Humberto Fonsêca

sábado, 17 de março de 2018

Mata Um Escritor Porque Poeta É Sangue Ruim

Áurea Carolina -  Rapper e Ativista Cultural - Atualmente a vereadora  cientista social e política brasileira, Vereadora eleita à Câmara Municipal de Belo Horizonte, com o maior número de votos na cidade - Humberto Fonsêca - Evento - BIG - I Bienal Internacional de Graffiti de Belo Horizonte - Agosto de 2008 - Música e Letra Gravada Com - Clebin Quirino - Belorizontino -  Produtor Musical e Professor de Artes - Desenvolve Seus Trabalhos Com a Produto Novo

Mata Um Escritor Porque Poeta É Sangue Ruim

Ta criminosa a vida,
Em tão pequeno espaço,
É começo do fim,
Palavra voz estilhaço,
Entre tantos caminhos,
Metáfora de espinhos,
Eis o poeta de sangue,
Que não brilha como um monte,
Idoneo, puro, natural.

Essencia viva e morta,

Homem do campo, cosmopolita,
Vida de marginal,
Solta os meninos do repente,
Marmelos de embolada,
Eu sempre fui gigante na hora de ser pequeno,
E o que os olhos não diz,
É sobre a luz do espelho,
Impacto cego luzente,
No ar, na aurora azul,
Moderno, diverso, e neutro,
Eu fecho os olhos da janela,
Para ver brilhar o espaço,
Enquanto viro vida,
Enquanto viro mar,
Depois de esquecer,
Aquilo que não se sabe,
Que ouve e diz,
Canta e cala,
A voz tão burra,
Da prece que é a fala,
Cultura, luta, puta, paz,
Que porra é essa.

Você filma o que falo,

Sem nem pensar no caso,
Dizendo conhecer,
O que neném sabe.

Cinza!

Não vem de garfo que hoje é sopa,
Se esgueiras ou pasmavam,
Redundâncias, pensamentos,
Fins, recivos, mostraduras,
Meus utensílios,
São versos às  avessas,
Que iluminam a dor de um caminho,
Apregoando cidades,
Com alguidar,
Balaio de farnel.

Escrtitor que vara o mundo,

Na desgraça do suburbio,
Zumbindo poesia,
Nectando a plebe,
O homem é rude,
E seus versos que me espere.

Remar contra é fácil,

Eu quero ver pular do barco,
Tenho me entregue a poesia,
Num encontro diplomático,
Faveliano, dentro de um sertão praieiro,
emplacado por abandono,

Mata um escritor porque poeta é sangue ruim,
Quem não se une ao sofrimento,
Eu tenho, posso ter,
Que se vá a morte com o seu amor,
Mata um escritor porque poeta é sangue ruim.

Mata um escritor porque poeta é sangue ruim,
Quem não se une ao sofrimento,
Eu tenho, posso ter,
Que se vá a morte com o seu amor,
Mata um escritor porque poeta é sangue ruim.



Humberto Fonsêca




Acesse a música neste mesmo blog ao lado >>>>>  "PONTO FINAL DE PARTIDA"




sexta-feira, 16 de março de 2018

Mecenarte




 "Espancaremos sem dó nem piedade a bagunça, os palcos, os falsos teatros, e seus atores rebeldes que fazem sem fazer o que não se pede. Eles gostam de usar o que nunca conquistaram, gostam de sujar o que nunca limparam, gosta de ofender os que nunca conheceram, gostam de ludibriar quem não pode ser ludibriado, fingem-se de bestas tontas sendo os mais perversos inteligentes malvados... O que busca esse povo que tanto nos ofendem e se mascaram de maldade em seus olhares falsos? Respeito? Território? Méritos? Que sejamos "mais um" da moda ou das seitas? Do consumo? Mais um idiota ditador vendido a desgraça da corrupção? Eles não suportam sequer a sociedade que criaram, quanto mais a integridade da qual vivemos".


Humberto Fonseca

Desenaliação


Humberto Fonsêca & Juninho13 - Serra de Ubatuba - FLIP - Paraty 2008


"Por isso minha revolta,

Minhas armas, poesia, palavras, meu único eu,
Se torna um imenso exército em pleno exercício linguístico,
Guerrilhando nobremente,
Sou pior que Esparta para os senhores,
Pior que Mandela aos detentores,
Uma verdadeira tropa de choque,
Espancando seus neurotransmissores".



Humberto Fonseca

Eu e Você



"Vamos,
Brigar,
De amor?"




Humberto Fonseca

Aforismos




"Quando você sabe o que quer, muitos que estavam em pleno conhecimento se fingem de jão-sem-braço".



