sábado, 5 de janeiro de 2013

Hoje é meu dia...

 _ é o que dizem a porra das datas!

 essa mania marcadora da humanidade superior de nos consagrar involutariamente um cartão, um registro, uma carteira de trabalho, ou aquele RG que você ainda vai tirar... e daí que eu nasci hoje? quantos anos teria mesmo se não precisasse lembrar a "tal data?"

 o que seria trágico e efêmero perto de nós? a consciência? essa vozinha ego'cítrica perpertuada de calúnia e majestosa volúpia? um vox'populi? _ para onde seguiamos mesmo? será que o mundo pode mesmo ser visto apartir de um olhar? um simples e maldito olhar seria capaz de desvendar as fendas claras, escuras e peculiares da nossa obstinação em procurar o que nunca esteve oculto?
 _ a vida, está diante de nós, e faz tempo... quem não sabe só pode dizer que não viveu.

 sabe, _ não, não sabes leitor... tinha tempo que havia esquecido de perceber os seres humanos... no máximo concentrava-me em uma gostosa que passava diante dos olhos... mas voltei a sobre'ver os (falhures), o que chamo de "casca grossa também se descasca"...

 as histórias são feitas nos olhos... nos meus olhos... nos teus olhos... e no deles também... pois bem, digo vos que toda configuração em algum momento se esvai.

 meu amigo, nesse mundinho de merda, nínguém é de ninguém. compreendeu a piada, charada, sei lá... compreenda, e que os fatores não alteram a ordem dos produtos.

 volto-me, a data... marcação. selo de gado humano para sintetizar o controle... de alguma coisa serve essa tabuada mundana que só reproduz a capacidade de somar, subtrair, multiplicar... dividir que é bom, nada!

 a cada dia, eu percebo pelo presente todas fendas do tempo. é onde me situo com as situações, tempo, espaço. já que a capacidade de leitura do homem é insuperável, pois parece não conter sua magnitude e ancetralidade de uma maneira digna, ou do contrário não sabe exercer com confiança e técnica as mudanças que nunca param de sucumbir nosso futuro.

 ultimamente tenho lutado por minha paz interior, minha capacidade neutra, meus útensilios de vida, e não de guerra... pois já sofri tudo que tinha para sofrer, e ainda não vivi um terço do que desejo viver. é suplantar os momentos dignos e honrados de sofrimentos para um repouso num futuro próximo.

 ainda sou poeta de corpo e alma.
 voz e vida.
 tensão e tenor.
 das cordas da vida, só desejo um pequeno fio.



 Humberto Fonseca

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

"Diário de Verão"


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Praia do Rosa (Foto: Humberto Fonseca)


  Olá querido leitor, leitora, traunsente do mundo virtual!
  Sejais bem vindo! __ SEMPRE!

 Abaixo segue alguns textos que venho compondo entre novembro e dezembro de 2012.
 Muitas correrias na vida e pouco tempo para postar. Mas a caneta está seguindo fortemente, assim como meus instintos, cada dia mais apurado, renovado.... instintivo!
 Esses textos que intitulei como "Diário de Verão" vão estar sendo compostos até o final dessa temporada, acredito que até o més de abril. Contendo também três composições que fiz com meu velho violão e voz dilacerada...rs

 Ousarei tratar aqui da impessoalidade, da brutalidade dos momentos, dos feitos, "não busco concordância, mas sim quebrar o magnetismo secular, travar um encontro entre não dos feitíos", veracidade e ousadia, das quais acredito ser as mais próximas realidades que vivo nesse momento.

 Quero também tentar trazer um pouco de mar, de vento, têmpera das areias, da minha localidade, de ares perdidos que ainda sentimos passar, o que seria? _ boas lembranças? más? também não sei, a poesia é um código sem conduta, só quem a sente obedece os fragmentos e relatos.

 Espero que possas sentir algo de novo e prosaico, que o novo retorne ao velho com estes sentidos. e que tomemos mais contas de nossas vidas, afinal, só nós podemos realizar nossos mais íntimos desejos e pequenos sonhos.

