sábado, 25 de março de 2017

Lançamento: Bárbara Lia - As Filhas de Manuela


Lançamento:


Boa tarde!
Estou a espalhar a notícia do meu novo livro.
Esquecendo os caminhos loucos que cada livro percorre, este livro escrevi
entre 2004-2014 em um ir e vir, e em momentos de total separação dele
e outros de ficar ao redor. A ideia nasceu em 2004 em uma visita ao Forte
Nossa Senhora dos Prazeres, na Ilha do Mel, que pertence à Paranaguá
(Grande Mar Redondo). Pensei em  um homem tombando em plena
batalha e deixando uma frase: Diga a Helena que eu a amo.
O uniforme branco remetia ao Império, e aos homens da marinha, que
naquele tempo era a - Armada Nacional. Fiquei com aquele pensamento
a me visitar. Quem era Helena, qual a razão daquela "visão".
O livro teve vários atalhos e idas e voltas, voltei ao Forte, passei dias e dias
em Paranaguá visitando seus lugares históricos, e tentando buscar uma
menina que imprime uma força tão grande em um homem.
Neste meio tempo achei que Helena era suave demais para o enredo
que descortinou e mudei seu nome para Manuela e o livro se fez com todos
os desdobramentos que faltavam... Enfim, contei outra novela para dizer da
minha novela. Como em todos os meus livros em prosa - as mulheres são
protagonistas - o livro inicia em plena Guerra dos Farrapos e segue a vida
de todas "as filhas de Manuela".
Iniciei uma campanha de pré-venda do meu livro
Quem desejar o livro segue abaixo detalhes.
O lançamento em Curitiba será em abril.
O livro está na Gráfica.
Este recebeu a única Menção Honrosa da primeira edição 
do Prémio Fundação Eça de Queiroz - em Santa Cruz do Douro, Portugal. 

O valor do livro na pré-venda será de R$.30,00 - sem custos de remessa. 
Quem desejar é só responder este e-mail, para combinarmos a venda.
Segue abaixo sinopse e a capa do livro.
Um grande abraço e muito obrigada.
Bárbara Lia


As Filhas de Manuela
Bárbara Lia
150 páginas
Projeto gráfico: Vanessa Araújo da Silva
Capa: Félix Nadar (1820-1910)
Triunfal Gráfica e Editora (SP



Sinopse:

As Filhas de Manuela trafega pelo realismo mágico. É um romance de fôlego, 
inicia em 1839 em plena Guerra dos Farrapos e segue até os dias atuais. 
O enredo acompanha a vida de todas as descendentes de Manuela, 
uma garota simples de Paranaguá que, ao encontrar um oficial da Armada 
Nacional, muda totalmente de direção a sua vida pacata em uma busca e esta 
busca pelo homem amado a levará ao encontro de alguém cruel. 
Este homem, rejeitado por Manuela, amaldiçoará Manuela e as futuras gerações. 
Esta maldição acrescentará dor e perdas e o adendo de levarem, todas as mulheres 
da estirpe de Manuela, uma sombra da cor do sangue.
Como cada mulher viveu esta peculiaridade e os desdobramentos deste encontro 
de Manuela com o amor e o ódio vai definir os passos futuros em um círculo 
de perdas e superações.

***
-- 


Gostaria de agradecer a Bárbara Lia por entrar em contato e evitar o belo email acima para divulgar aqui no blog. A literatura be feita com parceria e principalmente, sempre buscando conhecer novos trabalhos.

Boa Leitura, seja sempre bem vindo!

Poesias, artes, divulgações, troca de ideias, envie seus trabalhos, vamos conectar as artes e nossas produções.

 Atenciosamente,
 Humberto Fonsêca
 Contato: humberttofonseca@gmail.com


segunda-feira, 20 de março de 2017

Prosa Poética: Humberto Fonsêca & Karina Meireles

Empatia - Um Abismo Entre o Bem e o Mal

A solidão é um pedaço de mistério tão eloquente, que nós não podemos mais reter nossos sentimentos, se formos imaginar o quanto nós ainda podemos deter o sentimento que nos leva a todo mundo esquecimento...

Quando nos entregamos a tudo aquilo que nos consome, quando valorizamos nossa mágoa, nosso rancor, nosso ódio, nossas lembranças e expectativas que falharam, ou por algum efeito na vida não foi como imaginávamos, acabamos por, nos colocar em uma posição da qual somos o próprio alvo do nosso conhecimento, e se conhecemos todas nossas virtudes e falhas, podemos entender que, erramos em alguns caminhos ou acertamos em algumas escolhas. É impossível que estejamos sempre condizentes com a realidade do outro, estar e se colocar na visão de outra pessoa, essa capacidade de empatia da qual devemos estudar pra ter, da qual daqui uns dias vai ter uma faculdade só pra empatia.

 "O ego não deve ir a guerra, um campo de batalha não é espaço para ressentimentos".  Sun Tzu

Então, para se colocar realmente no lugar do próximo, e tentar entender as virtudes, as falhas, as dores, os caminhos, ou até mesmo as alegrias e frustrações, é uma condição, da qual eu posso citar, que o nosso conhecimento ainda é muito pequeno, que a nossa atitude perante isso  ainda é, digamos vil.

"Assim como de maneira individual, as pessoas quando estão em grupo possuem padrões próprios para funcionar e agem de forma diferente do que quando estão sós. O grupo não é a simples soma de indivíduos e comportamentos, ele assume configuração própria que influência nas ações e nos sentimentos de cada um proporcionando, sinergia, coesão, cooperação e coordenação, simpatia, carinho, harmonia, satisfação e alegria, ou mesmo, antipatia, tensão, hostilidade, insatisfação e tristeza. O mais curioso é que, mesmo o ser humano não conhecendo profundamente as pessoas, possuí noções empíricas, (experiências práticas), sobre as reações dos outros, já desenvolveu certa habilidade para lidar com as formas previsíveis de atuação de diferentes pessoas. Entretanto isto não impede que haja distorções no relacionamento interpessoal e interpretações errôneas sobre as pessoas e seus comportamentos em grupo".
Anderson Alberto Canfild

 Vil pelo estado de que, não estamos na capacidade de integridade total de se colocar no lugar de outra pessoa, podemos sentir ou relacionar os fatos, ou até supor o que uma pessoa passou, mas poderemos mesmo nos colocar nessa tal capacidade de empatia da qual tantos figuram e fazem um comercio de sentimentos inexistentes, e uma capacidade abstrata, que eu diria uma palavra errada e que eu ainda não vi citada:

A verdadeira empatia ela é "Invivida", invivida porquê? Porque estamos fora da vida do próximo, estamos no estado de in-out, estamos hora na borda, hora recebendo a mensagem.  Nunca poderemos estar de fato no lugar do outro, na posição do outro, na visão do outro, nunca poderemos ser realmente e sentir verdadeiramente o que é do outro.

 "A competência interpessoal, porém, só é reconhecida para algumas categorias profissionais notórias, tais como assistência social, psicoterapia, magistério, vendas, serviços de atendimento público em geral. Cada tipo ou dimensão, de competência é interdependente de outra, tendo ou não estabelecido um clima psicológico favorável e uma relação de confiança que pode influenciar as informações que recebe, a competência interpessoal é tão importante quanto a competência técnica".
Anderson Alberto Canfild

 Quem não lembra daquelas histórias do tipo; cada um sabe onde o sapato aperta, onde o calo dói... Esses ditadinhos que a grande maioria de nossa população concede o sentimento como se fosse verdade.

Não teremos mesmo esse estágio absoluto de viver no lugar do outro e de se colocar diante dele. Nunca seremos um pedaço, uma lacuna nossa. Para se colocar no lugar do outro, a gente vai ter que viver num estágio invivido, porque seremos invívidos, seremos vivos e ao mesmo tempo estaríamos em um estado off-line, porque é substancial essa história que seremos realmente o lado sentimental do próximo. Nós queremos impressionar em tudo, dificilmente nós queremos sentir algo que não seja nosso, algo que não seja bom, algo que não seja próprio, podemos até pensar em alguma experiência, como viagens, como prazeres, mas é uma coisa muito fútil ainda este estágio de empatia.