Humberto Fonsêca

Divergência



"Não é preciso forças para se concentrar no que é bom, 
Ou aquilo que faz bem aos teus pensamentos, 
Tenha forças para encontrares o bem e te livrares do mal".


Humberto Fonseca

Nesses tempos...

"Falta brilhantismo,
Falta interação, 
Falta inteligência, 
Falta competência, 
Falta amplitude de conhecimento, 
Falta acima de tudo respeito aos seres humanos como uma instância geral na face da terra, 
Não apenas necessitamos um do outro, 
Como também, 
Necessitamos a todo momento do meio ambiente, 
De equilíbrios entre os sistemas e os ecossistemas, e principalmente,
Do amor mútuo para que possamos entender que toda evolução trás consigo uma destruição".



Humberto Fonsêca

"O Ouro da Lama Ao Caos"


Da Lama ao Caos é o primeiro álbum de estúdio da banda pernambucana Chico Science & Nação Zumbi, lançado em 1994. Considerado um verdadeiro clássico da música brasileira.


"Fazia muitos anos que ouvia Chico Science, mas estar vivendo no nordeste e reouvir suas músicas me traz uma energia tão positiva do cenário atual brasileiro, de que não estamos errados, de que não estamos incapacitados, de que não fomos ainda derrotados, de que não estamos gastos pelos excessos de descuidos e sabotagens, de que nunca estivemos tão perto e vendo tão perto da violência, do descaso do poder público, da ignorância nordestina em se "patriotizar" (se e que existe essa palavra), os dotôres, os coroné, políticos que são chamados de senhores por eternos baba-ovos de bancadas que nunca bancou nada a meu povo. 

 O descaso social, a imbecilidade pelo consumismo, a revolta musical de "brabreza", pois braveza só nos pampas ou nos fortes do sul, já que aqui viventes de "terra seca" temos a completa valorização das castas e dogmatismos enclausurados, mascarados, tudo feito por subordinação e valorização das políticas locais latifundiárias... 

 É o (bandidismo por pura maldade, bandidismo por uma questão de classe). 

 "Não estou chamando meu povo de burro, de ignorante", pelo contrário, temos na temática musical de um dos maiores expoentes nordestinos, e podemos observar, como a cultura fortificada nas raízes de sua população, são disseminadas na ótica da inferioridade, que o povo tem de reconhecer toda sua potencialidade.

 Chico Science hoje me faz reviver a adolescência onde apenas sentia os ritmos de coco, os folguedos, os reizados, as toadas nordestinas... esquecendo os efeitos, as misturas de ritmos, as batidas do mangue beat, essas sampleadas em beats estrondosos e instrumentos de cordas, percussão, as rimas de um rapper que muitos rappers ainda precisa adquirir uma "ritimologia absurda e incomparável" e tudo que havia de mais instigante para a música eletrônica, colagens, ligações com o passado e futuro musical de um povo do tipo; "sobe morro ladeira correndo beco favela, a polícia atrás dele e eles no rabo dela", (a cidade se encontra constituída por aqueles que usarem em busca de uma saída), e qual a saída se (a cidade não para, a cidade só cresce, o de cima sobe, e o de baixo desce), é invariável a tormenta das metrópoles, grandes, médias e pequenas cidades onde temos que "eu vou fazer uma embolada, um samba com maracatu, tudo bem envenenado, bom pra mim e bom pra tu, pra gente sair da lama e enfrentar os urubu"... O ser humano luta dia após dia esquecendo bravamente de como valorizar e principalmente resgatar seu passado pelas lentes do presente emancipando o futuro, foi assim que esse cara conseguiu nos permitir ter acesso a um nordeste clandestinamente aberta a todos os diálogos improváveis de um povo que sabe muito bem honrar sua dignidade, construir cidades, fortificar histórias, e nunca, nunca ter medo de resgatar suas origens".


Humberto Fonseca

Falando da Luta Contra o Caos...



"O perigo não está em fazer, 
Mas sim, 
Em esperar que o façam".


Humberto Fonseca

Sem Medo de Ser Feliz



"A sabedoria é uma arte para ser executada diariamente, sabiamente sem interpelar a inteligência. Já o famoso engano dos sábios é a arte de supor e sabotar aquilo que realmente se conhece com entendimento ou sentimentos próprios. Não seja nada do qual não sinta. A insistência em fazer-nos incapazes ou toleráveis virá a tona com os descuidos de quem não se pertenceu antes de direcionar seus pertencimentos".

Todo trabalho excessivo feito com amor nos faz se capacitar contra a negligência.



Humberto Fonseca

Empata da Ciência



A paciência é astuta,
Dobrada em silêncio,
Doutrinada de guerras,
Especializada em amor.


