terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Agonia - Poesia - Humberto Fonsêca



Agonia

Você olha no meu olho,
E não me compreende,
Você olha na minha roupa,
E não me compreende,
Você olha nas minhas redes,
E não me compreende.

O seu olhar de julgamento,
Que não tá perdendo,
A velha oportunidade,
De apontar o dedo,
Parece Vidas Secas,
Nordeste e sofrimento.

A alma embebida de ódio,
Persegues o justo e o opóbrio,
Queres desonrar a vida,
Com teu preconceito que não vacila.

AGONIA! AGONIA! AGONIA!
Dentro do teu olhar,
Podres espiritualistas!
AGONIA! AGONIA! AGONIA!
Dentro do teu olhar,
Podres espiritualistas!

Lava mente e o conceito,
A luz na tua alma se apagou,
Deve ser porque tu,
Muito se perdeu,
Achando que se achou.

Mas quem acha não sabe,
Apenas desconta,
No ódio do seu ser,
A alegria desaponta.

Empunhando nossas armas letais,
O coração de guerra e paz,
Conta a hipocrisia,
Da tua...

AGONIA! AGONIA! AGONIA!
Dentro do teu olhar,
Podres espiritualistas!
AGONIA! AGONIA! AGONIA!
Dentro do teu olhar,
Podres espiritualistas!

Humberto Fonsêca


terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Um Olhar Na Cultura Hip Hop Alagoana - Humberto Fonsêca

Um Olhar Na Cultura Hip Hop Alagoana

Diego Verdino e o Campeão da Batalha Marginal


 As dificuldades existenciais, a problemática social, os conflitos intelectuais, a inacessibilidade aos direitos de desfrutar os mesmos recursos e espaços homogeinizados pelos círculos elitistas, os abismos entre produção e realização, como também a falta de projeção informativa e comunicativa, são alguns dos "clichés", que se tornaram a cerne de um antigo retrato social e artístico, que atinge diretamente a realização da arte, e o crescimento dos grupos que interagem diretamente com essas comunidades, muitas delas, entregues ao descaso politico, no abandono de toda falta de serviços e direitos, que há tempos são enfrentados em todos os âmbitos como um instrumento cabal que inspira pessoas, artistas, coletivos e a sociedade civil, para se integraram afim de ser o agente atuante, na profunda diagnose, que conduz um enfrentamento de todas essas violências, ao relacionar diferentes posicionamentos que são retratados em ações que acabem culminando com a mudança do cotidiano dessas comunidades, sejam elas através de intervenções, ou projetos, que consigam impactar a realidade social, da qual conhecemos profundamente, que sem uma verdadeira acessibilidade aos aparelhos culturais, aos recursos financeiros, como também a inserção dessas pessoas à uma realidade desconhecida, nunca teremos o fortalecimento e crescimento das culturas populares brasileiras.

 Esse resguardo do patrimônio imaterial, um saber fazer que empodera diferentes grupos e comunidades, são práticas que já se consolidaram em diversas localidades, das quais muitas delas, sequer sabe ou compreende que muitas detém um patrimônio cultural, material e imaterial, que segue em inobservância, ou, não são amplamente estudados e debatidos perante a sociedade, e
principalmente, seguem as sombras dos órgãos institucionais.

 O Hip Hop alagoano, a cultura de rua, os elementos que o regem, conseguir através do tempo lutar para demonstrar a sociedade toda sua riqueza imaterial, é uma cultura que está renascendo constantemente com diversos agentes atuantes, onde as essências do Hip Hop, podem ser todas elas vistas e visitadas, tanto pela sua materialidade, como também pelos nossos sentidos empíricos, essa fusão de social com artístico, é dos pontos mais relevantes dessa cultura, que tem como sua história a ocupação da rua, a crítica política, um estilo de vida, ou como dizem os playboys "um lifestyle", que o caracteriza com relevância ao discutir os problemas sociais em todo mundo.

