Verbos Curtos - Humberto Fonsêca & MaicknucleaR

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Quando há jaz; O silêncio me retorna

     Flancos, fraudes, feitios e feitas.
Seitas, saludos, saúdo-os, do saldo.
 Trompeja, tronando, trémulo, tudo e o todo.
Manejas, move'e-movelas, manusiadamente.
 Caminhas, como, chutes, cabeceando-nos.

  A intromissão. O ato de ruir as nossas exatidões. Será prova de que (noves fora) não te garante um menino dentro... "Um prazer se sustenta pelas suas vontades", quem se importa com seus prazeres?    Há algumas semanas atrás estava pensando em como me programar para não só me resolver do que fazer, mas buscar coisas novas por fazer, estava me sossegando em um véu que só parecia vir das alianças... Casamento nem sempre dá certo, ajuntar os pano de bunda as vezes acaba em problema, mas felicidade vem de encontro com os nossos anseios. "Eis que a ânsia dorme em todos labirintos", nos meus, e provavelmente nos teus. A resolução não pode ser disparada, ela é o efeito moral, ao momento de onde há silêncio há vida, e onde há vida deve de haver silêncio.

 Essas pausas descritas, em infra'ver, mono'escura, intrepída'fumez, reevolui com teus pesares. Alma adoça em vívida'fé, que só tú "morta das deusas", pode recondicionar essa jugular veemente pulsante, adentrar sobre a pele'de'pentelhos e dar sua risada nefasta.

 Os sonhos... há esses sonhos. maiores do que a verdade universal. a verdade conspira, sem sentença cometendo crimes naturais e daqueles que não se entende. Nesse meu baile de miséria entre "as beldades libertas", dona do que quer e do que não quer. fazendo mais sombra no lugar ao sol...  E fazem dias que ando escrevendo.

 "Acabou-se a história e morreu a vitória"
                                   Mário de Andrade

 Onde fica eu?
 Nesse'pé de-imundo...
 Até o sorriso amarelo,
 Encontrou-se ao ver-me.

 Sombrio. Este estado. "estado", esse não me apavora. Rio ao deleite, de uma chuva fina embusteando o butiá, amarelados, lavado ao sereno. O vento nas ondas, as batidas hérmeticas, feito conta gotas debruçando-se folha em folha. Algo desejava manifestar... _ mas calou-se! é muita alma para ter interferência do corpo... Deseja ir a névoa, - pode-se ouvir do destino a voz do futuro?

 Tu sabes os deveres de ir.
 Tu ir aos deveres?
 Quem controla se submete....

 Esse dia cinza gritante, de teus olhos flutuando inerte, pouso de parapente, fluído de asas paradas, ao tom inerte pastando no húmus.

 As vezes eu não quero escrever. as palavras simples mente ficam pensadas. Sem mais aquele tipo favela, "favela que me viu nascer, eu abro meu peito e clamo amor por você..." há tempos bons... Mas nesses barracos de areia, a desnutrição pelo calor e sal é como uma maldade humana... Quando me vem esse silêncio enganador que não acaba, fazer isso é indiscutível, as veias e sangues arados nesse "tamujunto",  já propiciou, e agora é propenso, sou o misero desbaste das vaidades submersas nesse vilarejo, sobra voz no ar de deserto.















Humberto Fonseca
Fotos: Praia do Rosa, Imbituba/SC

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