Humberto Fonseca

Lembrando de Nietzsche



"É preciso entender as questões,
E separar o normal do fantástico, 
Pois se superamos,
Para manter na normalidade,
Algo fantástico e inesperado".


Humberto Fonseca

Sem Censuras, Apenas Pensamentos...



"O foda dessas redes sociais, é que, quando começa as pregações, sinceramente, é pior que igreja".


Por exemplo... Acho que uma banda como o Mamonas Assassinas por exemplo não existiria em nossos tempos, os caras seriam surrados, espancados, iriam ter milhões de postagens e compartilhamentos por músicas machistas, preconceituosas, etc...etc... Se tocassem Robocop Gay, seria um caos, Mundo Animal então uma desgraça... Vira-Vira seria um estupro coletivo, Jumento Celestino uma alusão ao nordestino que sofre nas metrópoles, e etc, etc... Será que o mundo tá voltando a ser cafona? Mais preconceituoso? Ou será que existe um limite de liberdade com a diversão? Será que as pessoas ainda não conseguem se focar no que é noticia e no que é mídia, no que é essencial e no que são apenas rumores cotidianos?

Não conseguimos mais rir com a consciência, temos que caçoar. Não conseguimos mais enxergar e traduzir os pensamentos, temos que ser direcionados. Não conseguimos mais instigar as pessoas, temos que ver embasamentos ou ações ridícula para situar nossas ações... Porra fala sério véi, eu faço poesia, arte independente, não é conceito de porra nenhuma, ou tampouco amargura sobre os problemas que sinceramente, sabemos que se ficarmos reclamando, postando, e continuando o ciclo midiático, estaremos simplesmente sendo induzidos a continuar sentados.

Sinto que estamos naquele momento do óbvio. Não é de protestos. Não é de caos. Mas de mostrar o conhecimento, os sentidos, as técnicas, se inspirar em homens que lutaram com a inteligência, em prol da inteligência, valorizando a inteligência independente de tipo, cor, credo, raça, ou questões sociais. É foda ver que até neguim colocando o dedo n forebis do outro consegue chamar a atenção de todos, seja ela uma noticia ruim ou não, seja o ato arte ou não, não cabe a nós julgar também.

Quantos grupos de artistas revolucionaram a sociedade com atos que simplesmente não foram entendidos naquele momento? Os renascentistas, a galera de 22, nem Freud explicou o que aconteceu com ele em Viena...
Quer lutar? Quer brigar? Quer questionar? Quer opinar? Quer bater de frente? Quer ser mentor de ideias? Quer ser liderança? Então... 
Faça tipo Sun Tzu; "conheça a si mesmo mais que seu inimigo, e em cem batalhas você será invencível".
Na moral, vamos pegar mais leve, porque aonde olho, leio, e enxergo, só me parecem preconceitos, conceitos, certos e mais certos, errados e mais errados, e a nossa capacidade de ação e evolução simplesmente acaba se fundindo com assuntos que a mídia "pessoal", essa de suas redes sociais e seus conceitos hora "perfeitos", hora de "solidariedade", hora de "ambietalismo", hora de "ajudar a tuido e a todos", não consegue, não existe, nunca fez nada, além de sentar a porra do rabo na frente de um pc, ou com os dedinhos num smartphone chingando tudo e todos, sem conseguir traduzir o que são as noticias, o que são os movimentos, e mais, o porque você está falando e compartilhando em seu "perfil de jornal pessoal"...
_ Tá foda!
 Vamos criar, vamos ser capazes de inventar, vamos trazer a tona nossos questionamentos, nossas soluções, nossas verdadeiras intenções, pois ficar de rabo-preso com falácia, já diria minha vó:
_ Até papagaio aprende.
 Cadê os artistas rebelados? Cadê as pinturas? Cadê o RAP, o ROCK, o Reggae? Cadê as intervenções? Cadê a porra dos poetas? Será que morremos? Será que se acabamos? Será que não conseguiremos se focar para construir ao menos uma brochura desses momentos?

Humberto Fonseca
 #vamosbrincardecriar #expandirsentir #pleberudeintelectual

Sobre'Vendo



"Lua cheia,
De corações,
Vazios".



Humberto Fonsêca

Aforismos...



"Não é preciso nada fantástico para que a nossa criatividade aliada com a percepção nos capacite a fazer coisas normais serem geniosas".


Humberto Fonseca

Descontente-se




"Em momentos,
De felicidade,
É preciso ser incontrolável".


Humberto Fonsêca

A Mente Culpada...



"O maior (indireito) constitucional é o famoso: 

_ Não tenho nada pra falar"



Humberto Fonsêca

Quem Sabe Tudo, Nada Aprende



"Em toda espécie de pensamento sem fragilidade,
A cada recomeço,
Em cada tomada de decisão,
O parapente da alma se distraí com as realidades quase impossíveis, 
Quase irreais, 
Afinal de contas, 
A vida tem esse sabor de estância bela e desconhecida."



