sábado, 18 de junho de 2011

Mastigar Poesia, Praia da Ilusão (Novas Métricas III)

mastigar poesia,
comer o tempo,
suprir'as-supras'renais,
debaixo dos pinheiros...
 
          
         o mundo é lindo,
               o limite é limitado,
                     presente de imitação,
                           é o que dá e o que se faz.
                  
                                                                                                        se o sereno,
                                                                                                        que se fez sem sol,
                                                                                                        tomar o ar,
                                                                                                        vaporiza.
 
 teu mar encantado,
       da barra,
            nas pedras
  poderosas,
         magnéticas,
   donas de silêncio,
  pertencentes do remoto,
  tão calma,
         e sombria,
   era,
   a tua voz surgindo das ondas.

                                                                    [sou cego,
                                                                    quando vejo o celeste].

                                         tua divinez,
                                                      imersiva,
                                                                 transitória,
                                                                              me capta.
                                                                                       ao branco do'luar,
                                                                                                no entardecer de um sonho.

 __ me vinhas assim:

  "Descalça, de vestido, sobre a areia a segurar o colo, (eu tentava olhar pra baixo e não conseguia), tinha um foco de luz, era como uma imagem "olho de peixe", onde só tinha o centro como fonte reveladora das lembranças, e era tu o fundo esplanado, de cor rosada, pele de pitanga, saputí'morena a desaflorar, a correr, a rir, não sei pra quem, não sei pra onde, mas estavas feliz... essa parte que visualizei do seu vestido era linda, em V, bem decotado, com ombros aparecendo, no aperto do tomara-que-cai, mas que não caía'nunca..."

...do qual me fez recordar um poema, que aqui mofava nas escrituras velhas, composições que não mostro, que são poesias muito indiferente a tudo que me pertence por esses espaços porque acredito ser elas a minha condutora na escrita, me refazendo nessas métricas.

 Praia Da Ilusão_ poema de novembro de 2006

Sempre que tenho tempo,
Desligo-me dele.

Durmo acordado,
Levanto deitado,
Ando parado.

Na praia da ilusão,
Um louco lúcido,
Com papel e caneta...

Não vê sol,
Seco-me na chuva,
Não ouço o trovão.

... vejo raios apagados.

O maremoto é uma onda,
Não existe lixo algum,
Com o beijo da...
Volto dessa ilusão.

__ Foi um sonho...?
Preciso dormir de novo.


Humberto Fonseca

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Abaixo-assinado Terra e Justiça para a Comunidade Tradicional dos Areais da Ribanceira, Imbituba - SC Do blog: Periferias Paulistas

Petição Pública Logotipo

quinta-feira, 16 de junho de 2011


Abaixo-assinado Terra e Justiça para a Comunidade Tradicional dos Areais da Ribanceira, Imbituba - SC



Eu já fiz a minha.

Abaixo-assinado Terra e Justiça para a Comunidade Tradicional dos Areais da Ribanceira, Imbituba - SC

Para:Ministério Público Federal - Procuradoria da República em Santa Catarina

Os signatários da presente petição MANIFESTAM IRRESTRITO APOIO à luta da Associação Comunitária Rural de Imbituba (ACORDI), pelo reconhecimento e legitimação do direito da Comunidade Tradicional dos Areais da Ribanceira de Imbituba em permanecer no seu território tradicionalmente ocupado.

Apoiamos à Ação Civil Pública (ACP nº 5000356-89.2010.404.7216) ajuizada pelo Ministério Público Federal (PRM Tubarão/SC) em agosto de 2010, contra as empresas Engesul Indústria e Comércio e Sulfacal Indústria e Comércio de Gesso, com o objetivo central de garantir a posse das terras para a comunidade tradicional dos Areais da Ribanceira.

Somos solidários a esta causa, sobretudo, porque estas empresas adquiriram de forma irregular terras públicas utilizadas por sucessivas gerações de agricultores e pescadores artesanais de Imbituba. Esta comunidade desenvolveu formas específicas de apropriação e uso dos recursos naturais, baseada, sobretudo no trabalho familiar e no uso comum das terras da região, por meio do cultivo itinerante da mandioca, a extração do butiá e o uso de plantas medicinais.

Estas práticas tradicionais são reconhecidas pelo Decreto 6040, de 07 de fevereiro de 2007, que Institui a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais (PNPCT). Em seu artigo 3º a PNPCT define Povos e Comunidades Tradicionais como “grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição”.

A Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) também está em concordância com essas reivindicações, ao ressaltar em seu artigo 14º que “dever-se-á reconhecer aos povos interessados os direitos de propriedade e de posse sobre as terras que tradicionalmente ocupam. Além disso, nos casos apropriados, deverão ser adotadas medidas para salvaguardar o direito dos povos interessados de utilizar terras que não estejam exclusivamente ocupadas por eles, mas às quais, tradicionalmente, tenham tido acesso para suas atividades tradicionais e de subsistência. Nesse particular, deverá ser dada especial atenção à situação dos povos nômades e dos agricultores itinerantes”.

Ressaltamos assim, que queremos garantia de terra e justiça para a Comunidade Tradicional dos Areais da Ribanceira de Imbituba.

Os signatários



DE: Coletivo Luta e Poesia


Solidariedade à Luta em Imbituba/SC

 
Moção de apoio a luta da ACORDI (Associação Comunitária Rural de Imbituba - SC)


A ANE-L (Assembleia Nacional de Estudantes – Livre) diante dos recentes acontecimentos na cidade de Imbituba - SC vem a público defender a luta dos trabalhadores rurais e comunidades tradicionais manifestando seu apoio à ACORDI (Associação Comunitária Rural de Imbituba) que está lutando para permanecer no seu território tradicionalmente ocupado e mantido há mais de 200 anos e pelo reconhecimento legal do direito da Comunidade Tradicional dos Areais da Ribanceira de Imbituba. É fato que esta comunidade desenvolveu formas específicas de apropriação e uso do território baseada no trabalho familiar e no uso comum dos bens naturais por meio do cultivo itinerante da mandioca, a extração do butiá e o uso de plantas medicinais. Portanto, é esta comunidade que possui de fato o direito de viver e reproduzir-se nessas terras.



As empresas Engesul - Indústria e Comércio e Sulfacal - Indústria e Comércio de Gesso querem remover esta comunidade de suas terras e conta com o apoio da justiça de Santa Catarina e da policia. Repudiamos essa ação que visa entregar as terras de uso comum pertencentes a uma comunidade tradicional a empresas privadas que compraram as terras a preços irrisórios em uma negociata entre o governo e empresários.

A luta dos trabalhadores para barrar essa fralde, a apropriação de forma irregular das terras públicas ocupadas por sucessivas gerações de agricultores e pescadores artesanais de Imbituba/SC, é a nossa luta.

Para mais informações existe uma Ação Civil Pública (ACP nº 5000356-89.2010.404.7216) ajuizada pelo Ministério Público Federal (PRM Tubarão/SC) em agosto de 2010 contra as empresas Engesul - Indústria e Comércio e Sulfacal - Indústria e Comércio de Gesso. 
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Humberto Fonseca

quinta-feira, 9 de junho de 2011

U1m traço, Os Inimigos do Céu

Comecei __________ vendo,                                                                
Sem fazer ______ aos seres,                                                                  

______ por sempre,                                                                                     
Anda'junto _____ emotopia.

U1m traço

Não queira completar as lacunas que não conhece,
O óbivio não se aprimorou,
Vilóvio de primores secundários.

                                                                                          Seja bem vinda,
                                                                                              Em Alma,
                                                                                                 Em des'prazer,
                                                                                                     O víes de tuas costas.

                                       Lamento os metros,
                                         Toco o milímetro,
                                      E o teu grande miúdo.                                

Chora alegre,                                                                                   Seu ar,
Feita'verbo,                                                                                  Só seu,
Na exórcia,                                                                               Sufora,
Muda transfusão.                                                                  Sem mim.

                                              Lapídes transversais,
                                                 Objetos limpos,
                                               Do mercado negro,
                                                 Foi o sol...
                                                                                                   E não sei se eras,
                                                                                                       Se eras tu mesmo,
                                                                                                             Ó Gala.


Os Inimigos Do Céu





Abriram.                                                                             Alfarrefutável,
Eram. mas não eram.                                                           Lânguido'binários,
Se foi ninguém sabe,                                                            Nem sei por onde ando,
Sei que diz...                                                                       A retroz.  

                                              Metracidades'matrizes,
                                              Ambulantizada,
                                              Ferro e fogo,
                                              Como lhe pede a carne.

                                                                                    Agora bem sei,
                                                                                    Mas se soubesse,                
                                                                                    Estaria aquinunca,                                                                                          Já saímos de onde andamos. 


Dembuscado sobre olho,
         A fio pávio,
              Sorado, sorvado de pele,
                   Tocando nada mais que a alma.

                                                                  Destomada solidão toma posse,
                                                            In'nascensa, obra(mútua,
                                                 Os pínceis que aqui trabalham...
                                   
                                      E as tomadas,
                              Cada uma com cada'quada,
                        Nada morre onde tudo nasce,
                Tombamo'                                                    

                                                                         Se reluzisse,
                                                                                    Se brilhasse,
                                                                                               Ao qual'escuro.                                 
                                                                                     Pretexto comum,
                                                                           Bala em vácuo,
                                                                           No semblante. 