"O poder é localizável, tece tramas, cria relações, produz saberes, permite e provoca a individualização"
 Inês Lacerda Araújo

Empatia, esse tema tem me deixado confuso, a capacidade da empatia, parece ser um termo gradativo e ao mesmo tempo degradante, porque se dizem que o empata, é aquela pessoa que tem a possibilidade, capacidade, espiritualidade, digamos um carma capaz de se propor a viver, a sentir, a integrar ou modificar o que o próximo está passando, nos colocamos então numa posição um tanto um quanto conflitante, principalmente para quem viveu nas quebradas e em lugares com uma vida um pouco mais hóstil, porque a gente acaba conhecendo aquela galera que é o famoso empata foda... Não o empata intelectual, de poder absoluto, algo supremo.

 "É impossível conhecer tudo sobre os indivíduos de um grupo, entretanto se forem compreendidos e percebidos como pessoas, quais seus motivos básicos e conhecidos os pontos em que querem ser satisfeitos, pode-se mais facilmente caracterizá-los como individualidades".
Anderson Alberto Canfild

Parece que as pessoas empatas atingiram um nível da vida tão elevado e belo espiritualmente que eles se propõem a modificar, se propõem a influir, se propõem a codificar os sentimentos? É como se fosse uma pessoa capaz de ao mesmo tempo codificar e descodificar e aliviar o seu espírito e sua alma? Será que logo menos teremos uma igreja de empatia? Tabernáculo dos Empáticos? Ou seria Congregação Empatia do Sossego? Parece que anda todo mundo tão obstruído para espiritualizar o seu conhecimento, e assim poder expandir as reações que a vida nos coloca diante todos os dias?

"O quanto nossa percepção pode ser profundamente condicionada. Se poucos minutos ou horas podem ter tal impacto, em nossa maneira de ver as coisas, o que dizer dos condicionamentos que duram a vida inteira, sendo a nossa fonte de atitudes e comportamentos"
Schutz

Eu fico imaginando qual seria a nossa relação entre o que passamos e essa tal empatia, porque os seres humanos são tão complexos, confusos e indiferentes. Deus nos criou completamente diferentes um do outro. Se não foi Deus, a própria explosão do Big Bang mostra que a partir de uma molécula e dessa sopa primordial, o ser humano vem gradativamente sendo modificado. Desde uma breve molécula, até as suas evoluções que ainda não podemos conhecer o nível.  Mas é um pouco instigante esse abismo que se cria, porque uma mídia conceitual e focada nos seus estados psicológicos mentais acaba criando um conceito de empatia para as pessoas que estão digamos, em algum momento da vida em que não estão se encontrando, como uma solução capaz de melhorar os seus momentos, eu acredito que tudo que é bom para o ser humano realmente tem uma verdadeira função para melhorar os nossos questionamentos e as nossas contradições, ou traumas que estamos vivendo.

 Psicologicamente, esse termo empatia, vem como uma desculpa eu acho, uma desculpa pra buscar em outra pessoa aquilo que não estamos conseguindo  resolver em nós mesmos.  E se formos usar o conceito de empata, empatia, como é que a gente pode se colocar na vida de uma pessoa que está passando um drama realmente sofrido, violento, um drama de complicações pelos próprios erros, porque é sabido dos tempos que  a gente pode ajudar qualquer ser humano, nos podemos instruir, dialogar, conversar.  Este é o conceito de empatia? Seria a gente ajudar, participar, inovar, dar a uma pessoa uma retribuição do nosso amor? Do nosso carinho? Da nossa amizade? saber ouvir? É simplesmente isso? Ou seria essa busca perfeita para se colocar no lugar do outro? Isso seria o que? Espiritualismo, religião? A empatia acaba me deixando um pouco perplexo.

"Sensibilidade são recursos importantes que dispomos para captar o que acontece a nossa volta, mas que tendem a ser sub-utilizados seja por terem sido tradicionalmente desencorajados pelos processos educacionais a que fomos submetidos, seja porquê escapam à metodologia cartesiana do Penso, logo existo. Permitindo assim prever resultados mais prováveis e estabelecer estratégias para tornar a troca de estímulos e respostas mais eficazes, produtivas e gratificantes, diagnosticar jogos psicológicos em qualquer de uma de suas etapas em evitar relacionamentos tóxicos que tanto mal e tanto ressentimento provocam entre as pessoas".
Rosa R. Krausz

Porque se a ciência vem estudando, e as religiões que nos colocaram esses temas desde os tempos longínquos, ou até mesmo por conceitos acadêmicos ou dogmáticos que vem nos impondo; de que a gente tem um corpo, e o nosso corpo tem um espírito, digamos: tudo que a gente sofre seria causado pelo nosso corpo, e digamos que a empatia seria nosso espírito, essa capacidade de se colocar no lugar do outro.

Agora imagine que um espírito problemático possa se colocar no corpo de uma pessoa com um espírito bom, e uma pessoa com um espírito bom possa colocar em um corpo doente, qual seria o conceito de empatia? Isso mudaria alguma coisa? Isso teria alguma resolução de resolver problemas?  Ou seria como no caso de Freud  que usava a psicanálise com o conceito de hipnose, do qual seus pacientes passavam bem e logo após reconstituíam os mesmo traumas, essa coisa dialética, metafísica, que nos torna meio que conversador de um problema sem solução.

 "A probabilidade de fracassarmos na luta não nos deve deter o impulso de combater por uma coisa justa"
Lincoln

Eu acredito que a psicologia é uma maneira forte e atuante, a partir do momento que as pessoas procuram ajuda de pessoas especializadas. Nós não podemos entregar nossos problemas, nossos sonhos, nossas virtudes, ou até mesmo nossas derrotas, a pessoas que de repente não tem nem um conceito de empata, ao invés de empatia, eu diria um conceito mais profissional na área da psicologia. Porque, o próprio empata, ou essa função de empatia, é uma área totalmente psicológica, é uma área mental, porque se você tem uma dor em um lugar, um problema no corpo, ou algo do tipo, você vai procurar um médico, vai tentar acabar com aquela dor, vai tentar acabar com aquela doença, você vai fazer um diagnóstico.

"O cenário contemporâneo, com suas profundas e vertiginosas mudanças, constituí um momento da história da humanidade a um tempo fascinante desafiador. As inovações nos atropelam, invadem nossas vidas, questionam nossos valores, testam nossa autoestima, desafiam nossa capacidade de conviver com a ambiguidade, a instabilidade e a imprevisibilidade dos acontecimentos. Os modismos, cada vez mais efêmeros, não se aplicam apenas as coisas materiais, mas também ao imaterial como ideologias, crenças, comportamentos, filosofias de vida, atividades profissionais que surgem e desaparecem para dar espaço a sucedâneos".
Rosa R. Krausz

Agora, se você tem algo que relativamente está doendo na sua mente, no seu espírito, na sua consciência, você tem que buscar primeiramente resolver os problemas com a pessoa  da qual você criou esse problema, ou da qual te entristeceu, ou se isso te afeta muito, seja lá qual for o problema pessoal ou a área mental, deveria buscar uma ajuda psicológica, de uma pessoa que possa te ouvir, que possa te instruir, que consiga criar um tratamento, para que todas essas causas estejam conciliadas e que ali você possa ter uma instrução do que está te fazendo mal, primeiro de tudo o ser humano tem que estar aberto a falar dos seus problemas, a falar das suas dores, a falar das suas indignações, expurgar os conflitos já é uma busca pela situação, e quando você conegue dividir isso com alguém que tem  capacidade para te instruir e lutar contra isso, é bem provável que você encontre soluções adversas.