"eu sempre fui gigante
na hora de ser pequeno".

Humberto Fonseca
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Diário de Verão


Imbituba 03/11/2012

"Uma ferramenta tem que ser manuseada", a escrita. Simbologia de paz e confronto irresumida. Meu corpo sereno, apimentado, se esquece, vai...




No murmurar das águas,

A espádua semi-nua,

De uma cor típica...

__ Brasileira gostosa!

Aquela broa, bolacha, empadão doce, feito do sumo do cocô .. __ Tu já provou? Eu mesmo digo, que a brasileira de Alagoas é boa!

Inda'gora com o gran'amigo e pintor das esculturas vivas "Molinaro", relembrei do velho que poderia-se chamar "torneiro de laranjas", era um dos tiozinho, que no momento não vem na memória seu nome, mas trabalhava na Praia de Pajuçara, sempre a rodar com seu carrinho e uma máquina de descascar laranjas... Era uma doçura de vitamina C por vinte cinco centavos a unidade suculenta do fruto ácido.

É o sol que faz no sul... Branco reluzente que se espelha na areia. Fina. Quente de corpos, dorsos, alazãs, gazas, éguas do puro sangue febril. "Quem foi rei nunca esquece a majestade?"

O que dizer das rainhas gaúchas? Essas moças que me lembram favelas perigosas, do tipo que...

"Mata um hoje e deixa um amarrado para amanhã".


Uma Noite...




Imbituba 04/11/2012
Nada mais somos aqui. Depois de ver-te, perdemo-nos.

O que mais de belo se acha, hora acha-se ridículo  e a beleza por'si'só já se é. Da baía pra baioneta, sentir o calor dessas tetas, ante-vestida, com olhar de quem se despe com todos os dons de uma vadia puritana. __ Tens de ficar corcunda meu bem com essas juntadas.... Torce pelo cabelo, desfaz a crina, m
inha tese de conhecer-te no profundo encontro da tua mistura fina de puta.

Tu me olhas,

Dedica, indica, lança,

Da-me toda fita,

Com abanar de rabo,

Cadela que não se adestra...

As novas lições da vida veem-nos naturalmente. "Curte o marasmo como se fosse teu, a ti pertences, a ti darás"... Poesia, meu alforge radiante de mistérios descobertos em tempo vivo e na realidade dura, onde a mente desenfreada se condena no teu permutar de pensamentos.

"Vales, ventos, vinhedos", há luz e trevas em uma só direção.



(Dedicado à "Romena")
Um Verso Ao Inferno...




Imbituba 13/11/2012

__ Só existe uma dor que não passa...?

Nem me pergunte ou responda, pois todas já passaram.

Há dias que eu venho veno'ela e ela'me'veno,

Quanto veneno... Perfume... Fumaça...

Reflexivo, instantâneo, mórbido,

Agora, afiança-te!

Ninguém aqui sabe de nada... __ Será? Será mesmo? Tampouco de ninguém... O estado de liberdade é para todos. E eu também o sou. O que seria de nós sem as aventuras? Simples seres escusos e opacos? Envenenado? __ Pelo amor dos amores, não! Nós devemos viver como queremos  quem não compreendeu ainda, pode partir para outro mundo.



Aqui estou, e em paz,

__ Tu também te sintas,

A casa é tua,

E a paz é nossa.

Os momentos são indispensáveis para nos reconhecermos como seres humanos. __ Sejais feliz! Sejais meu bem...

Aqui segue os segredos de um homem genuíno.



Somente O Amor De Deus



Imbituba 14/12/2012

Somente o amor de Deus,

Somente o amor de Deus.

A paz do homem é uma vingança falha,

No grito desesperador...

Vai mentindo, criando batalhas,

Cultivando a dor.

Eu não me deixo cair entre as montanhas,

Entre as ruínas, com Deus meu salvador,

O "Santo dos Santos",

Absoluto no teu pranto,

No desfecho do milagre,

Aonde a vida se fechou....

Somente o amor de Deus,

Somente o amor de Deus.

Não tem, não tem, não tem, limites...

Não tem, não tem, não tem, barreiras...