                                                                          Cáia-morto,
                                                                          Cáia-káia-kcáia!
                                                                          Perambular sem alma,
                                                                                                É ser inofensivo.
             
Preâmbulos,                               
                                                                                                          Amargura,       
                                                                                                  Não é só de poetas,
                                                                                                  Vem dos céus.

                                            Compacto fosse,
                                            Concreto,
                                            Base,
                                            Em tudo que se move.
                                                                          Rituetas,
                                                                          Milharias.
                                                                          É a gran'ganância,
                                                                          Feita.



Humberto Fonseca

Assim como a Karina, ajude-me com uma imagem para a composição das poesias "As Métricas", desde um risco, grafismo, forma, aquarela... 
humberttofonseca@gmail.com


Valeu Karina!
bjo

terça-feira, 7 de junho de 2011

Medida em Métricas - Poesia - Literatura - Humberto Fonseca


Medida em Métricas

Desta Vez,
O método,
Sente-se,
Em pele.                          A manhã,
                                              Ainda alva,
                                                    Já está escura.
                                                                                                E, e pode ser,
                                                                                                 As grandes,
                                                                                               Serem as miúdas,
                                                                                          Completando a panela.
O dia este,
Meu e teu,
É de nós,
Um além qualquer.                         O que digo para mim,
                                                            Tão só teu,
                                                         Por isto estou,
                                                           A quem sou.
                                                                                                 Tome de meu partido,
                                                                                                  Migalhas, soletração,
                                                                                                  Partidos quebrados,
                                                                                                  Em sonhos que se levantam.

Ontem falei do silêncio,
Agouro agora o passado,
Porque o silêncio morto,
Jaz revoltado.                             A cura,
                                                  Da espécie,
                                                  Pode estar nos espinhos.                                                                                                Sei que tua alma morre,
                                                                                        A cada dia que o corpo levanta,
                                                                                                  Sôfregas em arte,
                                                                                               Te espalmas sem gozo.
              O dom de viver,
              É sabedoria da alma,
              Em minutos estaremos mortos,
              Nos versos dessa cabala.                                   "Que imagem",
                                                                                       Teus olhos me fez,
                                                                                           E tudo que vi,
                                                                                      Foi do nunca ou talvez.
Enquanto as almas clamam,
O meu corpo canta,
Pois sabe que depois de nós,
Restará nada de ninguém.          Até as melhores lembranças são apagadas,
                                                      Esquecidos pela vida aguardaremos a morte,
                                                           Não te feches, a brecha que me deste transpassou,
                                                                 Tudo que espero é porque estou...

       De longe,
      A ninar o vento,
      O tempo,
      Passando em teus cabelos.                     Ainda que não sinta,
                                                                             Ou até quando tu não podes,
                                                                                     Amarra-me com teus pelos,
                                                                                            Para vedes o sacodes.
Levanta puêra,
Destruições de lastros,
Noites cheias...
                                                         As almas quebraram o céu,
                                           Tem algum corpo que não queime,
                                 Sobre o ar do sereno,
                         Na luz do sol...
                                                                                                 

                                                                            Tu me deste o que falar pelos olhos.

Humberto Fonseca

sábado, 4 de junho de 2011

Ao Corpo

Ao Corpo...


                                                                                             poeta que se diz poeta não o é,
                                                                                                   se faz ante ela como dela disfaz,
                                                                                                         poeta e poetisa não sabe romantizar,
                                                                                                                 é que o poeta não sabe amar.

ele vai entre sinos,
sonetos'sentidos,
do coração a seca folha,
nos ares esvaído.

                                     tão nobre,
                                     es tu o culto'puto,
                                     das damas pervertidas,
                                     e moças'acabrunhadas..

                                                                                                  quem não amou na vida,


                                                                                                  na morte é que não ama,
                                                                                                  de melancolia,

                                                                                                  os doces arranham.


se vieres de prosa e rima,
a palavra sem mistério saiu-se endorfina,
do que me valem os céus,
do que me vale os vales.



                                                         te ditas perseguido,
                                                            nas trovas do largado,
                                                              se não fores vivo mais,
                                                              renova os teus falados.
                                                                 
                                                               o presente, um ébrio ar,
                                                                 te persegues em ditados,
                                                                sentes tua fala alma viva,
                                                                             nesses corpos de enversados.     



