante expressa essa falência exterior do seu modo de vida, cultura, até mesmo preponderando em sua falta de status o caráter suscetível, cheio desse poder medíocre não se abstém em comportar todas as formas e ser livre dessas justificativas de ser um homem superior, sendo este o mais nobre de todos, porque buscando além de sua sobrevivência toda sua estrutura foi uma forma de adaptarem-se as necessidades invariáveis desse sistema falido do qual se mantém integro e perspicaz, 35“os maiores pensamentos são os acontecimentos”, a nobreza tornou-se um terrível obstáculo da sociedade, apesar de nossas culturas e gerações vindouras não conhecerem os homens considerados nobres, temos em vista que...

 “A alma nobre tem reverência por si mesma”
Nietzsche

“Use o intelecto sobre a força, o verdadeiro segredo de vencer a guerra é não lutar”.                                                                                                                                                            Sun Tzu

 Qual o valor de um sorriso? Qual o valor de um abraço? Qual o valor de um amigo? Um novo momento, um novo sentimento, um novo amor... Qual o valor de um livro? Sendo que alguns já salvaram vidas, outros foram capazes de fazerem guerras, dando, doando, psicologias, sabedorias.

 Poeta que sou, vos digo; Os vencedores de uma guerra por interesses esquecem os guerreiros de suas batalhas, abandonam-nos depois de vitoriosos, sentem-se fortes por ocuparem uma fortaleza, sou o artista largado na batalha, sozinho, na vontade, sem colete no combate, punho e mente aberta ao confronto apagando as guerras... Da falta de conhecimento, estrutura familiar, através do simples fato, de ler e escrever.

 Um homem analfabeto é esperto, inteligente, sábio em sua cultura, modo de viver. Mas com a digital de seu polegar não pode escrever um texto, um verso, um poema, um soneto, e mais revoltante ainda não poder ler um anuncio, assinar seu nome, entender o que está descrito no seu holerite.

 Estamos no mais alto grau contemporâneo, expoentes de tecnologias, sobrevivências, valores humanos, concluímos o que seria óbvio, técnico e sustentável para a natureza, filósofos, escritores, profetas, gênios do entendimento ou hipóteses citaram para um futuro que vinha, mas já chegou... Pensar que isso começou com um ser racional riscando paredes, fazendo pinturas, tentando de qualquer maneira deixar uma linguagem para ser lida, compreendida, ou simplesmente vermos que o homem já era um grafiteiro moderno sem saber.

“Raça de víboras, como podeis dizer coisas boas sendo maus? Porque a boca fala do que está cheio o coração. O homem bom, tira coisas boas de seus tesouros, e o homem mau, do mau tesouro tira coisas más. As Mas eu vos digo que toda palavra inútil que os homens disserem, darão conta no dia de seu juízo. Pois pelas tuas palavras serás justificado, e pelas tuas palavras serás condenado”   Mateus; 34 ao 37

 Com o hábito da leitura os posso experimentar, entender, construir, observar a escrita. Podemos conhecer um novo mundo, um velho mundo, com a leitura. Atravessar os limites, as barreiras, até mesmo o desconhecido... O primeiro poema que me trouxe essas reflexões chama-se “E Agora, José”, de Carlos Drummond de Andrade, e sempre que me vem algum aperto na vida se pergunto, “e agora, José?”, como lutar pela leitura? Literatura? Conhecimento livre? _ E agora, José? O que falta? Tecnologia? Espaços para leitura? Pessoas engajadas? _ E agora, José? Livros? Políticas públicas? _ E agora, José? Tudo isso e mais um pouco lhe falta, mas os principais fatores seriam; Tempo e incentivo.

 _ Certo amigo poeta um dia em um debate fervoroso comentou comigo: _ Como fazer com que um cidadão que trabalha de dez a doze horas por dia dedicado a sobrevivência ler um l-livro?

 _ Pensei... O pior é que nossa população não lê sequer dois livros por ano. 

 Seria preocupante? Vergonhoso? _ Não! Não mesmo! Temos um incentivo, uma barreira para transpor, uma contradição social para abolir, lutar, mostrar indivíduos independentes de uma educação que a leitura nos faz viver, mostrar que a leitura é uma educação, e que nossa própria educação precisa ler mais, muito mais... _ Não é mesmo José?

 Um leitor não é um alvo, é uma arma, contra as arrogâncias, preconceitos, até mesmo conceitos. Um escritor não é um professor, mas pode ser. Poderia passar horas citando autores, frases como a de Nietzsche; “Nada é mais contemporâneo do que a fraqueza de vontade”, da qual posso afirmar que nada é mais valioso do que aprender, ensinar, dividir o bendito conhecimento, acrescento ainda, que para um poeta suburbano, crescido na violência os guetos, nada fora mais valioso para mim do que a leitura.

 

Humberto Fonseca

 


Bibliografia:

Texto: “Deformando As Posturas” (Muito Além De Viver Sobre O Bem E O Mal)

Autor: Humberto Fonseca

EuCor Reprime Brasil, Santa Catarina, Imbituba

Data: 09 de Junho de 2014

Estudo Sobre O Livro: “Além Do Bem E Do Mal”

Autor: Friedrich Nietzsche

Citações de: Friedrich Nietzsche, Sun Tzu - "A Arte da Guerra", Grupo Inquérito, Chico Science & Arnaldo Antunes, Emicida, Versículo da Bíblia: Mateus; 34 ao 37, Roberto Carlos “Música: Todos Estão Surdos”, Chico Science, Bordão do Filme: Tropa de Elite.