Não tem, não tem, não tem, disfarce.

A sua vida não consiste no passado,

O morto é morto,

E o avivado pelo espirito exaltado.

Somente o amor de Deus,

Somente o amor de Deus.

Não tem, não tem, não tem, limites...

Não tem, não tem, não tem, barreiras...

Não tem, não tem, não tem, disfarce.



Sermão Da Humildade



Imbituba 15/11/2012



 Voz é humilde. Violência não.

 Mentira que se vê é pior ainda...

 A mentira por si só já nos é o estado menor do ser.

 Se tu não sabes porquê mentes?

 Porquê mentir se sabemos?

 __ Vocês percebem o que é malícia ente olhares? Malícia é bom? Pra quê mesmo? Sei naum viu...   Mas de cara limpa ninguém parece tê-la... Isso é coisa de covardes e assassinos... Vós morrereis no dia de hoje pela espada, e não é pela minha, mas pela do "Senhor dos Exércitos , abuse da ocasião...  Tenha mais atitude, e menos malícia, isso é coisa de mulher, e para um bom espectador, meio olhar basta... Quem sabe assim, verás com quantas tapas se educa e faz-se um homem de bem.

__ Não ladrais! Cachorro!

A obra aqui é minha!

Ou tu pensas que tudo na vida é só construção?

Com essas mãos se faz tudo...

Cem'pontos, compreendes agora o que é criar?

Como Deus criou.

Cria então as bestas dos teus filhos,

Estão como a ti mesmo...

Perdidos!!!



A Ré da República!



Imbituba 15/11/2012

  Repousa república... Depois de uma noite afegã de abusos. Órfã das dores! Homocinética da hemodialise... Teu sangue parado nada é. Já tiveste noção de movimento? Relaxa... Que mas na verdade todos sabemos, "camarão no mar a onda leva", quem dirá os pescadores...

  Eu bem sei de tudo meus idiotas! Eu bem sei... Vivo sem medo! e de vocês então, é que não tenho mesmo! pois sabemos, que o mal e o bem tem que se bater, se enfrentar, corroer, e ver quem no fim leva a melhor, néh? Não duvido de ninguém, por isso tento fazer a minha parte bem feita, bem fazia,  dizia, escrita mente errada e correta.

  __ Estou a esperar ansioso, qual de vocês vai ser o mais ousado! Odeio escrever com ira, nota-se como as letras vão crescendo, tomando tamanho sem forma, revelando o efeito da covardia, isso é um pouco de cólera, mas nunca será como a que vocês carregam. "Pobres almas descansando em labirintos enfermos", te apoias na parede podre pra quê? e mais... tu imaginas quantos outros demônios de fraqueza mútua são arrastados por vocês para que venha essa rebentação dos infernos?

  Pobre diabo infeliz. Mancebo degenerativo! Tu não suportas um clarão de luz! Um sentido neutro. Continuamos a saber, faz tempo... "Quem não olha no olho não está legal"... As letras vão crescendo, mas continuo pequeno e persigo.

  Esse tempo sem afirmações é a beira do colapso, quem sente mais, eu ou vocês? __ Vamos sofrer juntos? não sabem como adoro... O encanto profundo passa... ah se passa... e logo mais a realidade vai ser o feito entre eu e vocês! E sei que queres tramar o meu fim! mas o fim também pode ser de todos, não acha? se eu morrer, tu também num pode morrer? não me faça pedir com força e esforço, pois creio no Deus que tudo pode, e não em máquinas e feitios de Satanás derrotado! Por enquanto não desejo acreditar que es meu inimigo... e sabes que não temo! tô pra ver homem com três culhões diante de mim! fajutos! por enquanto... ainda há tempo para nós... ainda há...