Alem do Conhecimento
Créditos: @blogdasakura
 "Hip Hop não tem fronteiras, ele tem conhecimento, o Hip Hop não tem limites, ele tem espaço, o Hip Hop não tem linguagem, ele é universal, o Hip Hop, o Hip Hop não foi constituído para fundamentar os pensamentos da elite, o Hip Hop é uma cultura que reivindica os direitos dos menos favorecidos", a relação dessa cultura com a realidade é o choque artístico, o embate sociológico, é a plena teoria científica artística, que destrona os limiares que são impostos pelas elites através do tempo.

 Estive no último final de semana em um evento na favela Sururu de Capote, na sul da capital alagoana Maceió, e assim como em outras diversas regiões do Brasil, a realidade não podia ser diferente...

 Uma área lagunar que se encontra em uma das regiões mais belas do estado, mas que por falta de urbanização e o crescimento desenfreado, sofre a natureza, e os habitantes que ali se instalaram. Em certo momento, eu vi uma cena que me tocou o coração, e me fez refletir o porque de escrever esse texto, o cotidiano das pessoas e suas vivências, são palcos de histórias infindáveis, e um poeta, um rapper, um ativista, quando se encontra em um ambiente onde "além da contaminação dos preconceitos e pobreza, podemos ser contaminados pelo excesso de vida que emana onde as vezes, nossa pequena visão, não consegue se aprofundar nas histórias de seus protagonistas", e naquele dia de sol fervente, sentei na avenida e vi com meus pequenos e pacientes olhos, uma comunidade que expirava arte, cultura, lazer, diversão, quando as dificuldades aparentes deveriam simplesmente os entristecer, a vida sobrevoava as estatísticas nacionais, viralizando sentimentos de união e compartilhamento.

                             S Black
               Crédito: @blogdasakura

O que mais me impressionou nesse em particular, é que conseguia ver os ventos fortes fazendo pequenas ondas na lagoa, aquele fundo verde de horizonte e revolta, me trazia do além-mar para a terra, e nesta podia-se ver um jogo de futebol, a sociedade se organizada em sua cultura, saber fazer, na reunião, e bem antes de chegar até o meu corpo, este mesmo olhar, via um monte de lixo, com porcos fuçando, rebuscando alimentos, um mundaréu de cascas de sururu, e a primeira transgressão institucional, sequer existe uma coleta regular do lixo, organização para os dejetos, já que muito deste marisco que todos comem em seus lares, como também é apresentado aos turistas como iguaria, é ali que o mesmo é pescado, limpo, e vendido, eu tinha esses três planos de visão, "o mar, as árvores, a vida natural", "a sociedade que se organiza com suas culturas, suas conquistas, seu modo de viver", "a sobra do que essa vivência produz, os restos do que o homem faz na terra", e as minhas costas, eu tinha um MC cantando, um verso revoltado ressonando no ar, quebrando as ondas ondulatórias da indignação, impactando todo esse estado de submissão que somos colocados pelo descaso político.

 O Hip Hop era a minha segurança, a retaguarda do coração e das palavras, visualizando e combatendo todas essas situações, a cultura não consegue ver obstáculos, em qualquer espaço ela consegue traduzir as linguagens daqueles que se colocam como transcritores de suas considerações intelectuais.