A nossa vida não deve ser tomada por conceitos fajutos de pessoas que se dizem amar ao próximo, algumas vezes a gente precisa de um pouco mais de determinação, confiança, afeto, amar de verdade, enfim lutar por aquilo que a gente não teve a capacidade de realizar.

"O historiador trabalha para seu tempo, e não para a eternidade". Eduardo D'Oliveira

Nenhum ser humano tem a probabilidade de ser um ente perfeito na sociedade, mas todos seres humanos tem a capacidade de adaptação e de avaliar os seus conceitos, e realmente mudar toda e situação da qual ele criou, o passado, presente e futuro é condizente ao homem.

O homem é a espécie que domina todas estruturas, arquiteturas, estudos, problemas e soluções, e principalmente todas as questões relacionadas para a nossa permanência de vida na terra. Eu me sinto um pouco agredido quando eu tento me colocar na vida do próximo, primeiro; os profissionais não pensam dessa maneira, segundo; todo e qualquer relacionamento tem seus altos e baixos, seus pontos concretos e indefinidos, seus momentos de amor e de brigas, os entraves pelo conhecimento, as escolhas pessoais.

Quando buscamos a empatia temos que saber dividir as opiniões e realizações para questionar os valores que ainda temos e queremos resgatar, quando tentamos s se colocar no problema do próximo nós buscamos primeiramente nossos conhecimentos de nossa memória, nossa vivência pessoal, ou partiremos para o tradicional e famoso conselho.

Acabamos por agredir a nós mesmos, a nossa força interior é uma zona de dispersão, ao mesmo tempo que ela consegue potencialidade, ela pode ser enfraquecida, não podemos mais parar de lutar, não podemos mais parar de buscar o nosso consenso de realização, e não podemos mais acreditar que soluções tolas e conversas que se impõem sejam vistas como soluções.

"A saúde mental, é o melhor antídoto do ser humano".

Humberto Fonsêca



Karina Meireles
http://karina-meireles.blogspot.com.br

Uno

Para além do bem e do mal,
há razão e sentimento,
em nosso meio em nossa mente.
Para além do consciente
senso comum

Há abstração do fato dado
fracasso, sucesso ou ilusão
requer sentimento,
razão e empatia.
Sair por vezes do meu “mundo”
e compreender do “mundo” dos outros.

É ter paciência,
ciência e pensamento
o que sinto
o que faço
o que penso
a razão
e paixões desenfreadas.

Em cada passo dado
um estalo
um sopro
e um mar de pensamento.

A moça nem nota
mas o por do sol a nota
seu belo olhar
um magnífico tocar
acalma multidão.

Sabe aquele dito popular?
supere
destrua
reconstrua
cultura!

A verdade para além do senso
comum a todos
como uma básica necessidade a todos,
deve ser questionada...

Ao ser
um ser em construção
entre relações e ações
a outro além de mim

o fato dado
não findado
requer uma pitada de vontade
com porções de empatia.

km




quinta-feira, 16 de março de 2017

A Força, A Fraqueza, O que Nos Tornam Fortes - Poesia de: Humberto Fonsêca & Karina Meireles


 Meu posse de palavras é de uso restrito, nenhuma força pode ser arma, nenhuma força pode ser desarmada, em minha ama carrego as dores que me fizeram viver destoando as palavras. Ignorância e poder não apenas corrompe, sucumbe, maltrata, desfaz sonhos reais em pequenos parques de diversões cotidianos aos palcos violentos dos endeusados pela soberba, magistrados pela calúnia, forçados a manter a opressão como um estilo de vida salvado e completamente indefinido com as nossas satisfações interiores.

 Meu posse de palavra é de uso restrito. Irrestrito aos imorais, pois só assim lhes posso atingir, lhes posso fazer sentir, sentir a supressão de que suas técnicas falidas já alcançaram o ápice da copia de quem nunca soube como buscar as verdadeiras razões de ser, viver, existir.

 O ódio deve ser um abrasivo, do qual podemos colar e retirar. A dor deve ser uma palavra da qual poderemos riscar, as folhas devem ser meras ilustrações das quais não podemos sonhar, as ilusões devem ser verdades, pois por elas esperamos todo tempo desde a breve existência até as confluências no além-mar, além-mor, além de nossa alegria e tristeza que nos sustém.

 Meu posse de palavra é de uso restrito. Inefável serei aos assassinos de sonhos, cruel terei meu destino aos retidos sem sono, na amplitude de embalar as balas que vão fazer viver ao invés de jazerem os homens que buscam no meio desta calúnia a auto afirmação de sua existência mediante a verdade dos fatos.

 Meu posse de palavra é de uso restrito, indignado, sem conclusões, sem autoritarismo, é o simples uso da palavra sem medir consequências, leniências, experiências, estritamente rigoroso ao verbo.

 Quantos fazem da realidade sonhos, segurando em moletas o sono de viver sem acordar, temendo lutar contra a cobiça, a usuria, a ambição, a vingança, sentimentos sutis que destrói a vida dos bons homens.

 Sobreviver ao esquecimento,
 No sumário de sínteses,
 É uma tese,
 Na antítese,
 Da ciência poética.


Humberto Fonsêca


Versos da amiga:
Karina Meireles
http://karina-meireles.blogspot.com.br


Noite fria, carne fraca,
e pensamentos nefastos como tiros de uma guerra,
corta o silencio da alma, 
faz-nos sentir algo além de nosso próprio ser,
além sem sorrisos estalados ou cardápios variados ...
habitamos há fome.

A credulidade dos dias
...
passa
sol
vozes na praça
poeta iluminado
palavras
ecoam na alma

sentimentos expostos
em versos
há calma
tumulto

experimenta
a ciência
o fenômeno
a escrita
passa

Entre as vontades dos dias e a realidade da alma.


Sem ternos quentes aparentes, desfilamos, ato falho negamos, ato por ato debulhamos.
O ser que esta em mim se transforma perante o ser que existe enfim.


Fala-me de rimas das vozes perdidas, qual sonho persegues do dessaber ao saber do dia, inacabados seres, conscientes inacabamos.

Como se fosse poesia guardei seu verso no bolso a tempo de jogar,
As cartas na mesa 
Sorria que como antes 
Há tempo.
 

domingo, 12 de março de 2017

Diário de Verão - III - Humberto Fonsêca


Diário de Verão 
III Imbituba - 03/01/2016

Sem Mar
Me vi nos estragos
Sobrevoando nevoeiros
Semi'perdido no eu mesmo de mim.

Caminhei sem vagar
Sem saber onde estar, onde chegar
Conhecendo as paragens
 De onde não foi meu lugar.

O homem é terra, céu, fogo e ar
O homem se perde em seu próprio olhar
O homem pode se achar a sonhar
Quando seu coração começa a falar.

Em todo possível-impossível
Em todo versível-irreverssível
Em todo cabido-descabido Em todo solo-líquido
Em todo chão-espaço
Em todo real-irreal
 Em todo abstrato-sentimento.
As palavras e argumentos
Quase morreram em mim
Quando me vi sem mar.


Humberto Fonsêca

Maceió, Alagoas, 12 de Março, de 2017

 Introdução: 
 Rarefeitos Imbitubianos apresenta:

 "Diário de Verão - III", em mais uma série de poesias feitas de coisas simples, visões do cotidiano, do  que não se pode mentir, do que não se pode esconder, a série de poesias feitas diretamente com intuito de não agredir nem explicar, mas a tentativa mais que usual deste poeta em colocar seu leitor dentro de suas experiências, com o simples compromisso da leitura.

 A série de poesia Diário de Verão,  já é uma das marcas de minhas vivências, de sonhos que foram devastados e realidades que estão sendo construídas, a poesia é um conflito que vive em minhas escritas, cada poema recebe um olhar especial, e um espetáculo particular sobre o momento, é a visão de determinada situação, lugar, ambiente, causo, história, ou, nada mais puro que o verdadeiro sentimento de expressar pela palavra o conhecimento que a literatura tem me gratificado dividir com meus leitores.