Verso



Imbituba 15/11/2012
  Quero acalmar pra criar coisas boas... arte é isso, uma revolta, um sujeito feroz que se faz ativo e altivo como porta-voz das palavras. se não me doe, porque te doe? isto é arte. nada demais. num é denúncia, calúnia, injúria, o pensar é meu, e vocês não vão travar! vão fazer lavagem cerebral nos seus "Beuzebus", sinto-me incomodado pela realidade... __ imaginas tu que aqui fosse o Iraque, ou faixa de Gaza? já teríamos um homem bomba a menos nessa merda! e quando falo de incomodado é pela falta de recurso, "num tô nem aí com o que vocês querem para suas vidas, cuidem dela que cuido da minha!", ja bati alguma vez na tua porta para pedir, surrupiar, ou amolar teu tempo? podeis até falar de vários, mas não de mim. e minha revolta é por não ter estudado, não ter aprendido o que era certo no momento certo, mas a vida é assim, o mundo ensina, e quem num aprende uma hora vai ser força a aprender, sujeitar, se humilhar, meus queridos, ninguém é forte para sempre, tampouco dono da razão, e para lembrar a mim e você, a razão não tem razão! e continuo cegamente nessa vidinha de trabalhador brasileiro de baixa renda. é Molinaro, estou conformado com pouco.

  Mas não estudei, e poderia ser rico hoje usando a inteligência, imagine tu? teus filhos? estudo é riqueza, e não ambição, e o saber não ocupa espaço, fica difícil fazer a leitura da minha mente com tantas palavras e pensamentos aparecendo em vossos computadores? quem quer comprar minha alma? eu já vaguei pelo mundo feito alma penada, conheci torpezas, minhas e de outros humanos, a vida quis assim me ensinar, e ensina... foi duro, mas aprendi. E não precisei rodá-lo, não será muito diferente em outra vida ou tempo, a vida é sempre vida.

  O real é material do irreal. O poder é só aquisitivo, nada distribuí. engana-se quem se une por poder... O sol brilha, dia bonito, pra mim e pra você, para todos...

  "Falei, tá falado", ao som de NucleaR, com a indignação no meu ar noturno.



Tuas Curvas, O Mais Belo Rio



Imbituba 15/11/2012
 

(Era azul,

Sim!

Era...)

Meu pensar,

De anos'luz,

Está aqui.

Redundante,

(Bate palmas para um futuro...) "Lasciva",

Curvilineá.

Já que todos se foram,

Nóis também,
POMPOSA! Melanina'di'min'alma,
Já'te mui'indo. (Francesinha) Tira'qui seu batom... Beldade sedosa,

Gostosa, faceira...

O meu gosto,

É pela, Minha malícia,

Tua boca. De verbos,

Te faz tirar as roupas?



Vou parar,

(Tu, mulher, libera-me... sensações... Ou,

Nociva em seu vulto de esperança, Não?

Um pouco mais de memória, para lembrar-me,

De uma moça, que a mim seria pura confusão, O prazer,

Beleza, cafuza, do olhar vivo, vívido, É apraz,

Como as primaveras da vida, Do pensamento.

Tu me es linda,

Naturalmente, até vestida de "Emília", Já te disse,

Com suas fitas de olhar selvagem, Que te quero,

Flôr'di'canela, pedindo mãos, Não me escuta...

Desde as pontas dos pés, peito, Pensa!

Calcanhar, tornozelo, batatas, pernas longas,

"Uma magreza sútil", saudável, apurada de calor... Certa vez,

Es tu que me vai despindo a blusa, florida, para exibir, Uma moça,

Na pura sandice, natural e esbelta, beleza secular, Disse-me,

Não existe segredos de mulher para uma bela mulher, Que o melhor do sexo,

Grande como os céus, e além deles no leite da via láctea. É a inteligência.

Oh céus! Que língua me acompanha com esse piercing ao lado,

Tirou a calça, desceu a minúscula cortina azul celeste,

O céu brilha em nossos olhos,

Tão safada, irredutível, naquele momento comeu-me!)


Pedaço de Vidro


Imbituba 29/11/2012

Raspo-te,

No fundo do verso,

Ver'salma, alegre,,

Insuportável,

As luzes,

De teus cheiros.

"Não enganemos a vida amor",

Coração só palpita com a verdade.

Como as folhas velha de um livro,

"Nunca me devolva de ti",

Tu também estás do lado de dentro...