Banca do Beco - Calixto
Créditos: @blogdasakura

 Em meio ao lixo urbano, esquecido nos fundões do mundo, nos bolsões de miséria, em pleno descaso social, todos aqueles que sabem a responsabilidade da luta contra o descaso social, eram elos e agentes em olhares de um só sangue, um só povo, uma única revolta, uma única voz, éramos as mesmas pessoas nos versos, e quando muito observava, ainda via olhares dispersos, talvez suas próprias realidades escondam histórias que os atormentam muito mais do que ali estava sendo exposto, "não podemos calcular a dor da alma, a dor do coração, nem mesmo uma lágrima, ou o peso das dezesseis toneladas de um microfone, podem resolver esses conflitos internos", são estados de vida que nos passam o peso da violência que convivem diariamente, pois, para os políticos e as elites, falar de violência significa meros e tristes impactantes índices de homicídios, enquanto a violência diária da falta de serviços públicos sequer são citadas, essa violência que passa despercebida, enjaulada, muda, cega, surda, onde os seres humanos que residem nessas condições, são meros insignificantes que só servem para o dia da eleição, dos quais ali se sensibilizamos, em perceber, que somos muito mais do que ativistas ao participar de suas vivências ao expor a arte e diagnosticar com prontidão essas tristes e malevolentes situações.

Toda comunidade em suas melhores condições, tentam demonstrar no seu cotidiano a operacionalidade que os  regem, é no cotidiano que se encontram as suas riquezas, como os citados anteriormente, que vão desde; (Patrimônio Natural, Patrimônio Cultural e Patrimônio Imaterial), porém o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), ainda não se unificou com as secretárias estaduais afim de modificar e mobilizar projetos que contemplem aquelas comunidades, que integrem diferentes diretrizes, que promovam as políticas públicas, que resguardem as histórias e consigam constituir aportes onde a comunidade tenha voz e melhoria de vida pra poder participar no mínimo com igualdade pra melhoria da vida pessoal, como também, apresentar aos alagoanos e ao mundo, todo patrimônio que pode ser estudado, pois estes povos, assim como o sururu, que foi aprovado com unanimidade patrimônio imaterial de Alagoas, as comunidades que os produzem devem ter os mesmo direitos salvaguardados pelas leis federais e estaduais.

A reunião em torno do Hip Hop, demonstra o poder de ação de agentes atuantes que não se conformam com a realidade social imposta, onde os saberes e fazeres, memórias e ações, são esquecidas e esmagadas pelas camadas poderosas da sociedade, onde somos silenciados e por toda sorte de indignação, nossos conjuntos imateriais e intelectuais passam despercebidos, e mais uma vez, me recordo a frase do professor Viegas Fernandes da Costa: "Precisamos problematizar os patrimônios".

Banca do Beco
Créditos: @blogdasakura


 Enquanto a violência elitista vai consumindo a dignidade e sugando as esperanças, os seres humanos enfrentam a vida com todas as dificuldades sem nenhum respeito, seguem esquecidos em todos os aspectos, nossas riquezas naturais continuam sendo destruídas, a vida e a natureza vão sendo destruídas aos poucos, traduzir os aspectos e essências mesmo nos dias de globalização ainda é indiferente, as vezes temos acessos, mais não temos vozes, as vezes temos vozes, mais não temos acessos, onde o silêncio impera, e a lei do chicote continua manipulando currais eleitoreiros, votos de cabresto, onde o sofrimento e falta de educação tem que ser mantidas para se perpetuar as prisões intelectuais e educacionais, ainda assim, temos produtores e artistas, que não se colocam nessa triste visão de interiorizar os problemas, de numca agir contra eles... Mas arte e o Hip Hop alagoano, estão encontrando um diálogo precursor, capaz de problematizar e enriquecer essas populações com suas manifestações, neste momento a luta é mais importante que a história, porém, alguns que aqui estão, sabem a necessidade de reescrever o que eles não veem, mas sabem modificar com suas belas narrativas.

 A cultura de rua é o conhecimento que amplia o debate social, e aqueles que não se sensibilizam com a mesma, estão defendendo as elites e suas velhas armaduras, não somos a arte, somos o povo.



Humberto Fonsêca


Agradecimentos, a guerreira Aline Sakura, pelas imagens.
Conheçam seu trabalho no instagram: @blogdasakura

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Lançamento do Livro - Diálogos Físicos - Humberto Fonsêca

Diálogos Físicos - Humberto Fonsêca

   Os livretos "Diálogos Físicos", são uma série de Micro-Poemas de Humberto Fonsêca, obra autoral totalmente independente, que busca uma poesia rebuscada em insights contemporâneos, com feedbacks  inspirado no cotidiano e simplicidade.

