Humberto Fonsêca

sábado, 21 de maio de 2011

sábado, 21 de maio de 2011

Para que literatura afinal?


Em 20 de maio de 2011 21:07, @editoraregencia.com.br> escreveu:
Boa noite Humberto!

Por meio desta, informamos-lhe a aprovação de seu texto: Palavras Tântricas.
Solicitamos, por gentileza, que em resposta a esta mensagem, fosse urgentemente confirmada a sua intenção de participar do livro Âmago, declarando a aceitação de todos os itens do regulamento, principalmente que está ciente de que a publicação ocorrerá em sistema de cooperativa entre os autores, onde cada autor deverá adquirir 10 livros por texto aprovado, de até 30 linhas com espaços(linhas de separação). Por ter ultrapassado em muito a dimensão especificada no regulamento, sua cota para a participação ficará em R$ 1200,00 (mil e duzentos reais = aquisição de 60 livros(6x o tamanho da cota)), a ser paga até 30 dias após o lançamento, que deverá ocorrer entre julho e agosto.
Um contrato será celebrado entre autor e editora, e tão logo recebamos sua resposta, o enviaremos para que possamos darmos andamento na obra o quanto antes.
Caso tenha havido alguma alteração nos itens abaixo, por gentileza atualiza-los para a confecção do contrato:
  • Nome completo;
  • Endereço completo (com CEP);
  • Telefone;
  • CPF;
  • RG;
  • Minibiografia com, no máximo, 5 linhas (instruções no regulamento www.editoraregencia.com.br )

Parabéns!

Atenciosamente

Sergio Prado

__ PARABÉNS? É foda. terrível as mensagens que me chegam. (não quero culpar os editores, as editoras, os produtores, as produtoras), mas porque o capitalismno domina tão fortemente para que não se consiga produzir... (estou falando de apoio mesmo), as vezes até mesmo o moral... porque é tão difícil cair nas ruas com seu material. seja na impressão. na melhor imagem. no buscar qualidade. porque isso é tão difícil no independente. cadê a baixa voz do vil, sequer ecôa por estas ruínas. entre as notícias ruins e boas é que estão todos produzindo, mas para onde esses materias. pra quem, pra quê afinal? que merda simbolista é essa que deseja agarrar em minhas solas. queria eu ter pra fazer do meu bolso. mas vocês como editora deveriam ter vergonha.

Já me sinto contratado por uma empresa. contratado pra pagar por ela. contratado pra pagar pela minha arte. "e quantas outras artes por ai não estão sendo produzidas pelos outros?". como é fácil produzir assim. com alguém que costomize suas forças e ideais pelo poder do capitalismo, "queres tu que seja sevalgem", pois capitalista já o sou. e pra lançar um livro com 1 200 reais acho que consigo produzir sessenta dignos exemplares, obrigado e perdoai-vos, pois minha capacidade, meu espírito, e esta literatura, é como dinheiro, não se come.

Seria fácil comprar as idéias dos outros e pedir que ele pague. é um voto de confiança. o preço do artista pela arte. "Uma das coisas mais silenciosas que se sabe no país até hoje é o preço que a arte modernista de vanguarda custou ao seu público", Mário de Andrade que os diga pela estrada de minas... mas a questão é que o autor independente não tem força e aquisição, não tem meios, recursos, contatos, e acaba no muro dos silenciados, só olhando quando as cores vão cessasr para que ele veja alguma delas, tem fundo negro na margem de cada silhueta, assim como uma esfera, vocês apenas giram. 

Mas nem por isso vai parar o processo da trilogia de: "As Montanhas do Homem Adormecido" é obra que venho compondo, que vou cagar logo menos, segue abaixo o texto selecionado pra vocês de graça, sem picuínhas...


inédito. do livro: "Entre Os Vales Do Mar"
Palavras Tântricas

"Vou tingir de sangue essa maravilhosa gente óbliqua".