Humberto Fonsêca

O Seu Conceito, É Preconceito...




 Na moral, debater política sempre foi chato, apesar de ser uma constante na vida, mas o momento atual, ninguém nem sabe mais o que e porque discutir, é Lava-Jato, Zelotes, ocupação em escola públicas, chacina de jovens, descaso em Mariana, blá blá blá, noticias mundo a fora e Brasil adentro, são tantas operações em corpos e instituições, que eles nem morrem e nem ficam vivos, sejam elas municipais, estaduais, federais. 

 É bilionários presos, soltos, escutas, grampos, filmagens, e a bela imagem de corrupção. 

 O que acaba? O que começa? Protestar contra corrupção, transporte, saúde, segurança, educação? Ocupar ruas, escolas, plenários? Manifestar, questionar, tumultuar? Debater políticas públicas, criar projetos, valorizar o voluntariado? Incentivar ações sociais, culturais, artísticas? Todo mundo contra todos? Todo mundo a favor de todos? Cada um na sua própria causa valorizando a cinturinha e os poderes de seus umbigos? 

 Tô confuso com tantas sugestões macabras para se filiar ou tentar resolver.


 A vida questionando a todo momento que tenho que ganhar mais, estudar mais, trabalhar mais, e viver menos. Tenho que ler mais idiotices, investigar insanos, apoiar lados obscuros...

 Dizer o que sinto e o que penso, não é fazer política ou tampouco chantagem midiática. Escrevo para se libertar destes funcionalismos públicos estatais medíocres que sacrificam o povo com toda mediocridade.

 Não estamos impossibilitados com essas mesquinharias que nós não podemos enxergar quem somos, ou exercer o que sonhamos...

 Está difícil lutar no meio de tantos lutadores, está difícil se comportar e manter o foco e determinação de ser um ser humano que a grosso calibre enfrente o estado opressor há anos, sem desconhecer em nenhum momento que é merecido o povo revidar tudo isso e mais um pouco.

 _ Mas, cá pra nós, a política nunca organizou coisa alguma, e a desordem não organiza coisa alguma.


Humberto Fonsêca

Dis'tempalizando



"Esse futuro,
Seria lindo, 
Ou já o é."



Humberto Fonsêca

Dis'tempando




"Que nos venha bons tempos. Tempos de amor, de guerra, de paz. Tempos de rir, chorar, esbravejar. Tempos de ser, sentir, e se colocar no lugar do próximo. Tempos de conciliar, acalmar, e estar juntos. Tempos de viver com limites, sem limites e nos limites. Há tempo pra tudo, pra todos, e temos que estar ancorados nele para acompanhar as mudanças. Que venham tempos melhores nesses piores tempos. O tempo não tem medo do tempo, e Deus continua nos abençoando cada dia que nos erguemos para enfrentar essas aguerridas lutas cotidianas, sentimentais..."



Humberto Fonsêca

Sem Viola...



"Gostaria que,,
(A humildade),
Virasse moda".



Humberto Fonseca

Nada de Lições de Moral...




"O verdadeiro esportista não confia na vitória, não humilha seu adversário, não induz as pessoas a julgarem e fantasiar resultados. toda vitória só pode ser contabilizada após a referida disputa. ser esportista, é ser uma pessoa do bem, treinada, capacitada, que ao invés de criar revanchismos hipócritas, faz de sua profissão ou atividade inspiração e espelho para as gerações vindouras. estar próximo de ter algum reconhecimento não significa nada, pois ao menor descuido, imperícia, ou até mesmo falta de sensibilidade com a ocasião, pode trazer resultados dos quais toda fantasia criada não pode suportar".


Humberto Fonseca


“Não é preciso ter olhos abertos para ver o sol, nem é preciso ter ouvidos afiados para ouvir o trovão. Para ser vitorioso você precisa ver o que não está visível.” 

Sun Tzu

Incisivo



"Quando você fala em amor,
As pessoas falam em ódio,
Quando você fala em ódio,
As pessoas fala em amor,
E pensar que todo esse contrario.
Foi o tédio que ficou".




Humberto Fonsêca

Biologi ' Amor




"Segue os sentidos, 
No corpo,
Na mente, 
No ar,
Na terra,
Em qualquer caminho,
deixa fluir, 
Pois,
Os corações não precisam de palavras".


Humberto Fonsêca

Aos Milhões...



"Vocês com tudo que tem fazem truques, nós com o pouco que temos fazemos milagres ".