Se permita conhecer um pouco mais do meu trabalho.

Atenciosamente,
Humberto Fonsêca

Contato: On Direct
WhatsApp: 82 98813 4475

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Diálogos Físicos - Livro - Lançamento Humberto Fonsêca - Série de Micro-Poemas



      Os livretos "Diálogos Físicos", são uma série de Micro-Poemas de Humberto Fonsêca, obra autoral totalmente independente, que busca uma poesia rebuscada em insights contemporâneos, com feedbacks  inspirado no cotidiano e simplicidade.

Se permita conhecer um pouco mais do meu trabalho.
Atenciosamente,
Humberto Fonsêca
___________________

 Adquira o livreto "Diálogos Físicos", ou caso deseje informações, postamos para todo o Brasil!

WhatsApp: 82 98813 4475

sábado, 17 de março de 2018

Mata Um Escritor Porque Poeta É Sangue Ruim

Áurea Carolina -  Rapper e Ativista Cultural - Atualmente a vereadora  cientista social e política brasileira, Vereadora eleita à Câmara Municipal de Belo Horizonte, com o maior número de votos na cidade - Humberto Fonsêca - Evento - BIG - I Bienal Internacional de Graffiti de Belo Horizonte - Agosto de 2008 - Música e Letra Gravada Com - Clebin Quirino - Belorizontino -  Produtor Musical e Professor de Artes - Desenvolve Seus Trabalhos Com a Produto Novo

Mata Um Escritor Porque Poeta É Sangue Ruim

Ta criminosa a vida,
Em tão pequeno espaço,
É começo do fim,
Palavra voz estilhaço,
Entre tantos caminhos,
Metáfora de espinhos,
Eis o poeta de sangue,
Que não brilha como um monte,
Idoneo, puro, natural.

Essencia viva e morta,

Homem do campo, cosmopolita,
Vida de marginal,
Solta os meninos do repente,
Marmelos de embolada,
Eu sempre fui gigante na hora de ser pequeno,
E o que os olhos não diz,
É sobre a luz do espelho,
Impacto cego luzente,
No ar, na aurora azul,
Moderno, diverso, e neutro,
Eu fecho os olhos da janela,
Para ver brilhar o espaço,
Enquanto viro vida,
Enquanto viro mar,
Depois de esquecer,
Aquilo que não se sabe,
Que ouve e diz,
Canta e cala,
A voz tão burra,
Da prece que é a fala,
Cultura, luta, puta, paz,
Que porra é essa.

Você filma o que falo,

Sem nem pensar no caso,
Dizendo conhecer,
O que neném sabe.

Cinza!

Não vem de garfo que hoje é sopa,
Se esgueiras ou pasmavam,
Redundâncias, pensamentos,
Fins, recivos, mostraduras,
Meus utensílios,
São versos às  avessas,
Que iluminam a dor de um caminho,
Apregoando cidades,
Com alguidar,
Balaio de farnel.

Escrtitor que vara o mundo,

Na desgraça do suburbio,
Zumbindo poesia,
Nectando a plebe,
O homem é rude,
E seus versos que me espere.

Remar contra é fácil,

Eu quero ver pular do barco,
Tenho me entregue a poesia,
Num encontro diplomático,
Faveliano, dentro de um sertão praieiro,
emplacado por abandono,

Mata um escritor porque poeta é sangue ruim,
Quem não se une ao sofrimento,
Eu tenho, posso ter,
Que se vá a morte com o seu amor,
Mata um escritor porque poeta é sangue ruim.

Mata um escritor porque poeta é sangue ruim,
Quem não se une ao sofrimento,
Eu tenho, posso ter,
Que se vá a morte com o seu amor,
Mata um escritor porque poeta é sangue ruim.