Eu te adentro, amor bandido, sua cruel.

Judias do importuno,

Por saber os íntimos,

Vou te rasgar com os verbos de nosso tempo.

Aqui dentro ou lá fora,

Seremos um só corpo,

Descambando para adormecer,

Acordando em frenesi,

Te sonho...

A Voz E O Martírio


Imbituba 13/12/2012

Eis que se levanta o martírio sobre a voz, o calor denso, na ventania silvestre entre o calor do corpo e do tempo...

Têmpera amena... Os trabalhos estão sendo feitos. Mas é sem resultado. __ Deus já me disse... foi ontem mesmo. Meros revoltosos que se perdem no obséquio da vida. Como é triste ser dependente desta droga; "o ato de fazer mal ao próximo".

Eles batem ossos, ferro, solda, martelos, para que enfim? Abalar meu coração? Impossível suas bestas impertinentes. Fiquem no seu, estou no meu, é nosso o lugar. __ Aqui pode ser de vocês... Mas Deus dá e tira quando quer... E de quem quiser. Para mim estar vivo é tudo. __ Vocês estão mortos ou fingindo de vivos? Que espíritos desejam que retornem? "Até o Ilusionista disse que é impossível de os trazer ao mundo  o real", mas no Brasil, tem tio "chiquinho xavier", o pai do inferno e mortos miseráveis  vocês apostam nele? __ EU NÃO! O MORTO SERÁ SEMPRE MORTO! E PARA SEMPRE! É a palavra de Deus! Ou será que teremos de ver a desgraça bem de pertinho em algum momento entre nós para que vocês vejam o verdadeiro "ALVO", e quem é o verdadeiro dono de todas essas nações?

Não me sinto incumbido de nenhum destino. Meu caminho é reto. E desvio por onde e quando quero. É a voz do coração; __ Já ouvistes? Ou esquecestes que além de pau e buceta ainda temos esse órgão poderoso dono de todas nossas sensações e enganos? Sei andar entre ímpios, e os respeito, só não posso temer homem algum... Já vos disse que tô pra ver homem com três culhões... ___ Não julgueis à ninguém.

Nossa alma só é plenamente satisfeita com paz. Concorda? Não? Ah, já sei, viver em desespero é tua esperança... Mas não a minha. __ Dinheiro é moeda de troca. Guarde, carregue consigo a luxuria para o túmulo. __ Vai ficar lindo aquela TV de LED com 40 polegadas embaixo da terra...

Todos morrem. Imaginem eu? __ Imagine vocês? Esses, como se diz lá na minha terra, "cacuêtes", são obras falhas... Que precisam de máquinas, energias, e muitos idiotas para fazer os sentidos acontecer. São todos usados por demônios cegos em cifras... Satânicos, perversos, e uma hora vão retornar aos que tem praticado.

Meus caros... __ Faz-se aqui, aqui se paga. Tá pensando que vocês vão acertar as contas no céu ou inferno? Estão bem enganadinhos... Besta é aquele que vende sua alma ou corpo, ou simplesmente os atos, tempo e corpo para estas ousadias...

O espírito humano se funde, perde-se na mágoa, encolerizado, na estratosfera de ser humano, confuso, pobre de alma, maléfico, distraído, __ Pois sabemos que não existe crime perfeito, não existe mesmo... E de crimes, também entendo, e muito...

Entregue-se a malícia, seja ilícito, benfazeja da dor, em silhuetas de ritos, se organizando feito ratos e cobras já que é essa a predominância cultural... Só não atropeles quem anda pelo caminho, os bons de coração merecem passar, ir e vir. Deus é com ele, e contigo irmão.

A terra é seio farto. Alimento e existência natural. Não é gutural e travessa como garotos que merecem ser domesticados na vara e bolos. Onde tudo dá. Nascer, crescer, morrer é a nossa cadeia mineral e vegetal, animal, mas o meio ambiente sempre encontra a fórmula de reabilitação. A terra é novidade espiritual para os que não sabem o que é viver sem terras,  bairros, cidades, países, mares, montanhas, e tanto quanto outras boas idas e vindas que não fomos ainda.