Humberto Fonsêca

Por Onde Andas


Ilustração de Karina Meireles - Série Poética: "O Repouso da Mariposa"


O bom,
Coração,
Não usa órbita".


A trajetória,
Mesmo em caminhos à revés, 
É encontro.


Humberto Fonsêca

Disponha...



"O verdadeiro amor te conduz a liberdade"





Dissistematizando





"todos seres sistematizados,
se pensarem diferentes,
acabam atacados,
afinal de contas,
para que tantos sistemas,
se o sistema mental,
é quem acaba confrontado".



Humberto Fonsêca

sexta-feira, 9 de março de 2018

Encéfalo

Encéfalo 



"Estava repa-rando, olh'ando, not'ando,
O quanto estamos des'per'cebido, dist'raído, di'ssi'mulados,
Mo envenemanto mental,
De não suportar o próprio peso,
Buscando no próximo uma leveza habitual".




Humberto Fonsêca

quinta-feira, 8 de março de 2018

A ti...


Eu não sei o que falar para as mulheres hoje, como homenagear, como inspirar, como dizer algo que lhes façam mais livres e independentes... Pois na minha mente, homenageio-as todos os dias, respeito-as todos os dias, claro que há dias de discórdias e rumores, se não fosse assim não existiria relacionamentos verdadeiros, amizades sinceras.
 Vocês sempre foram guerreiras, lindas, briguentas, indiferentes ao preconceito, aberta em discussões contra todos esses tipos e generalizações sexuais, sempre me incentivaram... As amigas, as parceiras e as desconhecidas, saí de uma mulher, e tenho que sentir-se eternamente parte de vocês, aprendendo a cada dia que o maior aprendizado com vocês; é a simplicidade de amar incondicionalmente.



A ti...


Que sempre soubestes,
A importância,
Dos valores,
Sem perder,
A elegância,
Em meio aos preconceitos,
Orgulhos,
Ignorâncias.

Tens a dádiva,
O brilho sem maquiagem,
A inspiração,
Que motiva coragem,
Desde os sonhos,
A realidade.

Vens ter comigo,
Os diálogos abertos,
A lutas impactantes,
Os conflitos itinerantes,
Na passarela do desejo,
Diz-me teus desconfortos,
E o que alegra,
Neste instante.

Boa amiga,
Velha amante,
Namorada consensual,
Amor devaneio,
Sou filho das tuas entranhas,
Sangue dos teus romances.

Tu que me inspiras,
Como mãe, avó,
Irmã, amiga, tia, prima,
Parceira de íntimos momentos,
Acompanhante de toda uma vida,
Não importa quem sejas,
Amada es tu,
Mulher.


Felizes sejam todos os dias de vocês!

sexta-feira, 2 de março de 2018

Sem Silêncio...

Sem Silêncio...

Sou eu,
Firme e forte,
Em um ambiente,
Onde as pessoas não sonham,
Do que adianta dormir.

Se suas almas,
Não descansam,
Se suas esperanças,
São falas, falcatruas,
No estilo de vida dogmático,
Sem presenciar ou sentir,
Sequer,
Uma revolução em seu dia!

Humberto Fonseca

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Poesia - Humberto Fonsêca - Muito Além de Mim



 Apresento-vos aqui amado leitor (a), uma breve poesia que vai desencadear todo um novo processo escrito, a poesia é uma estrutura verbal da qual utilizo ajuizadamente, quando realmente, meu corpo sofrega por uma novidade interior, que já vem pulsando há tempos para ser irrompida ao real, nesta comicidade poética a constante ressignificação, uma viagem as minhas antigas raízes, a instrução sendo utilizada amplamente para a simplicidade, (poesia antes de tudo, além de sua complexidade, ela deve ser feita com todo sentimento e simplicidade), eu gostaria realmente de abrir o portal sobre essa instrução que vem há tempos sendo intuída, desbaratinar a cadência desses versos,  falar como realmente penso sobre esses pensamentos e formação da composição, constituída entre vetores de silêncio e amor a arte.

 O artista deve estar sempre se reinventando e aberto as novas possibilidades, e isto é o que sempre tento trazer ao público que por aqui passa alguns breves minutos de leitura.

Muito obrigado!

Atenciosamente,
Humberto Fonsêca

Muito Além de Mim

Parte I

Através dela,
Eu vejo,
O que me silencia,
Emudece, realça,
O que atina,
Do corpo a alma,
Do coração a fala.

Através dela,
Eu me perco,
Me tenho,
Sou-me,
Um tanto mais liberto,
Dos conceituais defeitos,
Distanciando-se de julgamentos.