Humberto Fonsêca




Acesse a música neste mesmo blog ao lado >>>>>  "PONTO FINAL DE PARTIDA"




sexta-feira, 16 de março de 2018

Mecenarte




 "Espancaremos sem dó nem piedade a bagunça, os palcos, os falsos teatros, e seus atores rebeldes que fazem sem fazer o que não se pede. Eles gostam de usar o que nunca conquistaram, gostam de sujar o que nunca limparam, gosta de ofender os que nunca conheceram, gostam de ludibriar quem não pode ser ludibriado, fingem-se de bestas tontas sendo os mais perversos inteligentes malvados... O que busca esse povo que tanto nos ofendem e se mascaram de maldade em seus olhares falsos? Respeito? Território? Méritos? Que sejamos "mais um" da moda ou das seitas? Do consumo? Mais um idiota ditador vendido a desgraça da corrupção? Eles não suportam sequer a sociedade que criaram, quanto mais a integridade da qual vivemos".


Humberto Fonseca

Desenaliação


Humberto Fonsêca & Juninho13 - Serra de Ubatuba - FLIP - Paraty 2008


"Por isso minha revolta,

Minhas armas, poesia, palavras, meu único eu,
Se torna um imenso exército em pleno exercício linguístico,
Guerrilhando nobremente,
Sou pior que Esparta para os senhores,
Pior que Mandela aos detentores,
Uma verdadeira tropa de choque,
Espancando seus neurotransmissores".



Humberto Fonseca

Eu e Você



"Vamos,
Brigar,
De amor?"




Humberto Fonseca

Aforismos




"Quando você sabe o que quer, muitos que estavam em pleno conhecimento se fingem de jão-sem-braço".



Humberto Fonsêca

Divergência



"Não é preciso forças para se concentrar no que é bom, 
Ou aquilo que faz bem aos teus pensamentos, 
Tenha forças para encontrares o bem e te livrares do mal".


Humberto Fonseca

Nesses tempos...

"Falta brilhantismo,
Falta interação, 
Falta inteligência, 
Falta competência, 
Falta amplitude de conhecimento, 
Falta acima de tudo respeito aos seres humanos como uma instância geral na face da terra, 
Não apenas necessitamos um do outro, 
Como também, 
Necessitamos a todo momento do meio ambiente, 
De equilíbrios entre os sistemas e os ecossistemas, e principalmente,
Do amor mútuo para que possamos entender que toda evolução trás consigo uma destruição".



Humberto Fonsêca

"O Ouro da Lama Ao Caos"


Da Lama ao Caos é o primeiro álbum de estúdio da banda pernambucana Chico Science & Nação Zumbi, lançado em 1994. Considerado um verdadeiro clássico da música brasileira.


"Fazia muitos anos que ouvia Chico Science, mas estar vivendo no nordeste e reouvir suas músicas me traz uma energia tão positiva do cenário atual brasileiro, de que não estamos errados, de que não estamos incapacitados, de que não fomos ainda derrotados, de que não estamos gastos pelos excessos de descuidos e sabotagens, de que nunca estivemos tão perto e vendo tão perto da violência, do descaso do poder público, da ignorância nordestina em se "patriotizar" (se e que existe essa palavra), os dotôres, os coroné, políticos que são chamados de senhores por eternos baba-ovos de bancadas que nunca bancou nada a meu povo. 

 O descaso social, a imbecilidade pelo consumismo, a revolta musical de "brabreza", pois braveza só nos pampas ou nos fortes do sul, já que aqui viventes de "terra seca" temos a completa valorização das castas e dogmatismos enclausurados, mascarados, tudo feito por subordinação e valorização das políticas locais latifundiárias... 

 É o (bandidismo por pura maldade, bandidismo por uma questão de classe). 

