sábado, 6 de janeiro de 2018

Humberto Fonsêca - Ondas



Ondas

Me visto de versos,
Espiritualizado,
Sem religiões,
Nem roupas...

Em torrentes,
Ao lembrar, 
Os poemas tristes,
Infelizes, ávidos,
De Luís Delfino.

Dia gélido,
Abjuro lembranças,
Na paragem,
Sobre as areias,
Acessível à navegação do poema.

Introspectivo, mudo intocável,
Subjetivo de verdades,
Sobrevoando o meu estado rarefeito.

Envolvido, voraz,
Nessa nobre hipótese,
Do possível e impossível.

Beijando teu corpo,
Em tuas e minhas,
Ondas sem destino.



Humberto Fonseca

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