 Depois de mais uma temporada de verão na badalada Praia do Rosa, e uma mudança inesperada da cidade de Imbituba, divido com meus amigos locais praieiros, e as mais diferentes localidades que por aqui ampliam suas leituras, o poeta Humberto Fonsêca encontra momentos para estruturar seus silêncios e traduzir os sentimentos, enquanto trabalhava com segurança, encontrava um momento e outro em meio a multidão e movimentação para produzir as rimas, construir a poética da qual não se divulga, da qual não se fala, poesia para mim é coisa séria, e sinto que para publicar as mesmas, encontro um tempo de consciência para não calar a arte, e só depois de muito analisar, e pensar se realmente é o que desejo, busco a inspiração para dividir com os leitores do blog.  Onde descrevo alguns momentos sem indiretas, e um tanto quanto longe, de meus neologismos usuais da escrita.

Boa Leitura, seja sempre bem vindo!

Poesias, artes, divulgações, troca de ideias, envie seus trabalhos, vamos conectar as artes e nossas produções.

 Atenciosamente,
 Humberto Fonsêca
 Contato: humberttofonseca@gmail.com




Imbituba - 03/01/2016
 Poema "Um"

 Embora, Um vão

Adormeci em meus mistérios,
Sobre acordado de imensidões,
Sôfrego em revoltas,
Misturando-se em expectativas de sonhos,
Cansei dos mesmos desafios.

  Trabalhei exaustivamente,
Sem cansaço, tempo bom, tempo ruim,
Dias maus, dias belos,
 Atravessando meus hemisférios.

Poeta casual do combate,
 Insignificante aos poderes,
Menosprezado pelos certos'incertos,
 Rarefeito sem sistemas,
 Com o grave peso de cada sonho sem malícia.
Sobrava em mim a voz,
O grito constante,
De simplesmente ir embora.


Imbituba - 03/01/2016
Poema "Dois"

 Sem Sinais de Dias,

Sem Sonhos
O homem é coragem e coração,
Notando ele que a vida perde a emoção,
Muito pouco ou nada faz sentido.

Ser oco, seco, disperso,
Perdido de sentimentos vagos,
Parece que seu espírito morre em cada esquina,
 Por constranger suas relações existenciais,
Com as contradições pessoais,
 Iremos seguir com as habituais perseguições.

 Todo lugar perde a essência,
 A esperança de mudanças,
Nestas continuadas pérfidas ambições,
 Entrosamos os destinos,
 Com as revoltas sensoriais,
Destruindo a si e ao seu próximo,
Paradoxalmente distinto,
Sem respeitar as diferenças,
Por estimular aparências.

 A queda da sabedoria é o preconceito,
A quebra dos conceitos provocadas por egoísmos,
Só nos trazem simbologias violentas,
De manias sem juízo.


Imbituba - 03/01/2016
 Poema "Três" 

A Violência Em Vida

Qual a motivação
Qual o sentido
 O que te inspira
O que te faz sentir-se traído
Majoritário penalmente
 Para fazer parte dos homens salafrários.

 Roubar sonhos e ideias
 Plagiar desejos e sequelas
 Se vangloriar de sabedoria ignorante
Mostrar-se impactante
Enquanto por dentro reges o enfraquecimento
 Temível e constante.

 O poder do trauma é mau poder
O poder da violência é mau poder
 O poder da ignorância é mau poder
O poder do julgamento é mau poder
O poder de se achar que pode tudo

 Também me dá o direito, me faz pensar em poder lutar contra o poder.
 Sinceridade e ambição é natural
 Observação é a possibilidade
Mas aceitar a violência em vida,
Para mim não!


Imbituba - 03/01/2016
 Poema - Quatro 

Não Julguem Meu Trabalho

Calce meus sapatos,
 Calce meus sentidos,
 Calce minhas falhas,
Calce minhas glórias,
Não imagine ou copie como faço,
Apenas seja você com as ideias,
Que mais parecem paranoias.

 É o dom da perseguição,
Que crias as más ações,
 Porém todo método e qualquer oculto,
É osciladamente descoberta.

 O povo discute aquilo que não entende,
 Inventam o que acham, e o que sentem,
Acostumados com seus egoísmos,
Criam modismos que se despedem,
Estudam morosamente o momento,
 Para roubar até possíveis pensamentos,
Dentro de realidades e mentes artificiais,
 Criam o que bem conhecemos,
 Criticam as novidades por serem simples,
Copiadores, programadores, plagiadores,
Que nunca fizeram algo importante,
Mais se importam como tais.

Esquecidas em suas mentezinhas menticáptas,
 Incapacitadas e guiadas por códigos,
Na dificuldade de entender,
Plantando o verde pra colher maduro,
Inventando histórias de outros mundos,
Pensando a frente,
Mas com os olhos de quem está lá atrás,
Supapam soslaios para criarem os erros,
Numa busca insensível,
De sentir, pensar, ter o que penso,
 Sem saber que as coisas estéticas,
Nunca estiveram juntas do coração.

Mostra-me o que escreves,
Mostro-te o que penso,
 Mostra-me como fazes,
Mostro-te como crias,
 Mostra-te como es,
Mostro-te como sou.

O ser humano não precisa de máquinas,
 Softwares, programas, discos rígidos,
 Para simplesmente sentir-se humano.

 Só as alegrias, tristezas, dores,
 Pensamentos, sonhos e principalmente,
A realidade será capaz,
De você um dia,
 Não julgar meu trabalho.


Imbituba - 03/01/2016
 Poema - Cinco

 Esperas Teus Desejos

Minha profissão é ser destemido,
Tudo que aprendi, na prática,
Foi lutando, pensando,
Pesquisando quando raramente,
 Me havia uma hora vaga na batalha.
Creio ter salvo uns dez soldados Ryan,
 É preciso defender-se constantemente,
 Para quem vive maquinando,
Atacando, julgando, criticando,
Copiando ideais mesquinhos,
Ao invés de estarem criando.
 Comecem a criar,
Parem de se importar,
Com a inteligência alheia.

O mal da ambição,
É não da voz, força a capacidade,
 A suas ideias e intuições.

Se estás obstruídos de inveja,
Trabalhas com amor em meio a guerra,
 Sabe-se que assim,
Ao menos saíras vivo.

Bates em qualquer coisa enquanto martelo teu juízo, te enviando uma palavra sábia.

Um mandamento sadio,
 Uma passagem de abrigo,
A solução ao que parecia perdida,
 Foram os custos baixos,
A pouca força competitiva,
Que te fez buscar incentivos.

 O ser humano criativo.

Não obstante torna-se imprevisível,
 Avivado nas boas práticas,
De seu instinto intelecto.

 No mar alto das minhas paixões,
Navego sentimentos intensos,
Valorizando cada memória,
 De boas causas, de maus entendimentos,
 Meu palco e terreno,
Meu sereno é veneno,
Meu ódio amoroso violento.

Te guardas amigo do ódio,
Te guardas amiga da ambição,
Te guarda amigo do que é fácil,
Te guarda amiga de vãs vaidades,
 Te guarda amigo dos anseios,
Te guardas amiga dos preconceitos,
 Te observas também ao meio dessas guardas,
 Sabes que a verdadeira beleza espera teus desejos.



Imbituba - 03/01/2016
 Poema - Seis

Os Falsos Projetos

Dignidade e sofrimentos,
 Na escrita, realizações,
Esquecimento do eu próprio,
Na constante busca imprecisa, imprevista,
Rumando na incerteza.

As ambições nos tornam pobres, débeis,
Caso estejamos fora dos contrastes,
Em singular ponto continuativo,
Desprezando as verdades por possíveis soluções.

Testamos enganações próprias,
Todos os dias em todos os momentos,
Quem se arma de verdade,
Nunca usa armas.