 "Não estou chamando meu povo de burro, de ignorante", pelo contrário, temos na temática musical de um dos maiores expoentes nordestinos, e podemos observar, como a cultura fortificada nas raízes de sua população, são disseminadas na ótica da inferioridade, que o povo tem de reconhecer toda sua potencialidade.

 Chico Science hoje me faz reviver a adolescência onde apenas sentia os ritmos de coco, os folguedos, os reizados, as toadas nordestinas... esquecendo os efeitos, as misturas de ritmos, as batidas do mangue beat, essas sampleadas em beats estrondosos e instrumentos de cordas, percussão, as rimas de um rapper que muitos rappers ainda precisa adquirir uma "ritimologia absurda e incomparável" e tudo que havia de mais instigante para a música eletrônica, colagens, ligações com o passado e futuro musical de um povo do tipo; "sobe morro ladeira correndo beco favela, a polícia atrás dele e eles no rabo dela", (a cidade se encontra constituída por aqueles que usarem em busca de uma saída), e qual a saída se (a cidade não para, a cidade só cresce, o de cima sobe, e o de baixo desce), é invariável a tormenta das metrópoles, grandes, médias e pequenas cidades onde temos que "eu vou fazer uma embolada, um samba com maracatu, tudo bem envenenado, bom pra mim e bom pra tu, pra gente sair da lama e enfrentar os urubu"... O ser humano luta dia após dia esquecendo bravamente de como valorizar e principalmente resgatar seu passado pelas lentes do presente emancipando o futuro, foi assim que esse cara conseguiu nos permitir ter acesso a um nordeste clandestinamente aberta a todos os diálogos improváveis de um povo que sabe muito bem honrar sua dignidade, construir cidades, fortificar histórias, e nunca, nunca ter medo de resgatar suas origens".


Humberto Fonseca

Falando da Luta Contra o Caos...



"O perigo não está em fazer, 
Mas sim, 
Em esperar que o façam".


Humberto Fonseca

Sem Medo de Ser Feliz



"A sabedoria é uma arte para ser executada diariamente, sabiamente sem interpelar a inteligência. Já o famoso engano dos sábios é a arte de supor e sabotar aquilo que realmente se conhece com entendimento ou sentimentos próprios. Não seja nada do qual não sinta. A insistência em fazer-nos incapazes ou toleráveis virá a tona com os descuidos de quem não se pertenceu antes de direcionar seus pertencimentos".

Todo trabalho excessivo feito com amor nos faz se capacitar contra a negligência.



Humberto Fonseca

Empata da Ciência



A paciência é astuta,
Dobrada em silêncio,
Doutrinada de guerras,
Especializada em amor.


Humberto Fonseca

Lembrando de Nietzsche



"É preciso entender as questões,
E separar o normal do fantástico, 
Pois se superamos,
Para manter na normalidade,
Algo fantástico e inesperado".


Humberto Fonseca

Sem Censuras, Apenas Pensamentos...



"O foda dessas redes sociais, é que, quando começa as pregações, sinceramente, é pior que igreja".


Por exemplo... Acho que uma banda como o Mamonas Assassinas por exemplo não existiria em nossos tempos, os caras seriam surrados, espancados, iriam ter milhões de postagens e compartilhamentos por músicas machistas, preconceituosas, etc...etc... Se tocassem Robocop Gay, seria um caos, Mundo Animal então uma desgraça... Vira-Vira seria um estupro coletivo, Jumento Celestino uma alusão ao nordestino que sofre nas metrópoles, e etc, etc... Será que o mundo tá voltando a ser cafona? Mais preconceituoso? Ou será que existe um limite de liberdade com a diversão? Será que as pessoas ainda não conseguem se focar no que é noticia e no que é mídia, no que é essencial e no que são apenas rumores cotidianos?