Através dela,
Eu encontrei aquele pedaço de paz,
Do qual havia esquecido,
Recuperando os sentidos,
Para valorizar o que nunca havia perdido,
Sendo a ponte estaiada que se refaz,
Na parte de um terço,
Em um cubo triangular,
Nossos ângulos lânguidos,
Nas arestas que apontam,
Direções de sensibilidades,
Que guiam, indicam, pacificam,
Todo estado impossível de suportar,
Com a determinação pacificadora,
Em batalhas que já se tornaram inacabáveis,
A vitória, o carinho, a paciência,
São essas nossas bases,
Simplicidades que a vida exige,
Para findar o amor.

Através dela,
Eu perco meu além,
Se foco no instante,
No agora, no hoje, no momento,
Traduzo o oculto,
Oculto o que traduzo,
Abandono as palavras vãs,
Distinguindo a métrica,
Sintetizando a poesia,
Sentindo ao invés de expressar,
Guardando ao invés de falar,
Medindo a rima que nunca silenciei,
Versando dizeres diligenciados aos saberes,
Porque a mínima distância,
Afasta o sentimento,
Do qual trabalho com a poética determinante,
Encontrando o positivismo eloquente,
De um marginal da estética poética,
Que se especializa com a mente.

Através dela,
Eu compreendi sobre o tempo
Amadureci, cresci, entendi,
Estudo o que está em mim,
Suponho o silêncio,
Como a portabilidade dos afins,
Estranho passatempo,
Essa "nova internet das coisas",
Conectando inúmeras possibilidades,
Sem equipamento algum,
Utilizando as velhas artes da humanidade,
Coração e sentimento,
Inteligência e discernimento,
Sabedoria e conhecimento,
Conduzindo ouvir ante escutar,
Sabendo que esperar,
Dependendo da guerra que estais,
É o mesmo que andar.

Através dela,
Eu entendo as tantas poesias inacabadas,
Que renascem a cada série,
Que continua um ciclo vital perseguindo a vida,
Transparecendo dádivas ao ocupar o tempo real,
Roteiro do diálogo, do irreal, do surreal,
Compactuando essa instância temporal verbal.

Através dela,
Eu posso espiritualizar,
A melhora da minha matéria,
Desocupar o juízo do intocável,
Ater-se a realidade,
Sem abandonar os sonhos,
Possibilitando vive-los,
Ao invés de explicá-los.

Através dela,
Eis a calma de cada verso,
Como poucas vezes foram por mim trabalhados.

Através dela,
Eu vejo uma frieza inquietante,
Aquilo que parece ser um amor determinante.

O medo de viver.
O eterno viver com medo,
O amar em desespero,
O querer não querendo,
O ser que não sabe onde situar,
O estar não estando,
O vai mais não vai,
O realiza ou não realiza.

Essa constante dúvida que situa as dores,
Sem notar que os momentos especiais,
Eles não são únicos,
Mais são raros, muito, muito raros.

Através dela,
Sinto a paz,
Mais em oculto,
Impregnada de tormentos,
Uma confusão de sentidos,
Transformando,
O amor, os desejos, as paixões,
Em aristocráticas ordens,
Insensibilidade cruel,
Fragilidade das tentações,
Desconcentrada do que estaria em jogo,
Joga aos ventos suas confusas ações.

Através dela,
É ser paciente,
Para saber onde a verdade se revela,
Compreender que alguns sentimentos,
Por mais belos que se demonstrem,
Não impermeabilizam os vazios,
Escusos de forças,
Derribam suas próprias arquiteturas.

Fraqueza do saber,
Fraqueza da coragem,
Fraqueza de fé.

Enamorada de soluções,
Dúvidas, problemas, questionamentos,
Nunca conquistará realizações,
Ou se realiza do que não conquista.

Através dela,
Um domínio,
Uma demonstração e poder,
Uma sutileza de traços marcáveis,
A conquista fugaz,
Uma ambição que desmorona,
Eclodindo silêncios.

Desconhecendo um valor intangível,
Fazendo do belo e  puro,
Um mero ato insignificante,
Transformando o imponente em razoável,
O intelectual em rude,
A disciplina em bagunça.

Ou esqueceu,
Ou ainda não foi capaz de sentir,
Ou por ter superioridade e conseguir fingir,
Não deu o valor merecido.

Das pessoas,
Que se conectam ao coração,
Capaz de oferecer tudo,
Sem lhe pedir nada.

Através dela,
Sei que a obra,
É para ti leitor,
Mais fora dedicado a ela.

Através dela,
Tudo poderia iniciar,
Mais acabamos por silenciar e aceitar tudo como está.

Através dela,
Vê-se apenas o fim,
O tempo finito,
O algoritmo que empaca em tipos,
Focada em limites,
Fronteiriza os largos e infindos sentimentos.