Munido de consciência,
Sem propor experiência,
 Casuístico dos estudos,
Fazem das impossibilidades,
 Verdadeiras pontes institucionais.

 Os esforços técnicos, metodológicos,
Matriarcais em nossa natureza,
 Ecoam as mentes sábias.

Degenerativos propulsores,
Riem na falácia intermitente,
Sem conhecer a seriedade,
Na obstrução dos sentimentos.

Pensam, mas não fazem,
Dispensam comentários,
 Indispensáveis do conhecimento.

 Dobram mentes como entendem,
Consomem o improdutivo,
 Mascam os desvalidos,
Resvalam no improviso.

Com fuga de ideias,
Empossados de cognitivos,
Sensoriais de extremos,
 Provam e aprovam,
Tudo que não necessitamos,
Com a fajuta lei da pressão.

Namoradores da imperícia,
Artistas negligentes,
 Sem fontes de batalhas,
Nenhuma honra ou heroísmo,
Trovadores do altruísmo,
Com visões panorâmicas,
Criando constantemente,
Os falsos projetos.


Imbituba - 12/01/2016
Poema - Sete

Tudo Enfim, Teu Seu Fim

 Quantos dias a saber,
Sem saber,
O que pensar,
O que dizer,
Disperso de sentimentos,
Nas ébrias porfias cadenciadas.

Métrico na estação,
Sobre os picos mais altos,
Nas ligações do meu império perdão,
Poder nas ondas dos sentimentos.

É o fim, do finito infinito,
Na conclusão sonora,
Nos raios-rádios do  meu coração,
As pontes distintas subliminares,
Arredondam ângulos,
 Nas portas semi-abertas do imerso,
Direciono o poder contra o poder,
Explodindo os efeitos ignorados,
Na redoma de minha consciência.

A rainha deita na rede,
Se liga e desliga,
Codificando os ouvidos,
 Saturando as escutas,
Rumando em ruas elitrizantes,
Suas redes óticas,
Fibras oculares da falsa alegria,
Trama o jogo e escolhem o perdedor,
Armam assim as linhas dos sistemas.

Escondido entre o amor e o ódio,
Nas pesquisas dos pensamentos,
Busca-se antecipar,
Elucidar, induzir, especificar,
Traduzir, conduzir, alimentar,
 Copiar transpirando a calma, na linha mais alta,
 Na maior amplitude,
 Amplificadas em transformadores de seres,
 Conduzidas por âmagos sentidos,
 Sobre a ganância dos ódios.

Sobreviventes do pavor,
Copiadoras de veneno, perfiladoras de seres,
Plagiadas em todas e todos,
Tentam e continuam com os planos,
 De nos induzir a ser induzidos,
 Pelas vozes e sentidos automáticos,
Dispersas na hora da verdade,
Encontrarão em algum momento,
A sincera responsabilidade de que;
Tudo enfim, tem seu fim.


Imbituba - 15/01/2016
Poema - Oito

 É hora de Renascer

É hora sim meu bem,
É hora em todo horário mundial,
É hora em todo horário universal,
É hora em toda névoa que embola,
É hora de todas assembléias,
É hora de vermos,
Nosso povo renascer,
 Ao conferir os sinais,
Dessas transmissões, canais, receptores.

Meu alvo analógico,
 Vai atacar o HD, está cor, lilás,
Que transforma o verde em roxo.

Vejamos qual força está sendo mirada,
Se vem da esquina, das costas, ou da estrada,
 Das antenas, dos anéis, das caixas amplificadas,
E porque fingem estar desligadas,
 Se na verdade estão mais que ligadas.

Quem é o alvo dessas ordens, De quem ordena ou de quem faz?
De quem são esses poderes?
 Federais, estaduais, municipais, pessoais?

Saber não é poder,
 E todo poder vai ser combatido.


Imbituba - 13/01/2016
 Poema - Nove 

O Diário

 O que gosto deste diário,
Além do verão,
É poder escrever de qualquer forma,
Falar a situação,
Entreter minha revolta,
Ao mostrar a condição.

Transformadores de alegrias,
 Meus neurotransmissores sentem,
O abalo, a dor, as pancadas,
Da queda do baque ao abalo,
 Pois o que a mente revela,
O coração não esconde.

Saio com meu diário de corpo e alma,
Sem imaginar o teor indignante,
Sobre as falácias de ordenadores,
Olhando as viradas de quadros cegos,
 Sem esquecer qual palavra deve ser usada.

 Se liguem, se instalem, se induzam,
 Magoem-se em lamúrias de sinais,
Repetidores do mesmo instinto,
Nunca vão tocar nos meus sonhos.


Humberto Fonsêca

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Texto: Prosa Poética - Verdades - Decisões - Humberto Fonsêca




Verdades e Decisões...

 Sinceros são os caminhos dos lutadores por honra, na pura força diagonal do presente se faz lutador em termos e obrigações, o ódio deve ser superado pelo amor, na ira do destino nos refutamos em meio as confusões desnecessárias, nas contínuas transmissões de nosso destino, próspero, promissor, indefinível, construímos um ambiente de luta constante, de luta sem abreviações, de batalhas sem comparações, a dignidade sofre mas supera os seres covardes escondidos nos escaninhos escuros, almas perdidas com suas capacidades atrofiadas, com falsas resoluções em pergaminhos que nunca vão difundir as ideias cotidianas e as aventuras que nos colocarão na história, seja ela a vida natural, seja ela a vida individual, seja ela a vida sequencial, ou simplesmente a  naturalidade do ser humano em ser e existir.

 Não cultuemos os cultos que se declinam na corrupção, em conjuntos quase magníficos porém um tanto quanto pequenos para as verdadeiras brigas de solidão e esquecimento, onde o ser humano conhece a si mesmo e não se esconde da sua própria natureza. Onde podemos conhecer as nossas insolúveis resoluções ao testar a tal reinvenção como invenção, nunca como copiação, como cópia pérfida, como comparações abstratas que nunca trouxeram resultados, pois muitos guerreiros que hoje se intitulam nunca ousaram entrar em campo para lutar com honra, bravura  e mérito de ser, existir, possuir, bater de frente com o inimigo e retirar as mascaras da irritação que nos antecipa a prometer vingança, sendo que na realidade, nada queremos além de mostrar nossas capacidades antes das vitórias.

 "Há mais coragem e mais mérito em confrontar-se com os mestres no terreno deles, do que em fugir de qualquer comparação por não sei que vontade de imediatismo"
André Comte-Spnville

 A luta segue tipo sparta, e que o raio o parta, que o deixe cair duas vezes no mesmo lugar, que o faça desbaratinar as almas penadas e suas falcatruas armadas, que caiam todas as suas capacidades depenadas de se sentirem superiores, ante isso, vemos estatuas mudas, semiparadas ao teor da queda, diante de suas pálpebras seguem a dor inestimável que só fizeram lutar e unir-se para constituir a vingança.

 "Mesmo que a humanidade fosse uma desgraça, essa doença, essa desgraça são nossas"
André Comte-Spnville

 O grito de campeão pode ser repetido por muitos, e ludibriado por milhares, mas só quem está em campo pode saber a estimativa que é a batalha em definhar  o adversário com golpes majestosos, com passes precisos, com técnicas reais, com súmulas verdadeiras e estratégias que se colocam em perspectivas na supra realidade de nosso cotidiano, o grito de campeão pode ser sentido por muitos, mas só pode ser inspirado por poucos, por aqueles que sofrem todos os dias as decepções e principalmente as resoluções, os preconceitos, as diversidades, as capacidades que não são apenas inspiradoras como além de sofridas diariamente na vida pessoal, profissional, até mesmo intelectual, pois, já desejam até mesmo silenciar o esplendor que os verdadeiros campeões causam nos seres insignificantes que vivem como perturbadores obscuros dos que lutam dia após dia pela inversão dos sentidos em busca da perfeição pessoal. Na lei extrema do treino intelectual, na contramão dessas insignificâncias seguem os verdadeiros lutadores, de punhos cerrados, na linha de frente da batalha, sem esconder os promissores sentidos que nos fazem correr ou se esconder das tragédias afim de suportar as verdadeiras razões delas.

