sexta-feira, 22 de julho de 2011

Em Relevo Mais Baixo __ (Novas Métricas VI)

hoje, teus traço, tão meus, eram só teus. e se deram mão ao além.

"porque todo mar cospe o que não lhe convém". e almas mortas vaguezam ao estrondo polar da sinuosidade, caminhos guardados que mascaramos em tintas escorridas com a mão do frio na barriga e sentir o choro ao ver meu sono. a podridão ressacada disseca. mas as ressacas do mar sempre retomam ou mostram onde é que deveria estar, e cá estamos nessa bolad'água... sei que num fim de tudo água vai restar. e restos humanos serão fosseis cuspidos para as galáxias, todas almas'ruins, penadas em desempeno do assombro perpetuo; corpos tombados, almas esvoaçantes pelo sino das estatuetas remotas, cada paisagem tem lá o seu além-mar mor dos alteras que os anjos ainda não visitaram, espaços demoniâcos que frequentamos sem cantar ou ritualizar a impoderada transposições das chuvas, tão lindas e belas surfando as ondas gota a gota, no descer desesperado de encontrar seu amor ao mar.

as mensagens chegam como as cartas que  nunca chegaram. é a esperança morta se desenvolvendo em maneiras cinzais e trocentos outros fatores que nos desvendam sem revelar quem somos. todo caminho tem um desvio, e se for por aqui, aqui será, aqui'quando meus versos calarem. todo espírito morre, toda alma some, toda carne peca e se esquece do que é consciência, atravessa quem quer a ponte, (porque existe os lados), é pra juntar os separados, ou motivar os desencontros, se tudo sempre é jogado da ponte, porque nem todos conseguem fazer a travessia, ou viver em um lado só.

Humberto Fonseca

terça-feira, 5 de julho de 2011

O Repouso da Maripousa


 Segue abaixo um trabalho que ta saíndo em composição com alguns (desenhos, rabiscos, pinturas, de umas amigas) do qual não vou revelar o nome para não quebrar o instinto delas com os mesmos, logo menos divido o link, adianto que são 21 textos, poemas feitos entre 2008 e 2009, onde buscava o regionalismo da exposição, as formas claras de escrever sobre a ficção que alimentamos em nosso ser, apesar de ser em trechos que parecem de mais violência, e descompasso, a escrita toma diferentes expressões perdidas, são coisas sem nexo, que se interligam pelos próprios antepassados...

 ta cedo ainda pra dizer a coisa...
mas já ta andando!

Humberto Fonseca
 

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1* __Deslizamento


__ Cuidado! Mais um vejam! Vamos sair antes que nos arraste!

Eu tinha pensamentos bons antes do dia mal... Queria uma letra entre o coro e a maturidade, queria levian-verdade! Cadê meu choro, roubaram até minhas lágrimas, foi preciso ancorar as tristezas, vê-las em um barquinho de longe pegando fogo, estou no recanto da senzala, vendo "negrinhos", vendo! E troco por dinheiro! Esses holocaustos variantes de pessoas varejistas, atacado eu impermeabilizo um teto frágil, solúvel e sem alinhamento, ferragens de ossos com exclusividade de lançamento torto...

Como pode um escritor perder tanta coragem? Abraçar a falsidade, ter pseudônimo incerto, asselvajado, querendo ser um covarde bárbaro, estuprador de emoções, pérfido por bucetas que tanto come em linhas rápidas, "se fosse um Bocage teria vergonha", meus atributos é de quem vive sem atirar pedras, e mesmo se elas estiverem na sopa não saboreei estas moscas...

Cuspidas por tua boca incalta, "voltam a voar e cair em pratos alheios", sinto o por que de adoecê-los, sem hesitar um conto maldito, com poucas palavras benévolas em um texto, sou funesto e subsiste.

Tenha compaixão, quer ser alvo dos bichos? Deve ser muito fácil falar de avarezas, salubriar riquezas, submergir todas diferenças aparentando-se um qualitativo composto, massificado como uma frente fria, granizo que ao cair em terra vira água.

O seu negócio é lucro certo, muita economia, acessos proibidos, digamos um "Boiadeiro Gril", até parece que tenho andado em templo de umbanda, né caboclo "Flecha Branca"? Tem pessoas fazendo rituais para que as coisas deem certo, mas eu não! Eu não! Apenas trabalho, enrijecido com um tanto de coisa que li no (Socialismo), ainda assim trabalho! Seria eu um preguiçoso libertário cheio de fundamentos?