Ó deus dos deuses. tome-me em seus braços para que não haja mais desgraças. a tragêdia evocada assucedeu-se, e martirizo agora minha alma nos gelos da eternidade por ser criado após tua imagem e semelhança... que traços tenho eu, que corpo é o meu? que alma me pertence, encontra-se em qual alameda... minhas ternuras estão toda em romotidão, no fundo, do fundo, do fundo, de'minh'alma. meu corpo reprova esta ação da alma. meu corpo reprova e quer desvairar-se pela mente. "logo quem sempre teve mente liberta retê-la é um crime maior do que o que está sendo pelo subconsciente repreendido..." (não cometer é sofrer), maldade veloz corre dentro de um coração que vos digo também ser maldoso, daqueles prontos para morrer e matar na ponta da espada, (os melhores corações são os perfurados), já não batem , dão trabalho, amam... que só bate enquanto tem vida, e sua vida é bater... desistência me reprova. desistir me aficciona ao locurismo, me solta nas raias para que nade do amanhecer ao amanhecer, "não há cadeias nos mares", supostas ilhas e correntes sim, é preço da liberdade pela solidão de viver em paz e sem luz de energia életricas que quando saem de corpos alheios é para te descarregar... o mundo te suga. e as pessoas te matam. mas todos estão unidos há um bem só. sobre'sofrer vivendo de sobrevivência ou riquezas volumusas, (umas soam ricas as vezes só na mente) mas sempre no conjunto do corpo e alma, independente dos valores que se criaram entre as mesmas raças. nenhuma paga a outra o que vale. e ninguem na realidade, que cheire o que feda, não é melhor que ninguém, *"os olhos, por enquanto, são as portas do engano; duvide deles, do seu, não de mim", eu me ajuntei, e assim como os animais não passo meu tempo olhando espelhos, caricatura mental só, fusão de conhecimento, "é preciso um pouco de lerdidão pra se ver a velocidade"...

Palavras as vezes nos assola de cadeias. prende-nos. imagina-se além delas suas realizações. o que é este jogo desencontrado procurando o fim de um limite... se é que pode um dia ter limite sobre as palavras escritas, ferre-se o limite! tudo pode ser descrito, mas experimentado nem sempre; é preciso ter "voiz da'imaginação" para se ter o presente, em meu desfazer se encontra esse viver-experimentado; falar no passado o que o presente nega é dar-lhe ao futuro toda sua forma e pilares, e sem sustentação me evoco a falar, dizer, e repitir poetazinhos de merda; "não precisamos descrever os olhares humanos" mas as reflexões são disparos que tem de serem miradas e dadas nos olhos e coração, é onde talvez se encontre os príncipios mais vacilantes deste tal humano, (até porque as mentes de hoje são mesmo de camarões, de merdas!) "tiro certeiro como bala que já cheira à sangue", o jogo oriental delas e das palavras é só pra compor a orgia... aos adiantes verso diferente a cada vítima.
O enganado jogo mental enlouquece. saiba mais bem sobre disso do que dos loucos. "é imprescindível admirar as vidas, as perípecias, a tosquera, o sublime,  a erudição, "os maiores do qual se dizem serem os grandes" e os menores que se sentem mais pequenos, sem ver o que é impermeável e está minando em sua estrutura me enlouuuquece!!!! porquê a vastidão pode ser curta, e estar mais próxima de sua loucura do que você. tudo é terrestremente sentido (por estes pés) quando não encaramos esses espelhos... mas ainda assim há de ver aqueles que se miram a ver-se diante deles, e se acharem parecidos, ou diferentes demais, (até me conecto com esses que parecem) e porquê existe uns que não se parecem com os demais? e a pirofagia de não ser ne ele mesmo? que não se olha no espelho... seria por estar mais pronto? __ faz-me olhar no espelho? ou por saber nitidamente como é... seus olhos vê mais que a semelhança de outros? diferente de tudo? no pensar. no agir. no mover. __ que desgraça é essa que se fez entre a gente... entre outros nada são. a ninguém pertence. desterro? trevas? sapiência de mortalidade obstante...  (e tudo são a si mesmo). valoridade individual nesse aspecto me confundi as estribeiras que estou tentando ferroar, entreabir, bisbilhotar e comer seu néctar... "meu bem tire tudo... tudinho... e se veja por meus olhos", será a mais bela e comovente visão que teras de ti, (te perderas em minhas peneiras filosóficas, que dispensa toda massa para ter alguns grãos valiosos), venha a este minerador dos escuros, vou marcar entre-lábios cada diamante sujo que tenho guardado sobre estes destinos de que bem sabemos não mais juntar amor e dor, nem que dessa vez preferir-mos ser amante, amor de vento em polpa, que bate nas velas e se apaga com o vento, distanciando-se das proximidades calorosas, aos árticos de nossos tropícos eu te desfiarei, serás uma manga madura pedindo para ser descascada'escaca'cascada, soltando leite pelas entranhas, amarguradamente rosa e amarela de fome se abrigando no gozo que te vence nas mais imprecisas horas de vidas que desconhece a ti, mas no caminhoso de espartame de um lobo apaixonado; só te sacrifíquei por mim. e o bem como a perfeição, não temo mesmo "que as pedras sempre se batem"... como ser que se preste, treino indefinidamente a domar essas onças dismitificadas, em posseção do universo, centradas nas trevas'de'terras'mar, onde o objeto mais usado é aquele que a manuseia.