 A capacidade é o reagente obrigatório.  A calma e parcimônia, paciência e precisão, só assim para que possamos nos colocar com o ritmo do ambiente, estudar a localidade, cada canto, cada curva, cada pequeno teatro criado para enganar o caos que está para ser um verdadeiro escoamento de ideias avassaladoras, pois bem sabemos, que não existe causa perdida nem jogo definido, muito pelo contrário, no abismo do conhecimento ser quem é não vai gerar nada mais que um perfil oblíquo ou até mesmo degenerativo, mais aos seres que se trancafiaram em busca de uma exibição de gala as expectativas tornam-se piores, pasmam diante de um pequeno obstáculo, param para conversar a solução, sendo que nunca tiveram coragem para cruzar algum obstáculo, simplesmente chegaram até as mesmas resoluções por buscarem andar as escondidas, nas trincheiras dos pensamentos, nos apertos das soluções, nunca ousaram criar uma perspectiva e ainda assim se  acham os detentores da universalidade dos sentidos, todos entes perdidos da simples e modéstia moléstia de se curar com os milagres dos outros.

 Desejam continuar nos mesmos caminhos, sendo que não conseguiram sequer trilhar a linha de vida e conhecimento que lhes foi definida, mudam a todo momento de time, de capacidade, de estratégia, de obrigações, encarcerados sobre o pensamento de manter-nos ocupados com suas preocupações e preconceitos, esqueceram que a verdadeira habilidade é quem vai mandar nos resultados.

 "Um invejoso, pode ter prazer com a minha impotência e a minha dor, ninguém toma por virtude nossas lágrimas, nossos soluços, nosso temor, e outros sinais de impotência interior"
André Comte-Spnville

 Seguimos fortes, seguimos em êxtase. Na frenesi consensual de se ter como inimigos de si mesmo para ser inimigos de nossos inimigos, amigos de nosso amigos, pois encontraremos em algum momento o detalhe, a jogada, o lance, o drible, o desfecho brilhante, o importante aparelho que nos envolve para submeter os mesquinhos da mesa redonda, os quadrados sem ângulos de pensamentos, os repetidores de sinais, os codificadores de mensagens sem informação precisa, os curiosos de nossas ideias, terão enfim o enquadro perfeito, aos detentores dos quadros fantasiosos veremos suas vergonhas mascaradas, aos  mil e um desejos que podem ser concebidos em qualquer mercado ou loja de acessórios; pensam eles, que ser um verdadeiro guerreiro é construir toda uma estrutura  de fantasia e sem diversidade ao tentarem  se envolver com a mudança pessoal.

 Enquanto formos mesquinhos com nós mesmos não poderemos entender os outros, enquanto formos donos de pensamentos hipócritas não poderemos sentir as capacidades dos outros.
 Enquanto estivermos sendo mesquinhos e desordeiros iremos apenas fingir que se distanciamos da realidade. Todas essas frequências, tipos de polarizações sensoriais, diagramas sequenciais, estaremos com nossas sensibilidades obstruídas ao querer  transformar as ilusões em feitos reais ou complicar as reinvenções que vão além do nosso cotidiano. Os prazeres pessoais acabam nos comprometendo com as capacidades dos argumentos citados, não podemos ter medo de criar a nossa verdadeira imagem, pois o somos com prazer e sem mistérios, mentiras, interesses, "delírio é equilíbrio, entre nosso martírio e nossa fé",  nessa busca constante em se viver o questionamento pessoal sem interferência, experimentar a vida sem obrigar-se a ter algum sentido ou partido, simplesmente buscando a liberdade que nos faz sentir maior, ou no mínimo independente de poder cruzar nossos questionamentos e as nossas virtudes que foram confrontadas em tantas outras batalhas, onde estamos compreendendo o ser, estar, viver em amplitude com o universo e com nós mesmos sem se manifestar através de raças, credos e religiões, sem confundir a unidade do ser com as confusões religiosas e os prazeres da nossa sociedade consumista, capitalista, destruidora de conquistas pessoais que podem não simbolizar as riquezas do mundo, mas são as riqueza que o nosso ser carrega como inspiração para enfrentar qualquer tipo de batalha ou inimigo.

 O mundo nos fez reavaliar os questionamentos e interferir ou não já não é uma questão de tolerância, polidez, interferência, ou a busca pela verdade absoluta, sendo que a nossa verdade pessoal deve ser respeitada como a mesma. O que me faz viver e lutar pode não ser as mesmas posições de seus pensamentos, pode não ser os seus desejos, podem não serem as suas virtudes, mas de alguma maneira como faço minhas possibilidades viver e serem ou não respeitadas podem te influenciar, ajudar, atrapalhar, ou pior ainda, mudar completamente a visão que tens sobre os questionamentos apresentados ou vividos, não estamos falando de compartilhamento mas em realmente buscar as indiferenças que nos tornam superiores ou inferiores, sem que também possamos se exaltar ou ser humilde como um argumento de que seremos confiáveis, que seremos iguais, não é isso que estou falando, mas de que podemos ter como dádiva maior de contemplar  todas as diferenças como se fossem igualdades. Mas as representações e questões pessoais parecem sempre serem as linhas divisórias destas e outras parcialidades, os numerosos se acham mais experientes, profissionais, inquisitivos dos que ainda estão buscando o seu "lugar ao sol", as suas vertentes parecem serem as mais imprevistas e nos deixam um tanto quanto irrecuperáveis ao vivenciar da nova sabedoria que deseja ser sucateada e simplesmente abolida dos velhos conceitos sociais.

 A mudança é um bem irrevogável, mas temos que estar primeiramente aptos a ser o agente transformador e ao mesmo tempo transformados em meio as reaçôes adversas que nos fazem ou não objetivar o crescimento pessoal diante das inúmeras causas e preconceitos vividos diariamente. A revolta também é uma maneira de lutar contra a opressão, contra a subjetividade, contra tudo que deseja emanar as nossas performances em meio ao falso teatro falido da vida e toda conclusão que sistematizaram diante da possibilidade humana que queiram ou não sempre vai surpreender todos resultados criados pela ciência. As amarrações de jogos odiosos e feitiçarias  que desejam modificar o destino nada é contra o ser humano que se conforma com as obrigações e não se mutila  por ter que sofrer o que quer que seja para mostrar a todo um grupo, um indivíduo ou a uma sociedade que não vai se entregar para mudar a visão e aprendizado por maneiras e falcatruas que incorporam como meio de vida aos seres que estão lutando indefinidamente para derrubar o poder dos opressores sistematizados.

 A força pessoal junta-se a indignação na busca pela descentralização das ocasiões, nessa redimensão das capacidades com toda ilustre capacidade de entender as questões e separar o normal do fantástico, pois se superamos para manter na normalidade algo fantástico e inesperado, concluir os efeitos são uma simples objetividade, uma forma de completar o ciclo do entusiasmo em meio a guerra sem supor, subtrair, desanimar, na hora em que mais precisamos conhecer a nossa força interior para explodir em confusão todos os mistérios que os inimigos tentam nos fazer pensar, nos querer iludir, ou se fazer de amigo para descobrir nossas técnicas.