Aquele squash, prédio tosco no resto da cidade pode criar uma filosofia fora do patamar escrivão de filha-da-putagem! Visionários cafetinos da caneta, salesianos de escola pública, por terem um si, em seu ser, por não ser quem está em si, sem contar a grandeza absoluta, renomada e tatuada até na...

Lembro do que minha avó dizia:

"Menino tu quando morrer vai ser um caixão para o o corpo e uma carreta pra-língua!"


 2* __Repouso da Mariposa


A estrela subiu a partir daquele instinto vigoroso, onde a braveza tá na mão direto pra cara!
Trocando as partes, razões dos jogos, e juízes de uma indireta ameaça, "a justiça comportada é revolta de todos", só que o martelo, a palavra, uma sentença é feita ao começo do entendimento, o de saber que o céu rachou.

Não falo de concreto, cidade, a ideia conquistou o espaço, fugi-o do meu parecer, sinto o poeta perdido no físico, "tirando a saúde ao incenso gasoso, cabendo em si a insuficiência, um espírito vago de raro espaço, encontra-se ainda perdido, por cima de tenebrosas fantasias recolhia-se ao pouso". O corpo tem sua energia vitalícia, ainda que pareça fraco, velho, seu espírito tem fora das esperanças algumas rubricas antigas, a força da vida, a brutalidade de obrigações, uma compilação de rotinas, compilação de dias, correndo da xerox, desse fácil copiar, reformar, refazer, reeditar, "nem temos presente... Nem temos..."

Sabeis sobre os versos que o parentesco de tiração, proeza do autor, é querer em alguma dessas linhas, em alguma dessas, uma forma de espanque, preferindo tombar suas palavras em seu histórico perdido tempo. Realmente, ter que calar a dor adverte em jugos as responsabilidades, por mais inútil que seja, por mais, leve, só, renda a confiança com ato de crueldade.

Pontualidade e obsessão em rumos perdidos, para os que precisam valorizar as feridas.
Há controvérsias de uma repetição atômica, é hora de escrever sem jogar na cara! Essa cusparada tá molhando muita gente que não está pronto para chuva-de-boca, de guarda-chuvas, em volumes do holocausto poético em para-raios que descem instantaneamente no crânio podre, essa tonalidade que me passaram de mediadora me fez um distinto observador, (habitual), por NYX e as "noites perdidas naquelas outrora de nuclear."

Subestimo a altura, os andaimes, por não saber o alicerce, sinto a técnica *Gimenez Vincebuz, "nós não vamos subir até eles! vamos derrubá-los! veremos quem são em nossos campos". Haja concentração, cautela enfurecida, onde pittbul é assim mesmo... Vingativo, (come na mão e morde o dono), prefere carne, ração é pra porco!.

"Boiadeiro Grill", menino de sorte, abandonou o pandeco, agora mostra sua fome, apaixonou-se por talheres de prata com ego-florista, uma medição de cubismo, renascença, que pra mim mais parece uma tropicália guardando-se em qualquer abrigo... Ele esqueceu por alguns momentos onde estava.

Isso está me parecendo uma consciência de teologia, de uma forma rupestre em baixas ondas, sobre um terral bramido, esguichando em pedras com estrondos molhados, na salmoura! Tem sua vidência eclesiástica, o sumo desprovido pelo "devir" devo ficar? Devo ir? Que filosofia é essa que cabreira do ponto que começa? Capaz de atravessar o tempo para viver em inércia, flutuando em cabeças, causando amores e decepções, em longas datas "este típico pensador não vem fazer serviço, (A Balsa), quem sou eu para atravessar corpos entre rios, cruzar eles em minha ponte é infortúnio e ameaçador, não me questiono mais pelas preposições alheias, sempre vivi do meu jeito e não tenho mais a quem agradar, ou permanecer como uma estatueta vulgar e parada, calada, subo em minha jangada para ir em uma próxima corredeira, nesse instante... O que reflete a situação memorável são meus sonhos, objetos que descartei de uma forma inadequada, itinerante; pegaremos o mesmo salva-vidas... Morrer juntos não!)

Tomando sangue vivo para viver sadio. Sádico morcego matutino, de asas aparadas, voos curtos, sem sair de casa para tirar a pedra do sapato ou machucar um absurdo, "a liberdade tem sua ceia de oferendas ao corpo", se borrar vasos é filosofia molhamos os pés com as porcarias mais, menos, ingênuas dos vagos mundos pessoais... O pensamento de abreviar e nomiar denoma-ações em uma correlação de futuro no empregar da história.