Senhor, meu pai; __ porquê tantos filhos? porquê tantos irmãos? e porque "mãe só tem uma?" aí senhor, não tende piedade não. faz ruminar sobre essas fontes de rumores o galardão da improbabilidade... assim continua crescendo as atividades científicas. pela improbalbilidade e existência de Deus. bem'dizer a ciência só existe apartir de Deus. dessas criações misteriosas e sobrenaturais  o que tinhamos de exemplo antes era tudo conto de troía, bacanal misterios, bacanal de nascimento, bacanal do conhecimento, não verso à Bocage, só que "a putaria é a existência e o teor que engrandece a experiência de que somos do mundo", sacríficios e mortandades, cadenciação aos deuses mais imperfeitos, aos ritos mais incoparados, era muita coisa contra a vida, contra a super-polação, era para que tudo fosse de um só, ou que esse fosse aterrador de todos, ou que todos enfim julgasse esse, quem é o mentor desse conflito entre o homem e o universo? que lendária invasão é esta que não se aperfeiçôa, se usa, trai e consente... só ela para embelezar este caos e deturpação eminente, contemplemo-as... são muitas putarias, e se me escuso sinto que meus temores já são de outros. como é bom buscar novos medos. novas perdições. saber que os fins realmente tem um começo. desde que ele seja desde o fim o seu mesmo. mas é assim que se acaba com as paródias simplistas e composições uniformes, "alguma criação tem de render", e os primeiros da ninhada podem sim, morrer brevemente. por descuído ou desnatureza. ou... nem todas nascem para ser mãe. umas são puta por assim dizer de natureza. e dedicação apenas a isso é os seus ótimos dias. os dias púrpuros e naturais... dos quais de hoje em diante herdo a missão de ser filho.

Adeus missões. até guerra. chega pessoas; que de longe as posso ver. as posso sentir bem mais que suas presenças talvez... talvez. (sou mágico de mim) a energia é tão positiva ao negativo deste lado que não posso ambientar mais nenhuma áurea, "aqui não se tem risotos e crepes a provar", taças quebradas e poucos talheres, um só lugar, um cinzeiro que se cabe um cigarro, é hora de um ser o todo, porque este um quis ser todo para se ter em um; __ e não funcionou não! foi uma merda, um descontentamento, uma treta de uma pá de zóio que, fiquei só matéria, estou a plantar espíritos para ver quais mudas voltarei a ter como sombra...

Estou com vontade de escrever em poema. mas o texto é e deve ser mais apurado aguçadamemte que palavras jogadas com violência e 3 milhões de entendimentos em cada uma delas... sinta o sabor, masque, coma, coloque algo a derreter pelas enzimas... a fé que move montanhas é termodinâmica neste poema, será longa a viagem de antagonismos, separatismo, como é muy bonito quando amamos nos odiar, nessas métricas sem esfera as paródias, "quem é que não sofre por alguém?" sofrer por mim agora por mim agora é meu fim. que me venhas elas, e não mais ela. que vontade terrível de escrever um poema... saí de mim versos.

A sustentação dessas imitações do (real) mundo que inspira a nos ser jurados. essas glórias de fim de tarde ao começo de noite recíproco, palavras acentuadas ao desconforto... __ e num saí! num me deixa! ainda lembro daquele lazarento do Jones; __ mano... não para com a merda da arte que ela vem te pegar com uma faca... mais uma fase do plano; arte mata! ou seria uma desproposital luvada na cara, no rosto, face, sei lá mais quantos focinhos poderia ter para encobrir-me com essa tal arte. __ está mesmo empunhada de arma branca... (ando tão descarecido e impróprio a esses valores. quero que se foda ela e todos em seu rodeio. não estou a escrever arte...) vou fazer disfeita no que há de mim nessa treva'verbal. os espasmos golpeados agoram sombreiam além da-testa, porquê o climão está severo em todos os cantos, agora caminhar sem parar desconfiando sempre de quem vai dar o tiro nas costas? __ NUNCA! nunquinha'mês"! gosto de conhecer terrenos... (é melhor ser amigo deste vós inimigo). já não me importo com o que vocês são, até mais "fevistas de merda!" imagino-me numa guerra qualquer que não fosse essa... sabe quando está'se e axá'se pronto para morrer; a batalha deveria ser o melhor o voto. e não se afuguente porquê sou bem mais que capaz de trocar o bom filé por um ramo de batatas, suporte-se de tantos nãos, esse não é esse. (ao vencedor as batatas!), traduziremos em algum idioma essa emblemática ressurgênssia de utilidade, "é tão poroso o sabor do absinto que me esvaireço com os ares", como se fosse uma obrigatoriedade, "não abster-se e crer que tudo é mais que o outro", sem comparação as notoriedades, todo mundo focaliza uma "simboltudez emergente", será mesmo? que pânico é este que não o sinto? qual catastrofé hoje rolou e vai seguir rolando até os rochedos trincandos pelos pés, de altura se eu fosse nada seria. altímêtro me reluz um estado... que os anjos não suportariam na terra.

Humberto Fonseca

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