 Não deve-se unir  o bem e o mal, não podemos deixar de examinar as condições atuais que rodeiam as nossas esperanças dia após dia, instante a instante, cada pensamento permitido é uma solução, lembrando que "solução não traz resultado", devemos se impor para não cair na mesmice de igualar os sentidos e deixar que incorporem as instâncias e breves soluções que devem ser instaladas e questionadas, prontas para serem reparadas, modificadas, abreviadas, sem que haja uma sistematização que confunda as nossas obrigações diante de  estímulos pessoais que criamos lutando dia após dias sem que tivéssemos descanso ao entrar nessas batalhas pessoais, pois se chegamos também até este ponto, não foi por compra de resultados nem por ter soluções pré-definidas, muito pelo contrário  nós deixamos de seguir as induções para quebrar todos estes protocolos desfavoráveis a capacidade humana que sempre foi a de observar, se adaptar e evoluir, sem que para isso tenhamos que constranger ou rotular, menosprezar, se fazer de bestas incapacitadas metidas a intelectuais que não tínhamos condições de se portar até este presente momento da história, porém toda luta, garra, tática, e rota seguida nos conduziram a criar uma estrada e não uma barreira, sendo assim um caminho tortuoso para que possam ver o brilho de nossas carreiras diante dos mais improváveis adversários e diante as melhores equipes, pois não aprendemos com eles, ou tampouco com vocês, seguimos a nossa impessoalidade e caráter para construir um pensamento único, objetivo, versado através da arte e elegância regional, centrado nas origens e facetas de um povo que ainda não teve como mostrar as suas culturas, mas vem desenvolvendo os talentos com a missão de não se abater diante do inimigo ou ocasião que venha querer impedir a nossa maneira de lutar e impor nossos pensamentos e questionamentos caso sejam necessário, pois da mesma maneira que existe a paz, a guerra certas vezes é necessária e inevitável.

 Viver para ganhar é a satisfação de cada ser humano, mas aprender a perder é honrar a capacidade de seu oponente, de conhecer a si próprio, de buscar o melhor preparo seja ele pessoal ou para uma equipe, é necessário regras, limites, condições intelectuais e espirituais onde cada pensamento e sentido façam a composição necessária para uma completa formação do caráter individual e principalmente da instrução que um coletivo de pessoas desejam passar como conhecimento ou modo de viver.

 Um adversário não deve ser tratado como inimigo, ou tampouco ser perturbado para que consiga obter certos objetivos que parecem salvadores, os momentos são indefinidos e os seres humanos as vezes fazem qualquer tipo de trapaça ou ameaça para conseguir construindo um mundo de mesquinharias pautado por simbologias alusivas e sem sentido quando estamos simplesmente ampliando as emoções humanas diante das fraquezas, seres enclausurados nos cômodos estímulos, nas falsas sensações, nas mesmas obrigações, que não determinaram maneiras, mas copiam e vigiam de toda forma possível para ter o controle, será que estamos diante de pessoas que nunca estarão ao nível, e vivem portando-se  como a última bolacha pacote rotulado?

  Nossa impessoalidade crítica é inquestionável, nossas obrigações não são as vantagens, as chantagens, pelo contrário nascemos no meio delas e não se entregamos para viver o momento atual de peito aberto e assim declarar guerra a quem nos envolvem com esses estados, pois as fraquezas humanas nos tornam vil aos verdadeiros sentimentos, reduzindo e totalizando as mais diversas maldades como uma maneira vencedora, sendo que não passa de trapaça, intimidação, imposição de poderes, voltamos ao mesmo inicio dos tempos onde a ignorância e estupidez dominam como uma forma detentora de intelectualidade, sendo estes opressores os seres mais fracos encapuzados em seus papeis de poderes solúveis, todo poder tem um final triste,  pois a guerra é diária e nunca saberemos quando vamos precisar  onde e com quem difundir nossas ideias.

 A criação não é um termo que se mostra de vendas aos olhos, é preciso muito trabalho e reconhecimento, muito respeito para seguir o caminho certo, se espelhar no caminho certo, ser o reflexo de seu sonho não é uma aventura, mas uma capacidade que tem de ser trabalhada com ilustrações capaz de nos tornar superior ao provar que as circunstâncias nos tornaram propriamente com o dom da capacidade da criação. Somos humanos e dia após dia estamos trabalhando para provar as possibilidade e desventuras, estamos diante de um obstáculo, ou de uma possibilidade? é possível afirmar ou refletir? É uma questão de pensar ou de agir? Se estivermos querendo subtrair as capacidades para violentar a dignidade perdemos todo instinto e continua-se agindo com repulsa e falta de respeito as formações que nos capacitaram nestes momentos, sejam eles vindouros, sejam eles pessimistas, é a sua capacidade de interagir com a situação que vai dizer se es capaz de progredir ou cair em seus próprio planos, a vida foi feita pra tentar, cabe a você buscar essa intuição e sofrer as consequências de seus próprios erros ou de seus próprios acertos. Não estamos falando de joguinhos de erros, ou de quebra-cabeças, mas sim, de que é preciso muita instrução e respeito para se alinhar as possibilidades de cada momento, ou do contrário, poderíamos estar apenas seguindo um fluxo de informações sem sentidos, sem interação, sem soluções, se dúvidas, onde afirmar não é apenas uma admissão da própria burrice alheia e esquecimento das técnicas, como também, a realidade de que plagiar e copiar é simplesmente uma das maneiras mais interessantes de ver a capacidade humana da qual estamos falando.

 Até uma rede de pescador exige trabalho, habilidade, pontos, nós, linhas, escolha de matériaprima, evolução da construção, tempo de observação, qualidade dos materiais, testes, entre outras formas de saber se estamos falando de um trabalho artesanalmente de boa qualidade, ou de uma maneira maquinaria superficial capaz de induzir o que é ruim parecer ser bom. Não é disto que estamos falando? Da razão humana contra a máquina? Da capacidade pessoal e instrutiva sobre a leviandade do ser humano? Das possibilidades positivas e negativas?

 Pois nada pode ser perfeitamente feito, sempre existe um dano, um fator, uma quebra de códigos, uma nova técnica, ou até mesmo um desastre por mau uso de utensílios que sem a devida capacidade, respeito, conhecimento, e maneira de trabalhar faz um objeto ter o correto como forma de saber as reais possibilidades existentes. Sinto-me rodeado de cópias, crackers, falta brilhantismo, falta interação, falta inteligência, falta competência, falta amplitude de
conhecimento, falta acima de tudo respeito aos seres humanos como uma instância geral na face da terra, não apenas necessitamos  um do outro, como também, necessitamos a todo momento do meio ambiente, de equilíbrios entre os sistemas e os ecossistemas, e principalmente, do amor mútuo para que possamos entender que toda evolução trás consigo uma destruição.

 A mim, resta viver de indiferenças e não de concordâncias, resta buscar meu equilíbrio distante do que me faz mal e do que sei plenamente fazer mal a tudo que vem sendo questionado, pois as soluções são sempre bem vindas em tempos de problemas, e que pessoas problemáticas não visam nada além de usurpar as capacidade, se rotulam como bem feitores sendo mascarados travestidos de malícia insubordinada, entregues a fazer da miséria visual o ambiente propício para os que não conseguem lutar em meio a uma guerra quase secreta, onde muitos falsificam, copiam, e continuam assassinando sonhos como se fossem simples numerologias de signos. As pessoas não apenas merecem e exigem, mas desejam respeito, e neste ambiente propício a indignações sem sentidos e defensores de hipócritas, irei simplesmente trilhar as minhas capacidades pessoais acima de qualquer opressor que deseje arrancar das minhas soluções suas verdadeiras funções.

 A dispersão, dê a importância da qual deve-se, prestar a devida atenção, tentar se focar a todo instante, constante, sem que tenha que deter os verdadeiros planos por causas pequenas e capaz de destruir as grandes ocasiões que nossa serenidade provoca diante dos fatos ou da nossa própria coragem ou covardia, como seres humanos, se tornamos inferiores e superiores, sendo que a melhor capacidade que podemos alcançar da vida sem que nos tornem limitados, diante das incapacidades que já conseguimos superar com nossa vontade própria, e respeito mútuo as diferenças intelectuais, entre outras que não podemos pensar como sendo um obstáculo, mas sim, a capacidade interior de tornar o óbvio em algo promissor e totalmente dignificante para se colocar entre o palco e a terrível derrota, mas, quem seríamos se não pudéssemos tentar, errar, acertar, sendo que, os piores momentos já foram todos vividos, a questão é não questionar, e simplesmente viver com toda confiança no que se sente.