Não conseguimos mais rir com a consciência, temos que caçoar. Não conseguimos mais enxergar e traduzir os pensamentos, temos que ser direcionados. Não conseguimos mais instigar as pessoas, temos que ver embasamentos ou ações ridícula para situar nossas ações... Porra fala sério véi, eu faço poesia, arte independente, não é conceito de porra nenhuma, ou tampouco amargura sobre os problemas que sinceramente, sabemos que se ficarmos reclamando, postando, e continuando o ciclo midiático, estaremos simplesmente sendo induzidos a continuar sentados.

Sinto que estamos naquele momento do óbvio. Não é de protestos. Não é de caos. Mas de mostrar o conhecimento, os sentidos, as técnicas, se inspirar em homens que lutaram com a inteligência, em prol da inteligência, valorizando a inteligência independente de tipo, cor, credo, raça, ou questões sociais. É foda ver que até neguim colocando o dedo n forebis do outro consegue chamar a atenção de todos, seja ela uma noticia ruim ou não, seja o ato arte ou não, não cabe a nós julgar também.

Quantos grupos de artistas revolucionaram a sociedade com atos que simplesmente não foram entendidos naquele momento? Os renascentistas, a galera de 22, nem Freud explicou o que aconteceu com ele em Viena...
Quer lutar? Quer brigar? Quer questionar? Quer opinar? Quer bater de frente? Quer ser mentor de ideias? Quer ser liderança? Então... 
Faça tipo Sun Tzu; "conheça a si mesmo mais que seu inimigo, e em cem batalhas você será invencível".
Na moral, vamos pegar mais leve, porque aonde olho, leio, e enxergo, só me parecem preconceitos, conceitos, certos e mais certos, errados e mais errados, e a nossa capacidade de ação e evolução simplesmente acaba se fundindo com assuntos que a mídia "pessoal", essa de suas redes sociais e seus conceitos hora "perfeitos", hora de "solidariedade", hora de "ambietalismo", hora de "ajudar a tuido e a todos", não consegue, não existe, nunca fez nada, além de sentar a porra do rabo na frente de um pc, ou com os dedinhos num smartphone chingando tudo e todos, sem conseguir traduzir o que são as noticias, o que são os movimentos, e mais, o porque você está falando e compartilhando em seu "perfil de jornal pessoal"...
_ Tá foda!
 Vamos criar, vamos ser capazes de inventar, vamos trazer a tona nossos questionamentos, nossas soluções, nossas verdadeiras intenções, pois ficar de rabo-preso com falácia, já diria minha vó:
_ Até papagaio aprende.
 Cadê os artistas rebelados? Cadê as pinturas? Cadê o RAP, o ROCK, o Reggae? Cadê as intervenções? Cadê a porra dos poetas? Será que morremos? Será que se acabamos? Será que não conseguiremos se focar para construir ao menos uma brochura desses momentos?

Humberto Fonseca
 #vamosbrincardecriar #expandirsentir #pleberudeintelectual

Sobre'Vendo



"Lua cheia,
De corações,
Vazios".



Humberto Fonsêca

Aforismos...



"Não é preciso nada fantástico para que a nossa criatividade aliada com a percepção nos capacite a fazer coisas normais serem geniosas".


Humberto Fonseca

Descontente-se




"Em momentos,
De felicidade,
É preciso ser incontrolável".


Humberto Fonsêca

A Mente Culpada...



"O maior (indireito) constitucional é o famoso: 

_ Não tenho nada pra falar"



Humberto Fonsêca

Quem Sabe Tudo, Nada Aprende



"Em toda espécie de pensamento sem fragilidade,
A cada recomeço,
Em cada tomada de decisão,
O parapente da alma se distraí com as realidades quase impossíveis, 
Quase irreais, 
Afinal de contas, 
A vida tem esse sabor de estância bela e desconhecida."



Humberto Fonsêca

O Seu Conceito, É Preconceito...