Tropeças vagarosamente contra o destino, onde, como, e porque? Para que ansiar-se afinal? Deus nos diz na palavra; "Não andeis ansioso por coisa alguma", eu não sei... Foda-se! __ A capacidade interior intelectual vai ultrapassar essa antiguidade morta, essas vozes sem corpos... Ergam estátuas, sigo erguendo a palavra de Deus. O altíssimo  Lavrador dos homens, assassino dos miseráveis. Muitos se enganam da misericórdia dele. E poucos conhecem sua ira, vingança, ele também tem um pacto  aliança, com os seus. Satanás e todo os que o seguem estão mortos.

Vamos ver quem perturba mais? Existem palavras no meu silêncio, suas ferramentas falham, pipocam, quebram, e podem partir pedaços de mãos, pés, e tudo quanto for carne diante delas. A falha humana é mortal meus caros... Quem machuca, se machuca...

__ Débeis!



Frente Ao Mar, Numa Pedra Sem Cor...


Imbituba 14/12/2012
Sim, a tarde se foi. O espaldar das águas contra o vento arde o coração. A voz é chama interna. Corcôvã pelos sentidos sem obrigar destino algum. Eu sou a poesia do tempo. É sem eco a voz que percorre em mim, não existe mensagens, dádivas, oferendas... É o prazer natural, que não se controla, obstem,  retorna ao plural de um acaso.

Foram as cores que esmaeceram a Praia do Rosa? Vê-se um ondular pequeno, céu cinzento, trovões querendo rebombar e aliviar os ares... Rarefeitos que ainda não senti, saudade dos tempos gélidos. __ Mas dizem que a frente vai chegar, fria, subalterna, com o furor de Deus.

O criador de todos os instantes. Sua voz me engrandece na terra. Não temo, e (espero dizer "não temeremos"), que tome partida todos para onde queiram, a paz esteja convosco. É fim de tarde, pra uns é cedo, pra outros é tarde, o que não pode faltar é vontade. O "saber" de o instinto do homem com a natureza, e por favor, pelo amor, sem destruição.

O bem sempre vence, o mal fraqueja, que Brasil é esse Eliezer Lilo? Meu grande irmão cantor, negro feliz do swingado, que mundo é esse capaz de alguns instantes nos apaziguar com as lembranças no olhar defronte o mar.



Nossas Vidas



Imbituba 16/12/2012

Nossas vidas, quantas vidas, nessas vidas,

Eu vou trilhando um caminho sem guia...

A vida, batida, agonia,

Brilha voz onde raia o dia,

Então cê sente o rap? DJ, B.Boy, Graffiti?

Desconhecendo da cultura, sem atitude e limite,

O verbo é aberto, e quem quiser se irrite!

Eu vou chamando o conteúdo,

E não sou surdo e mudo...

Enquanto nêgo fala o que quer,

Querendo tramar com os manos,

Ousam bater em mulher,

O rap aqui é limpo, esse é guerreiro é de fé.

Cê vem na mão, que eu vou na mão,

Cê vem na faca que eu vou na faca,

Cê vem de revólver, mas vai ver que num mata.

Um rap evoluído, compromisso assumido,

De outros tempos, outras vidas...

Nossas vidas, quantas vidas, nessas vidas...

Eu vou trilhando um caminho sem guia.

Se não deve fazer, porquê se arrepender?

Quem sou eu de você?

Se você nem perto de mim passa,

Pensa que sou ameaça,

Homem de paz e de graça,

Simples campista dos morros,

Praiano, maloqueiro de Imbituba,

Eu sou da terra e da lua,

Do sol e do vento,

Se o escritório é na praia,

É com os manos que tem talento,

De não brilhar como a prata,

Nem reluzir feito ouro,

É das areias finas que vem o nosso embrolho,

Gretando a vida na fresta da consciência...

Nossas vidas, quantas vidas, nessas vidas...

Eu vou trilhando um caminho sem guia.

Pobre pense e repense,

Esqueça o poder da minoria,

Porque a esperança dos pequenos são gigantes,

Os rico tão morrendo, os pobre tão crescendo,

Nóis tamu vivendo, vendo, que a vida neh só veneno.