Através dela,
Nasce a alegria,
A tristeza,
E o abandono,
Recolhimento de sensações,
Esconderijo de emoções,
Apequenando o que não se traduz,
Em pequenas palavras sãs.

Através dela,
Eu vi quase acender,
E apagar minha luz.

"O calor que arde em minha essência se rebela para destruir esse ambiente frio e calculista, numerado de probabilidade e satisfações, fugindo desta morosidade consumista que valoriza as intenções, mais não paga pra ver com as emoções".

Através dela,
Eu vejo o início,
Mais não vejo o meio,
Não vejo o fim,
E vejo o término,
Compreendo a barreira que se ergueu,
Não escalar,
É a decisão correta,
De não sentir o que ganhou,
Tampouco o que não perdeu.

Através dela,
Consegui analisar muitas,
Igualíssimas,
Completamente estruturadas com as mesmas bases,
Seria os males desse tempo,
A facilidade dos encontros,
Normalidade em conquistar e abandonar,
Seria ignorância,
Estupidez,
Ou opiniões de caráter,
Solidez de sentido,
Abaixo do ego,
Acima das emoções.

Através dela,
Vejo a mulher moderna,
Que se auto intitula livre,
Entregando-se ao abandono,
Ou por não compreender,
Seria está talvez sua liberdade.

Através dela,
Vejo o feminismo,
A imponência,
A dignidade,
A felicidade,
A moralidade,
A paixão e amor próprio,
Sua companhia,
É tão importante quanto a si mesma.

Através dela,
Aprendi a cuidar muito mais,
De tudo que está em minha vida,
Bloqueando as interferências,
Reverenciando a capacidade de viver impossibilidades,
E principalmente,
Extraindo como sempre,
Leite de pedra,
Água na seca,
Alimento da fome,
Milagres em meio as dores.

Através dela,
Dignificou-se as estruturas,
Mostraram-se compatibilidades,
Elencou-se sistemas,
Igualou-se pesos e medidas,
Mais nenhuma dessas probabilidades,
Para os devaneios do coração,
Significam responsabilidade com a justiça.



Parte II


Através dele,
Sente-se a normalidade,
Como encarar as coisas,
Como elas são,
Não como sonhamos.

Através dele,
Vê-se a luta constante,
Uma naturalidade que (me é) inquietante,
Cria com a mesma eficiência,
Diante da alegria e da tristeza,
Não tem medo algum da vida,
Não teme perder,
Pois tudo que conquistou foi com uma dignidade sagrada,
Entende em seu espírito que alguma perdas,
São tão naturais quanto conquistas inconquistadas.

Através dele,
Entendo que algumas fortalezas,
Devem ser derribadas,
Algumas construções quebradas,
E as inúmeras dúvidas incendiadas,
Como também,
Algumas delas,
Devem seguir intocadas.

Através dele,
Percebo o coração,
A razão,
O intuito,
O instinto,
O estudo,
A capacidade,
A reação diante das futuras ações,
O transformar da suposição,
O coincidente resultado,
Criando assim ao seu redor diálogos dos perturbados,
Tudo isso,
Por causa,
Da falta de fé,
Da falta de coragem,
Da falta de virtude.

Através dele,
Do sofrimento dele,
Da capacidade dele,
Das dores dele,
Das reclamações dele,
Da poesia dele,
Ficaram dúvidas questionáveis,
Compreensíveis,
Que ele é muito além de mim,
Que sequer sabia o que ou quem eu era,
Que foi por causa dele,
Essa nova visão da vida,
Capaz de rasgar o corpo e espírito,
Para encarar com veracidade a realidade.

Sair do universo de sonhos,
De indignações que tumultuam as belas paragens da vida,
O meu nascimento,
Essa insurreição da oralidade,
Do poeta que se faz objeto,
Estudo das filosofias,
Entregue amarrado aos métodos,
Liberta-se das insignificantes técnicas.

Através dele,
Vejo a complexidade deste poema,
Como ama a vida,
Como se afunda nas paixões,
Como se coloca diante de uma nova tentativa,
Como se entreva no meio de infernos,
Como traz luz as trevas do racionalismo,
Que nível poeta,
Observas a baixa altitude que planas,
E não te contentas com está geografia,
Ciência que estuda a terra, a vida,
Escrita sismográfica dos sentimentos.

Através dele,
Observar tal situação,
Estar vivo e amparado,
Com alma e espírito ligados,
Na simples, frágil vida,
Suas intuições,
Suas realizações,
Suas normalidades,
Suas investidas,
Suas reclusões,
Suas codificações,
Suas insanidades,
Suas liberdades,
Suas guardas abaixadas,
Na prontidão coerente,
De modificar qualquer estado que a vida lhe impõe.