 Na moral, debater política sempre foi chato, apesar de ser uma constante na vida, mas o momento atual, ninguém nem sabe mais o que e porque discutir, é Lava-Jato, Zelotes, ocupação em escola públicas, chacina de jovens, descaso em Mariana, blá blá blá, noticias mundo a fora e Brasil adentro, são tantas operações em corpos e instituições, que eles nem morrem e nem ficam vivos, sejam elas municipais, estaduais, federais. 

 É bilionários presos, soltos, escutas, grampos, filmagens, e a bela imagem de corrupção. 

 O que acaba? O que começa? Protestar contra corrupção, transporte, saúde, segurança, educação? Ocupar ruas, escolas, plenários? Manifestar, questionar, tumultuar? Debater políticas públicas, criar projetos, valorizar o voluntariado? Incentivar ações sociais, culturais, artísticas? Todo mundo contra todos? Todo mundo a favor de todos? Cada um na sua própria causa valorizando a cinturinha e os poderes de seus umbigos? 

 Tô confuso com tantas sugestões macabras para se filiar ou tentar resolver.


 A vida questionando a todo momento que tenho que ganhar mais, estudar mais, trabalhar mais, e viver menos. Tenho que ler mais idiotices, investigar insanos, apoiar lados obscuros...

 Dizer o que sinto e o que penso, não é fazer política ou tampouco chantagem midiática. Escrevo para se libertar destes funcionalismos públicos estatais medíocres que sacrificam o povo com toda mediocridade.

 Não estamos impossibilitados com essas mesquinharias que nós não podemos enxergar quem somos, ou exercer o que sonhamos...

 Está difícil lutar no meio de tantos lutadores, está difícil se comportar e manter o foco e determinação de ser um ser humano que a grosso calibre enfrente o estado opressor há anos, sem desconhecer em nenhum momento que é merecido o povo revidar tudo isso e mais um pouco.

 _ Mas, cá pra nós, a política nunca organizou coisa alguma, e a desordem não organiza coisa alguma.


Humberto Fonsêca

Dis'tempalizando



"Esse futuro,
Seria lindo, 
Ou já o é."



Humberto Fonsêca

Dis'tempando




"Que nos venha bons tempos. Tempos de amor, de guerra, de paz. Tempos de rir, chorar, esbravejar. Tempos de ser, sentir, e se colocar no lugar do próximo. Tempos de conciliar, acalmar, e estar juntos. Tempos de viver com limites, sem limites e nos limites. Há tempo pra tudo, pra todos, e temos que estar ancorados nele para acompanhar as mudanças. Que venham tempos melhores nesses piores tempos. O tempo não tem medo do tempo, e Deus continua nos abençoando cada dia que nos erguemos para enfrentar essas aguerridas lutas cotidianas, sentimentais..."



Humberto Fonsêca

Sem Viola...



"Gostaria que,,
(A humildade),
Virasse moda".



Humberto Fonseca

Nada de Lições de Moral...




"O verdadeiro esportista não confia na vitória, não humilha seu adversário, não induz as pessoas a julgarem e fantasiar resultados. toda vitória só pode ser contabilizada após a referida disputa. ser esportista, é ser uma pessoa do bem, treinada, capacitada, que ao invés de criar revanchismos hipócritas, faz de sua profissão ou atividade inspiração e espelho para as gerações vindouras. estar próximo de ter algum reconhecimento não significa nada, pois ao menor descuido, imperícia, ou até mesmo falta de sensibilidade com a ocasião, pode trazer resultados dos quais toda fantasia criada não pode suportar".


Humberto Fonseca


“Não é preciso ter olhos abertos para ver o sol, nem é preciso ter ouvidos afiados para ouvir o trovão. Para ser vitorioso você precisa ver o que não está visível.” 

Sun Tzu

Incisivo



"Quando você fala em amor,
As pessoas falam em ódio,
Quando você fala em ódio,
As pessoas fala em amor,
E pensar que todo esse contrario.
Foi o tédio que ficou".




Humberto Fonsêca