Verbos Curtos - Humberto Fonsêca & MaicknucleaR

domingo, 10 de janeiro de 2016

O Tempo Que Não Esquecemos - Poesia: Humberto Fonsêca


 


 
O Tempo Que Não Esquecemos...


Exaltado o ser, exaltado o momento, simples são as lembranças,
O passado remoto, remonta, todas as consequências, possibilidades,
A dor e o amor se faz quase presente, quase sumindo,
Em cada instante que as lágrimas não ousam cair,
Onde se esconde os mais puros sentimentos,
Que as razões humanas ousam-nos fazer esquecer de sentir,
De ser, de saber, de se ter como único prazer.

Quanto tempo sem ouvir o que realmente me importa,
Sem me escutar com todas as emoções,
Quanto tempo sem relembrar a felicidade interior,
Quanto tempo para reconhecer que os sentimentos podem até serem ignorados,
Mas não podem serem apagados caso estes sejam verdadeiros.

"Lembrar-se da humanidade e lutar por algo é natural,
Amar a si próprio e cuidar do nosso coração,
É uma satisfação que não deve ser praticada,
Deve está ser uma obrigatoriedade,
Pois sendo assim, a ilusão também é uma amante da verdade,
Estaremos indo muito além de todas as regras, direitos e constituições".

O voo das esperanças cruzam meu destino,
Defendo as possibilidades esquecidas,
Pois não enganei meu coração sentimento e coragem em nenhum momento,
Tudo que fora sentido e expressado, apesar de ter passado,
Ainda existe como amadurecimento,
Frutos de esperanças amplamente guardadas,
Em contraste de falácias que devem ser ignoradas.

Ouvir a si mesmo,
É o mais importante e mais belo prazer concedido aos desejos,
Longe das vorazes solidões,
Perto dos confortados corações,
Sem improvisar soluções, lições, argumentações,
Indiferente, coerente, subsidiado pelo alivio dos puros sentimentos.

Poeta, naturaliza os momentos,
Idealiza sonhos e não objetivos,
Compõem barreiras sem mistérios,
Quebra toda construção sem martelo,
Faz ordem, lei, regras, sem sentido,
Buscando na palavra alguma bravura perdida,
Do tipo:
"Deus não escolhe os capacitados, ele capacita os escolhidos".

Otimismo é uma palavra nem tanto usual nos dias de hoje,
Enquanto o pessimismo parece carícia e adorno sobre nossos sentimentos,
Plantam pedras como se fossem flores,
Colocam pregos como se fossem sabores,
Iludem as verdades com jogos adestradores,
Induzem, recriam, sofisticam,
Mas na verdade, nada além do vazio indicam.

Somos atores da nossa ambição,
Somos solicitadores da nossa condição,
Somos desbravadores da nossa revolução,
Somos a voz da nossa questão,
Somos a solução,
Que antes, agora, e depois,
Parecia não ter solução.

Não te aflijas, não chores,
Ou chores,
Mas sinta-se dono se seus pensamentos e da sua liberdade individual inquestionável,
Seja verdadeiro consigo ante os mascarados,
Quebre as correntes dos falsos dogmas nesses inusitados imediatismos,
Abandone os falsos círculos,
Reúna-se com sentido,
Obrigando-se sempre a sentir...

O tempo que não esquecemos.



Humberto Fonsêca



 

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