Sou da cultura regional,

Afro-indígena-nordestina,

Guara-tupi-nambás,

Da lama do mangue,

No som pela bravura,

A mistura do povo,

Subúrbio digno e humano,

Em minha coordenação,

Com todas histórias de folguedos e reisados.

Nossas vidas, quantas vidas, nessas vidas,

Eu vou trilhando num caminho sem guia.



O Estranho É Estanho



Imbituba 21/12/2012

Olhos pretos,

Calcanhar,

Na terra de espinhos,

Sobre espelhos que me quebram,

Feito mar violento,

Na ondulação ofegante.



Mateus; 13; 52



Imbituba 23/12/2012

"Então lhes disse: Todo escriba instruído no reino dos céus é semelhante a um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas".



Hebreus; 11; 13

"Todos esses morreram na fé sem terem alcançado as promessas; vendo-as, porém, de longe, e crendo nelas, e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra".



Mateus; 8; 10

"A vós é dado conhecer os mistérios do reino de Deus, aos demais, fala-se por parábolas, para que vendo não vejam e, ouvindo, não entendam".



Tortura De Samba



Imbituba 23/12/2012

Não Adianta,

Estragar,

Minha harmonia.

Eu vou tomar café,

Só de alegria.

Que se poia na fenda,

Do velho e do novo.



(Amor) de Romã

Imbituba 25/12/2012

Amores se ligam,

No pequeno olhar.

Onde há vida,

Vida que passa,

Despercebo-a...

Quem perde conquista,

O que dói na vista,

Teu corpo não precisa.

Pela face altiva,

Da fachada que brilha.

Sobra à meia-lua,

Com seu céu de aves,

No azul, meu latim,

Sobre as águas.

O Corpo do índio,

A alma da sereia,

Terra e água juntos,

Pela vida inteira.

Momentos

Imbituba 29/12/2012

  Sentido, páreo, instinto. A voz quase muda surge, suga o ar rarefeito transcendental, o poeta renasce com a presença de Deus... As vezes sentimo-nos abalados, desesperados, tensos, ou em silêncio fugitivo. Sinto    que as energias tomam forças positivas, negativas, em reto ou avesso, sei que a coisa é tipo assim; "O gelo na água derrete", é novamente água. Entendeu? __ Não? Pois bem, meu caro leitor, estamos em condensação permanente, só precisamos do momento certo para se unir as águas, sentir-se novamente no estado puro, natural...

  O deboche desta vida para mim é permanecer na humildade, não pisar em ninguém, tampouco se sentir o tal, maioral, uma besta insignificante sem nada na mente. Minha mãe certa vez me falou; "__ Bebeto! Me diz uma coisa... Não é bom quando a gente tá com fome, senta-se em uma mesa e sacia a fome?" __ Sim mãe, claro!

"__ E quando seu espírito está faminto, quando se têm tudo, se come do melhor e mais s s sofisticado, onde nada te satisfaz, por melhor que seja, continua vazio?"

__ Só Deus mãe! Só ele!

O Olhar Cinza E Vermelho
Imbituba 31/12/2012

Minhas dores, lamentos, sacrifícios,

Vida hedionda, repassa em memória,

Na ênfase, fora do enfado,

O corpo revive, vive, respira,

Sem drogas.

Sabemos o que é melhor,

E só erramos até o dia que queremos,

Mas sempre corremos para o pior,

A voz antes muda, agora voa no vento,

Minhas mãos, pés, braços, e todos os nervos,

Relaxam numa tarde onde o espaço neutro tornou-se vivo.

Sobra vontade, desejos, sonhos,

A realidade indefinida é um presente,

Para correr os campos, as praias,

Montanhas, lares desconhecidos.

A poesia é presente, voz de Deus,

Como a que surgia no coração de Davi,

Percorrendo todo meu interior,

O guerreiro é tudo quanto posso,

Em passos rápidos, pernas lapidadas...

O olhar cinza e vermelho.


Humberto Fonseca