Humberto Fonseca





quinta-feira, 2 de junho de 2011

Ao Pôr-do-sol...


 esse meu hoje poderia tê-lo dado as emoções. mas quanta razão me barra. me ofende. porque impulsiona não mais ser justo que emotivo? onde deveríamos estar sem pele para ter um coração encourado. posso arrancar este tamborim que com seus ventríloquos me dizem boas e falsas histórias. a minha pele quase se sufoca de não mais sentir tanta razão emotiva. meus poros se fecham ao mundo. me faz respirar por dentro. sentir meu próprio ar. porque não preciso de sinais vitais marcados para orientar meu viver, morro quando der e vivo o quanto puder. não quero latifúndios de vida, vidas e mais vidas sem que as possa viver. __ e vocês acham que seu silêncio me tumultua? será mesmo que este espaço está querendo resposta? a solução aqui não vem do óbvio, mas é digna e justa quando se empunha contra as armadas deploráveis que se apresentam com suas manjedouras e copos de leite, todos tem fome, todos tem sede. até os espinhos da rosa. entende; "eu não me ofereço diante de olhos que não querem que eu antes de tudo seja o feliz". e muitos pasmam e admiram-se. porque sei muito como o homem é covarde consigo. de como ele se entrega e envereda ao sofrimento do proibitivo. "não é preciso mais essência, já vende em frascos", e a camomila nada mais é que saquinho na água quente, ainda existe chá por estes lados pra acalmar a minha alma. dona dos devaneios... quantas falas, quantas prosas, quanta luta sofrida temos despistado de nosso serzinho não? háháhá amanhã tem mais dia, amanhã tem mais noite, e eu sigo rido da vida porque a tristeza já encontrou seu lar em um pedaço do meu coração.


encontrei um lugar onde posso selar esse pacto de humanidade que não mais mede a consequência da mente. prà quer medir aquilo que se pipoca em caras alheias. quem tem face que não se curve. que não se dobre. porque os balde de poesia nesta manhã sobe. no veio puxado a mão, desta alma enegrecida sem ver sermão, "porquê os homens não atacam", não tomam conta, não fazem deste mundo seu quintal? falem diabos, como abraçar o mundo com dois braços? ou falarei como Nietzsche "porque escrevo livros tão bons?", __ só pode ser pela recusa do mundo. os nobres serão sempre os atordoados? ou será mesmo, que quem se entreva na vida só ganha a morte. há minha alma canta entre os vales, sinto a prosa pegando as curvaturas dos montes, se deixando espraiara sobre o sereno, o vento sul agora leva as nuvens para as montanhas do homem adormecido, é lindo seu acordar pelo amare-azul transcendente, de lírio-claro e borda-cinza, sem moldura, em um céu que não sei quem criou. nada tenho contra as religiões, contra os sermões, acredito eu que tudo que tenha vindo até agora no mundo nosso resultado, "congratulations", nada foi feito em vão. seja um penico ou mimeógrafo, o homem é que não sabe mais onde enfiar a cabeça para tecer sua majestosa mente, meu coração só bate, não clama, não chama, expulsa tudo que há de velho nesse instante. "ainda revivem sim, às memórias", estas são dom humano de maior estima, é nossa gaveta, armário e amplidão dentre os escuros mentais, pode ter de tudo em cada uma dela... engraçado quando se escreve vorazmente, nem faz dois minutos que estou no raciocínio e veja o que já transladei, informação conexa-dexa-condensada partida em um por todos e todos por um.


Humberto Fonseca

quarta-feira, 1 de junho de 2011

De: Luís Delfino

Achei aqui uns poemas de Luis Delfino, poeta de Desterro, Santa Catarina, muito interessante a linguagem sei-lá, digamos; fria, gélida. a típica mortalha do sul que cobre a alma deveria estar nele encorpado.  simbora.
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ALTAR SEM DEUS

Inda não voltas? — Como a vida salta
Destes quadros de esplêndidas molduras!
Mulheres nuas, raras formosuras...
Só a tua nudez entre elas falta ...

Pede-te o espelho de armação tão alta,
Onde revias tuas formas puras;
Pedem-te as cegas, lúbricas alvuras
Do linho, que a Paixão no leito exalta.

Pedem-te os vasos cheios de perfume
Os dunquerques, as rendas, as cortinas,
Tudo quanto a mulher de bom resume,

Escolhido por tuas mãos divinas...
E sai do teu altar vazio, ó nume,
A tristeza indizível das ruínas ...

CADÁVER DE VIRGEM

Estava no caixão como num leito,
Palidamente fria e adormecida;
As mãos cruzadas sobre o casto peito,
E em cada olhar sem luz um Sol sem vida.

Pés atados com fita em nó perfeito,
De roupas alvas de cetim vestida;
O tronco duro, rígido, direito,
A face calma, lânguida, dorida...

O diadema das virgens sobre a testa,
Níveo lírio entre as mãos, toda enfeitada,
Mas como noiva, que cansou na festa.

Por seis cavalos brancos arrancada...
Onde irás tu passar a longa sesta
Na mole cama, em que te vi deitada?!...

Luís Delfino