Humberto Fonsêca

sábado, 19 de março de 2016

Abaixo Assinado - Praia do Rosa - IMBITUBA - SC - Salvem o Rosa Norte!

 
Vamos ajudar a Praia do Rosa!!!! Compartilhe, ajude, divulgue!!!
 

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Sensor'Arial - Poesia - Humberto Fonsêca





Mulheres de ondas silenciosas,
Seres inteligentes, sutis, doces e bravas,
No conta'gotas, enfermando-nos de desejos,
Na elétrica voz de resistência,
Desafiadoras sobre a orientação das potências,
Negociando fúrias silenciosas e milimétricas.

Sobre a ionosfera dos corpos,
Cintilam, bravejam, a sexualidade incisiva,
Discreta, emoldurada, em cada borda, no arredondamento ativo,
Indicadores de calor, células, correntes,
Transmissoras da medição dos sentidos.

Nossa triangulação acústica,
Em quatro paredes silenciosas,
Dois corpos se atraem e se repelem.

A violência no pequeno espaço cúbico,
Sobre essas eletromagnéticas casuais,
De delícias sobre verões intensos, densos, extrema'quentes.

Radiações atmosféricas,
No longo beijo de corpos,
Desatinando os sabores pedidos,
Fototransístor sexual obcecado,
Desempenhando nossos sinais elétricos,
Na densidade dos plasmas algorítmicos,
Explodindo a erosão,
No ultra sônico de nossa alegria.

Anomalias gritantes,
Repulsam o teor da serenidade,
Comutação específica,
Em nossos sensores de fluxo.

Rarefação, rarefeito, raro e sensual,
Nestes graves pesos intelectuais,
Despertando os imprevistos'previstos.

Sumários quânticos,
Poemetrica'mente,
Incisivas nestes meus laboratórios instintivos.

Humberto Fonsêca


 

domingo, 21 de fevereiro de 2016

(Série-Riscos) - Luz Não Requer Teoria - Humberto Fonsêca





(Série-Riscos) - Luz Não Requer Teoria


O dizer é um efeito moral sem resposta. é uma preposição do aceitar. conduzir o dizer é conduzir-se ao juízo final da palavra. "nenhum efeito moral dita as regras", dita as coisas que supondo que sejam, essas mesmas podem não ser. (o poeta de mão cheia às vezes é de espirito vazio). Esse "(Su)jeito", preso ao labirinto, aproximados da dimensão oportuna, condecoram o vazio e fazem de si o esplendor, quem há de fazer-nos perder os caminhos dentro do labirinto? Nossas vontades concordam onde a recordação naturaliza-se.

 Embriagado vos tomo a palavra,
 A posse à foice,
 Avermelha-se Brasília,
 Ao pó de teus pés,
 Ao chão de teus pós.

 Eis que graduação nenhuma me tira dessa linha do equador.

 O que fatiga em repulsa... é excluso da luz, antecessor da negritude, e viril ao acaso do coração empobrecido... como é bom falar de abóboras, carambolas e pokans! A seriedade é meio termo. e onde há lama, o dever é nela se enfiar. De todo este sulco vitaminado que nos escorre pelo olhar, na indecisão dos sonhos que acontecem fazendo-nos acordar...

 Hoje presencio os motores renais que me freiam ao rolar das águas, sem talvez precisar de mim remeto-me ao passo alegre, (por mais triste que podem ser um dia), vai andante, anda'já'alegre no passar bem das vontades.. até porque saída nenhuma é importante, derrepente este labirinto pode ser teu lar, mistério de passos a eternizarem seus domínios imprecisos até onde deve ir...

 Eu realmente não sei que escrever... luz não requer teoria... luz não requer teoria... Meu ver, sobre tudo depois de tudo que tem vistos, quantas ninfas perversas, encorajadas de um rubor vigorante, de força tântrica, pimenta doce que acompanha a carne ao sol...

O bailaço do dia elimina a linha reta,
Eis o tênue cintilante,
Sem pontas'entrelinhas...

 As vezes as falas que vazam pela vala torna a célere batalha em medieval momento.

Humberto Fonseca

Maceió é Morma'Aço - Poesia: Humberto Fonsêca



Este poema, é uma analise crítica dos atuais tempos da cidade Maceió - Alagoas, nordeste brasileiro do qual é minha terra natal, mas que vem há anos sofrendo pela grande violência urbana que assola diversas cidades brasileiras. Tento mostrar o povo alagoano e algumas de suas vertentes artísticas, citando nome de grandes artistas que colaboraram para uma visão bela e inteligente, e que antes do meu povo viver este estado  de agonia, as artes sempre fora um dos grandes argumentos contra a brutalidade atual.

Beijos Alagoas!
Meu povo merece paz!

Humberto Fonseca




Maceió é Morma'Aço


Até em sonhos,
Alagoanos,
Chovem balas.

...

Graciliano Ramos,
Que além de Vidas Secas
Vê sua leitura,
Ser bairro de violência.

Onde Jorge de Lima,
Um de nossos grandes poetas,
Mostra-nos ser autêntico modernista,
Tem casa,
Mas não habita.

 
José Lins do Rêgo,
Queria novamente ver, criar,
Sonhar com a possibilidade,
De ser Menino de Engenho,
Doidinho,
Não ver seu povo,
No mais árido e cruel,
Fogo Morto.

 
Vejam como anda as coisas,
Em União Dos Palmares,
O grito da liberdade,
É desunião.


Vejo que o grande,
Aurélio Buarque de Holanda,
Depois de tantos dicionários,
Chegou a triste conclusão,
De não ter mais palavras.

Por onde anda Zumbi,
Pra esfregar os jornais na cara dos Collor,
Levantar o Suruagy pelas orelhas,
Enfiar uns tapas no Calheiros,
Quem sabe Zagallo grita pra eles,
"Vocês vão ter que me engolir",
Filma isso Cacá Diegues,
Repassando pra família Teotônio,
Onde Floriano e Deodoro,
Pode ser um dos meus Fonsêcas,
Rasgando com Nelson da Rabeca,
Théo Brandão não tem medicina nem folclore pra esses temores?
Pierre Chalita com seu calor pela carne,
Correndo nas pernas da Marta,
Pra tapar a boca do Márcio Canuto,
Acabar os programas de Jeferson Moraes,
Relembrar a voz do Gonça Gonçalves...


_ Tomaaaaaa bandido! Castigo, pancada, pau nas pernas, pau no pescoço, pau na cara... No lombo, nas orelhas... Dá uma descarga neeeele!!!!

Acho que era assim,
Desde a minha infância vi essas nuances de castigo,
De pancada, de tiros, lapadas, facadas,
Onde a paz virou milagre,
E a rotina é violência.


Ah Djavan,
Só suas músicas pra nos acalmar,
Aliviar as tormentas.

Nosso "Oceano" vive em "Esquinas".
Mas comigo, não tem essa de...
Maceió, minha sereia,
Mergulhar num azul piscina,
Por onde anda meu povo,
Que antigamente era tão moderno, criativo,
Entusiasta de outros povos.


O alagoano hoje,
Não teme a seca,
Não teme a fome,
Não teme mais a desnutrição.
Mas morre, e vive,
Com medo da violência,
Que antes era feudal,
Depois regional,
Mas agora...


Já não se vê mais notícias,
Só temos sangue,
É um tanto quanto real,
Esqueçamos a brutalidade,
Ignorância, não façamos indignações,
Sigamos o passado,
Fazendo arte, pois...

 
Até em sonhos,
Alagoanos,
Chovem balas.

.
Humberto Fonseca