Através dele,
Sinto a vergonha,
De tantas ordens sem sentido,
De tantas regras sem validade,
De tantas normas que não são seguidas,
De tantas dúvidas que não são respondidas,
De tantas mostras de menosprezo,
De tantas insignificâncias ao ser humano,
De tantas emudecidas ao que deveriam escutar,
De tantas precauções que nunca foram seguidas,
De tantas imposições que não existem respostas.

Através dele,
Percebe-se que estamos habituados com a vida,
A ciência exige métodos,
Práticas, consultas, mesmos resultados,
Desconsiderando assim essa possibilidade,
O que enfrenta,
É frente a frente,
O romance do ódio contra o amor,
O romance do amor contra o ódio,
Esta ambivalência,
Persegue-o com algum motivo inocular,
Alguma verdade que não querem responder,
Alguma realidade que não querem apresentar,
Alguma veracidade que desejam omitir,
Algum contexto que não tem solução,
Alguma dúvida que não pode ser interpretada,
Alguma realidade que não tem mudança.

Através dele,
A poética é a ótica,
O prisma que sufoca a reclusão,
Entendo que o poeta escreve com as imagens,
O pintor com as palavras,
A arte regenera seus instintos,
Valoriza o ser ante as teorias.

Através dele,
Criou-se este leitor escritor,
Narrador mais que onisciente,
O prosador presente,
Representante insigne,
Traduzindo com um olhar capaz de transpor,
Essas significações,
Realidades conflitantes,
Colocando cada um em seu lugar,
Questionando as situações,
Ao invés do que é certo ou errado,
Pois até mesmo isso,
Até agora não lhe fora explicado.

Através dele,
Se destrói toda guerra de entendimentos,
É acusação contra perfídias,
A verdura dos tempos,
Contra as verduras dos verdes,
A constituição dos fatos,
A improvisação que contrasta,
Sendo descomplexadas nas suas provas.

É uma luta da realidade,
Que se impõe a todo imediatismo rotulante,
Confrontando não apenas as soluções óbvias,
Mais o que fizeram sê-los tão óbvios,
Naturais e insidiosos,
Desde que não sejam simplesmente questionados.

Através dele,
Vemos a importância da filosofia,
Além de ser estrutura verbal, nominal, temporal,
Metodológica, empiricista, fenomenológica,
Se coloca no meio da batalha como menosprezado irrequieto,
Com ética sem códigos,
Postulando vivência indagadora,
Sem supor as indiferenças,
Partindo dimensões e limites impostos.

Através dele,
A poesia parece ser uma simples moldura,
Pano de fundo,
Realização sensorial,
Não apresenta forma, conteúdo, privilégio,
Mais traduz os ambientes,
As circunstâncias,
Desfaz a critica com ampliação ao entendimento,
Põe-se na situação,
Para entender ação,
Descrever paixão,
Amar sem solução.

Através dele,
Têm-se o poeta,
Têm-se o filósofo,
Têm-se o cientista,
Têm-se o samurai,
Têm-se o louco,
Têm-se o sábio,
Têm-se o tolo,
Têm-se o que se deve ter,
Sem que nada dele mesmo ele tenha.

Através dele,
Essa espiritualidade desligada,
Com faculdades mentais extra'conectadas,
Supra binária,
Algorítímicada,
A distinção entre ser e poder,
Entre ter e ater,
As referências de obrigações,
E descrições,
Compõe em teses,
Assusta em antíteses,
Batalha em sínteses,
É o apurado das ênfases,
A premissa de dúvidas eloquentes,
Com harmonia e alegria assustadora,
Ao se preparar para os combates.

Através dele,
Enfio-me na complexidade narrativa,
O tato da escrita,
Ao permear esse ambiente linear,
Claro e direto,
Instituiu a terceira de uma mesma pessoa,
Poética desafiadora aos córtex cerebrais,
Concilia diversas técnicas,
Construções de linguagens,
Seria um código poético,
Uma rede neural literária,
Sistemas próprios de sua arte,
Liga macro'rítmica,
Fundação tempestuosa,
De futuro, passado e presente,
Interjeiçao positivista esclarecida,
Sem nenhuma propriedade filosófica,
Socializa os ambientes da vida.

Através dele,
Eu me atinei ao amor,
Não como uma substância,
Necessidade de prazer,
Realização carnal,
Intuição mental,
Adivinhação intelectual,
Mais ao amor natural,
Que tudo suporta,
Que pouco cobra,
Que muito deseja,
Que inesperadamente é lento, é ágil,
É acima de tudo prático,
Fiel, leal, digno,
Simples,
Capaz de suportar qualquer julgamento,
Aos duvidosos seres sem amor ao próximo.




Humberto Fonsêca